quarta-feira, 25 de maio de 2016

AMANHÃ: CORPO DE DEUS NA SÉ DE LISBOA E NAS RUAS DA BAIXA


No dia 26 de Maio, Quinta-feira, a Sé Patriarcal de Lisboa acolhe, às 11h30, a celebração da Eucaristia na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, popularmente conhecida como “Corpo de Deus”, presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente. 

Após a celebração, haverá, entre as 13h00 e as 16h00, um momento de adoração do Santíssimo Sacramento. A partir das 17h00, decorre a Solene Procissão do Corpo de Deus, que vai percorrer diversas ruas da cidade de Lisboa e que termina, pelas 18h30, no Largo da Sé, com a tradicional bênção.


terça-feira, 24 de maio de 2016

NEM LAMPEDUSA, NEM BRUXELAS, SEJA EUROPEU!




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O REI DÁ O EXEMPLO


‘O meu posto de honra é ao lado da Nação. Hei-de cumprir os meus deveres, que o amor das instituições e a lealdade à Pátria me impõem.’– El-Rei Dom Luís I de Portugal 

O Rei dedicar-se-á exclusivamente à Sua Nação, não procurará sofregamente aumentar a dose de pão diário sem olhar a meios. O Rei especializa-se na defesa do bem da coisa comum e dos interesses da Nação. Lembremos o ‘Princípio’ de Tomás de Kempis segundo o qual os maus hábitos podem ser eficazmente combatidos por outros que lhes sejam contrários. Um costume mau é vencido por um costume bom.

O Rei como um livro aberto – em qualquer parte aberta do livro –, sem nunca ser toldado pela sombra da dúvida, orientará todos pela virtude e pela força do Seu exemplo. Não pensará unicamente em si e no presente pois o Seu trabalho aproveitará às gerações futuras. A Coroa visará a consecução do interesse público e não do interesse individual. Assim, o Rei será o dínamo da sociedade.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

AMANHÃ: CONFERÊNCIA EM VISEU COM O PROF. DOUTOR BRAGA DA CRUZ


837 ANOS DA BULA MANIFESTIS PROBATUM

Em 23 de Maio de 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconhece como ‘Rex Portucalensis’– Rei de Portugal – El-Rei Dom Afonso Henriques, então com 70 anos de idade e 51 de governação (pois Portugal tinha ganho a sua Independência e soberania enquanto Estado no 5 de Outubro de 1143).
Na Bula acima referida, o Papa ao aceitar que Dom Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece não só, definitivamente, a independência do Reino de Portugal, como o Rei de Portugal fica livre de prestar vassalagem ao Rei de Leão e Castela, Imperador de toda a Espanha, porque nenhum vassalo podia ter dois senhores directos.
‘Alexandre III Bispo de Roma e Servo de Deus, ao Caríssimo Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e aos seus herdeiros, para sempre.
Com claros argumentos está provado que tu, intrépido extirpador dos inimigos do Nome de Cristo e diligente propagador da Fé Cristã, pelo esforço da guerra e por acções de cavalaria, tens prestado multíssimos serviços à tua Mãe, a Sacrossanta Igreja, como bom filho e Príncipe católico, assim deixando aos vindouros nome digno de memória e exemplo a imitar. Deve a Santa Sé amara com sincero afecto os que a Providência Divina escolheu para governo e salvação do Povo, sendo tu Afonso, pessoa ornada de prudência, particularmente dotada de justiça e idónea para reger o Povo. Por isso tomamos a tua pessoa sob a protecção de S. Pedro e nossa e concedemos e confirmamos o teu domínio sobre o Reino de Portugal, com inteiras honras de Reino e com a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que arrancares aos muçulmanos.
Alexander Episcopus’
Estava, assim, reconhecido Dom Afonso I Henriques como Rei de Portugal, o Seu direito às conquistas e estabelecida a independência do Reino sob a protecção de Roma.
Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

segunda-feira, 23 de maio de 2016

SS. AA. RR., Os Duques de Bragança na apresentação do livro “Os Conjurados de 1640”

CHARLES-PHILIPPE D’ORLÉANS APRESENTA ROMANCE HISTÓRICO A PLATEIA ILUSTRE




“Os Conjurados de 1640” é o título deste segundo livro de Charles-Philippe, um romance histórico, apresentado há dias no Palácio daIndependência, eCharles-Philippe d’Orléans, marido de Diana de Ca­daval, lançou o seu segundo livro. Os Conjurados de 1640 é um romance histórico que conta um dos episódios mais marcantes da independência portuguesa. Não foi, por isso, feito de ânimo leve. “Este livro demorou muito tempo, quase três anos, a escrever. Uma vez selecionado o tema, li 21 livros em diferentes línguas para conhecer bem o clima e o ambiente do século XVII e da invasão espanhola”, explica o autor, salvaguardando: “Não foram três anos de trabalho intenso. Este livro não retirou tempo nem à família nem ao trabalho.” Ainda assim, não esconde que o apoio da mulher foi fundamental: “Foi uma aventura a dois, porque eu preciso do apoio da família, da motivação, da inspiração, da ajuda. Costumo dizer que por detrás de todo o escritor há uma grande mulher. E eu tenho a sorte de ter a Diana, que me ajuda muito.” A duquesa de Cadaval confirma que se sente orgulhosa do marido:“Eu sou uma inspiração para ele no dia-a-dia, em tudo! Somos uma equipa muito boa.”


Orgulhoso estava também o primo, D. Duarte Pio de Bragança, um dos oradores de serviço na apresentação do livro, que aconteceu no Palácio da Independência, em Lisboa. O duque de Bragança aproveitou a oportunidade para elogiar o romance histórico enquanto instrumento de aprendizagem e criticou o sistema de ensino actual. “Este livro está muito bem escrito, transmite bem o espírito da época. Acredito que tem uma grande utilidade e que pode substituir o ensino, porque actualmente ninguém percebe nada da História de Portugal que é ensinada. É preciso que os programas sejam alterados”, defendeu. A esposa, D. Isabel de Bragança, partilha a opinião do marido, sobretudo porque os três filhos do casal estudam actualmente no país. “Hoje é só decorar, decorar e depois não fica nada lá dentro. Acredito que os romances históricos ajudem a sedimentar o que é dado nas aulas. Em relação aos meus filhos, como nós estamos a falar sempre um bocadinho dos temas, eles vão aprendendo”, sorri. Mas garante que isso não é sinónimo de terem sempre boas notas.





Fonte: Caras

FÉ E RAZÃO: A INSPIRAÇÃO DE BENTO XVI

 
Numa altura em que os laicistas radicais procuram monopolizar o espaço público, é mais importante que nunca promover o debate livre e aberto e combater pela liberdade contra a intolerância e fanatismo

Como é sabido, os católicos não tiveram desde a ruptura de Henrique VIII com a Igreja vida fácil no Reino Unido. Com um longo historial de (frequentemente despóticas e violentas) perseguições aos “papistas” a intercalar com períodos de tolerância mais ou menos incómoda, só a partir do séc. XIX o panorama começou, lenta e gradualmente, a mudar definitivamente no sentido de uma reintegração plena.

Uma das melhores ilustrações desta atribulada relação histórica pode ser encontrada na obra do celebrado John Locke, tantas vezes apontado como um dos pais fundadores do liberalismo. Ora foi esse mesmo Locke quem, nos seus escritos sobre a tolerância, achou por bem explicitar duas excepções à doutrina geral da tolerância que advogava, a saber: os ateus (por não se poder confiar em quem não reconhece Deus) e os católicos (por obedecerem a um soberano externo).

Felizmente para os britânicos e para o mundo, o Reino Unido conseguiu evoluir bastante para além do sectarismo do tempo de Locke e hoje a situação é diferente. Mas se a perseguição especificamente dirigida contra católicos é hoje muito mais rara no Reino Unido, novas ameaças contra a liberdade emergiram, com destaque para a agenda laicista radical e anti-cristã que contamina o discurso público em muito do mundo ocidental.

É neste contexto que merece ser saudada a criação do Benedict XVI Centre for Religion and Society na St Mary’s University, em Londres. O Centro (do qual, a título de declaração de interesses, devo informar que sou membro) recolhe inspiração no profundo legado intelectual de Bento XVI – e muito em especial na sua vigorosa insistência na necessidade de compreender a complementaridade entre fé e razão.

Simbolicamente, a Universidade aprovou a criação do Centro em 2015, no quinto aniversário da visita do hoje Papa Emérito Bento XVI ao Reino Unido e à própria St. Mary’s University. A aprovação oficial da Santa Sé para nomear o Centro em honra de Bento XVI foi concedida no início de 2016, preenchendo assim todas as condições para o lançamento oficial que decorreu no passado dia 5 de Maio.

O Centro visa ser uma referência internacional para a investigação nas áreas da religião e das ciências sociais (em especial economia, sociologia e ciência política) e baseia-se na convicção fundamental – tão enfatizada por João Paulo II (Ex Corde Ecclesiae, 46) – de que a promoção da investigação interdisciplinar que interligue as várias áreas científicas modernas com a teologia e a ética é um aspecto crucial da missão de uma Universidade Católica.

Para o cumprimento dos seus ambiciosos objectivos, para além do imprescindível rigor académico e científico, o Centro terá uma preocupação especial com actividades de divulgação do conhecimento, envolvimento com a comunidade e intervenção nos mais relevantes debates no domínio das políticas públicas. Objectivos que requerem também uma abertura pluralista a diferentes visões e uma atitude flexível, aberta ao diálogo e inclusiva – como tem sido apanágio do Papa Francisco – sem comprometer princípios essenciais.

Como referiu na cerimónia de lançamento Ruth Kelly, ex-ministra trabalhista e também membro do Benedict XVI Centre for Religion and Society, é fundamental que o Centro tenha um papel activo na vida pública. Numa altura em que os laicistas radicais procuram monopolizar o espaço público, é mais importante que nunca promover o debate livre e aberto e combater pela liberdade contra a intolerância e fanatismo.

Para os portugueses interessados em conhecer melhor o Centro e os seus protagonistas, a visita de Philip Booth a Lisboa constituirá uma boa oportunidade para o efeito, nomeadamente através da aula aberta – sobre a crise financeira global e respectivas causas – que leccionará no próximo dia 25 de Maio, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

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Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, membro do Benedict XVI Centre for Religion and Society e Visiting Senior Fellow da St. Mary’s University.

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