quarta-feira, 20 de julho de 2016

Eles que se habituem à nossa festa!

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Uma passagem de vista na rede e deparamos com sacrossantices intelectualóides daqueles que certamente tendo visto todos os jogos no recesso das suas casinhas, resolveram teclar alguns desabafos, desdenhosamente se apartando daquela mole imensa de povinho faceiro que invadiu praças, ruas, "fãzones", restaurantes e tascas. Idolatrando os barbaças do costume que leram e alguns não entenderam, na verdade odeiam tudo aquilo que a léguas lhes cheire a povo, a pé rapado. Invariavelmente não são muito diferentes dos antepassados morais que ainda há quatro décadas doutamente decretaram o futebol - tal como o fado e Fátima - como perigosa alienação colectiva gizada por uma qualquer burguesia encafuada em imaginados conciliábulos à volta de farta mesa. Pelo que se lê à esquerda e à direita, não esqueceram nem aprenderam coisa alguma. Prefeririam que Portugal honradamente tivesse perdido, cumprindo uma vez mais a triste sina de "vencer moralmente". 

O futebol é hoje uma poderosa arma de divulgação de um dado país ou sociedade, consistindo num negócio que envolve muitos milhões em todos os sectores de actividade e que noutros tempos caberia na perfeição em qualquer departamento de propaganda de um Estado. Nivela na rua as diferenças sociais, irmana insuspeitadas gentes e congrega um todo que normalmente seria desavindo, numa nação. Em suma, dá uma certa consistência racional ao que aparentemente seria pasto da paixão mais irracional. Tornou-se embaraçosa a palavra propaganda, embora esta, limada e nem por isso menos evidente, passou a denominar-se das mais variadas formas e entre elas, marketing. Isto, o marketing que dá visibilidade ao nosso país, foi o que mais irritou sapientes crânios por esse mundo fora, sofríveis intelectos que nem sequer se pouparam ao triste espectáculo de atacarem a selecção nacional, acusando-a, para nosso gáudio, de tudo e mais alguma coisa. Para eles tudo se resume a negócios, neste caso concreto acompanhados pelo correspondente amor próprio ferido. Pior ainda, a visão daqueles rapazes em uníssono entoarem jogo após jogo o hino nacional, deixou-os furibundos. Acreditem, foi isso mesmo, já nem sequer se recordam das multidões que em delírio há meio século seguiam Eusébio para todo o lado. Portugal é assim e isto não é moda nova, vem de longe.
Tal como o banco de reservas e a equipa técnica, nem um dos jogadores falhou as estrofes. O quê?, pretos que normalmente seriam considerados como meros resquícios de um para eles incómodo império para sempre desaparecido, ousarem cantar versos aos heróis do mar e egrégios avós "dos outros", aqueles descendentes dos "antigos donos"? Tamanho insólito é inacreditável, habituados como estão aos olhos fechados, bocas cosidas e semblantes moita-carrasco da esmagadora maioria dos coloured que pontilham as selecções de outros países europeus. Isto, quando terminado o hino, esse poderoso símbolo, um ou outro embezerrado Benzema não escarra para o lado.

O mundo dos futebóis, dos clubes de "espírito negocieiro Platini-Blatter-FIFA", será outra coisa bastante mais obscura e bem afastada do que recentemente vimos e vivemos. Temos por cá uns tantos correspondentes, todos sabemos quem são, desde os políticos aos dos escritórios do mundo plutocrático. Estiveram ontem na cerimónia em Belém. 

A verdade é que em Portugal e apesar de todas as dificuldades e preconceitos que saltam à vista,  vive-se num mundo diferente e quanto a isto, o facto de ter sido Eder a selar a vitória com um golo que em segundos resumiu todo o torneio, ainda é mais demonstrativo de que nem tudo se passa por mero acaso: é o ADN que o confirma, por mais alva que seja a pele, por mais liso que possa ser o cabelo. Quando da entrega de Macau à China, foi com espanto que Pequim assistiu ao desferir da bofetada simbolizada pelo comandante do destacamento das forças armadas portuguesas presente na cerimónia, um oficial retintamente chinês. Mais tarde, o contingente enviado a Timor contava com alguns elementos timorenses já nascidos em Portugal. Representa isto o saber fazer de países antigos, multisseculares. Ao contrário da maioria dos europeus que nem sequer aperceberam da subtileza, os chineses compreenderam a mensagem, afinal contam a sua história por milénios. Noutros pontos do globo, isto tranquiliza, unifica quereres e faz toda a diferença junto de populações normalmente submetidas a todo o tipo de tiranias apenas existentes, porque outros bem pensantes, normalmente brancos, letrados e de proeminente pança mental assim decidiram, envenenando alguns crédulos locais. Todos têm o direito à dignidade, disso não existe a menor dúvida e a independência é talvez a base sobre a qual o demais que é essencial se ergue. Tal não implica um radical corte com o infame passado colonial, aliás ele próprio a causa primeira da existência de boa parte, senão da imensa maioria dos países nascidos na segunda metade do século XX. Houve quem disso tenha dado conta e apenas recordemos o africano Leopold Senghor, um homem viajado, com leitura e obra e que nem por isso se deixou impressionar muito pelas loucuras a que assistiu junto das suas fronteiras. Foi ele o mau exemplo que o continente africano não quis nem quer seguir. Em suma, a histeria colectiva que nas últimas semanas se apoderou de todas as capitais do antigo Ultramar, é uma forte mensagem que as autoridades locais deveriam considerar e atendendo ao texto enviado ao homólogo português, o moçambicano presidente Nyusi reagiu como devia. 

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Voltando ao futebol, uma vez mais demonstrámos que afinal nem sequer somos assim tão atrasados e selvagens. Passados 12 anos desde o reconhecidamente melhor, bem organizado e mais pacífico Euro de sempre, da parte dos adeptos portugueses em França e contrastando com ingleses, russos, alemães, franceses e outros, nem sequer uma briga, um roubo, um assassinato, um insulto gratuito proferido diante das televisões por gargantas roucas de bebedeira. Da parte dos nossos jogadores, também nada a apontar, nem uma fita, um bate-boca, uma expulsão de campo. No final, para além dos derradeiros e inesquecíveis momentos em que o capitão comandou ao lado do seleccionador, apenas aquele leve sorriso de um soube-nos a pato, aguentem-se! 

Os nossos foram, viram e venceram, eis o que interessa. O resto é paisagem e frustração alheia que para os portugueses significa felicidade, mesmo que fugaz.

Uma Torre Eiffel às escuras,  eis o mais visível símbolo de quem debita culture e maiscivilité após uma champanhada gorada, fosse ela em Paris, Berlim, Londres, Madrid, Roma, Bruxelas e sabemos lá nós onde mais.

Sim, do Minho a Timor, Portugal venceu e isso basta.

Nuno Castelo-Branco

terça-feira, 19 de julho de 2016

A VIAGEM DO PRÍNCIPE REAL D. LUÍS FILIPE A ÁFRICA


A viagem do Príncipe Real Dom Luís Filipe de Bragança, 5.º Príncipe Real e 20.º Duque de Bragança e herdeiro do trono de Portugal, aos domínios portugueses em África, entre 1 de Julho e 27 de Setembro de 1907, foi o acontecimento político mais importante da jovem vida de Dom Luís Filipe, até porque era o primeiro membro da Família Real a fazer tal viagem.


Em S. Tomé deliciou-se com a vegetação tropical e foi recebido numa colónia engalanada e em festa. Em Angola os Sobas, na sua Presença, e perante expressivos arranjos musicais dos instrumentos locais, prestaram-lhe as sentidas homenagens e juraram-lhe fidelidade. Depois, em Lourenço Marques, foi recebido, a 29 de Julho, com vivas ao Príncipe e à Pátria Portuguesa e desfilou nas ruas por entre arcos enfeitados a rigor e perante uma entusiástica população que aplaudia o seu Príncipe Real. Depois foi à Rodésia e por fim à África do Sul, onde teve um acolhimento singular da comunidade local que lhe rendeu diversas homenagens. Depois do Cabo regressou a Angola e no regresso a Portugal passou por Cabo Verde. Em todos os locais que visitou causou Dom Luís Filipe de Bragança a mais distinta impressão, facto pelo qual já na metrópole foi elogiado pelo seu desempenho pelo Rei, seu pai, e pelo Conselho.

Chegou a Portugal em 27 de Setembro de 1907, onde encontrou uma Nação em efervescência política e veria a Sua vida cortada em flor tombando pelas balas da Carbonária ao lado do Seu Augusto Pai e Rei, Dom Carlos I de Portugal, a 1 de Fevereiro de 1908.


MVB - Plataforma de Cidadania Monárquica
Plataforma de Cidadania Monárquica

A História é feita por pessoas

Real Associação do Médio Tejo: A História é feita por pessoas: Permitam-me contar esta notícia de forma um pouco subjectiva, ou simplesmente do meu ponto de vista: O quadro de D. Rodrigo Annes de ...

segunda-feira, 18 de julho de 2016

EL PRETENDIENTE AL TRONO DE PORTUGAL: "LA SIMPATÍA POR LOS REYS DE ESPAÑA FAVORECE A LA MONARQUIA"

17/07/2016

Duarte de Braganza asegura que los portugueses ven mejor una hipotética restauración debido a la buena imagen que tienen otras casas reales europeas

El pretendiente al trono de Portugal: “La simpatía por los reyes de España favorece a la monarquía”


Dom Duarte, duque de Braganza y pretendiente al trono de Portugal.

Duarte es el segundo sucesor de Manuel II, el rey que con la revolución de 1910 tuvo que salir del país y exiliarse en el Reino Unido. Al morir Manuel sin descendencia, el título de pretendiente pasó a un nieto del rey Miguel I (1828-1834), Eduardo Nuño de Braganza.
Hijo de Eduardo, nacido en 1945 en el exilio de Berna, Duarte Pío asumió el título de duque de Braganza y pretendiente al trono de Portugal en 1976, a la muerte de su padre.

La actividad de Dom Duarte de Braganza

Monarquía Confidencial ha podido conversar con Dom Duarte -como es conocido en Portugal-, que se encuentra dedicado sobre todo a dirigir la Fundación Manuel II, nombrada así en honor al último monarca reinante del país.
Al frente de esta fundación, el duque de Braganza contribuye a preservar la lengua portuguesa y a distintos proyectos de ayuda al desarrollo rural en Timor Oriental y en varios países africanos lusófonos, antiguas colonias. Allí fomenta la agricultura sostenible y la lucha contra la desertificación.
Además, como jefe de la casa real de Portugal, Dom Duarte recibe invitaciones -en solitario o con su esposa e hijos- para asistir a eventos sociales y culturales que organizan ayuntamientos e instituciones de todo el país: de hecho, asegura a MC que visita una media de cien municipios portugueses al año.
A todo ello se suman diversas iniciativas diplomáticas que, de forma no oficial, ha realizado en colaboración con los distintos gobiernos de Portugal en países de África y Asia.

Imagen positiva de las monarquías europeas

“La mayoría de los portugueses con conscientes de que nuestra monarquía fue en general positiva, y que Portugal tenía en esos momentos mucha más importancia mundial que durante las tres repúblicas”, asegura Duarte Pío de Braganza ante las posibilidades que existen de que retorne la monarquía a su país.
Pero el pretendiente señala a Monarquía Confidencial otro motivo más importante que ha influido en que muchos portugueses vean la monarquía con simpatía: la “imagen positiva que todas las monarquías europeas tienen actualmente”.
Dom Duarte asegura que en Portugal no pasa desapercibido el ejemplo de España y de cómo pudo transitar hacia la monarquía de forma pacífica, sin sobresaltos, consiguiendo superar a Portugal en desarrollo económico. Y en esa transición ven como protagonista al rey Juan Carlos y su trabajo “notable” al servicio de España, así como ahora a Felipe VI.
Según el duque de Braganza, el papel que han jugado ambos reyes en la historia reciente de España ha ejercido una influencia importante en la opinión pública portuguesa.

Simpatía en Portugal por los reyes de España

Y es que para Dom Duarte, en esta influencia tiene un gran peso la simpatía personal que desprenden los reyes. En Portugal llegan los ecos de los elogios que los medios españoles hacen del rey Felipe y su papel en esta crisis económica y política, y ello repercute en el prestigio de la monarquía.
“La imagen de los reyes de España ha contribuido mucho para que los portugueses perciban que la monarquía se adapta a diferentes épocas históricas de sus pueblos, defendiendo los valores permanentes de cada nación”, destaca el pretendiente al trono de Portugal. Así, resume diciendo que si en la Edad Media los reyes eran guerreros y en el Renacimiento promotores de la cultura y el progreso, hoy en día son defensores de la democracia.
Al mismo tiempo lamenta que en su país -también por la Historia que se enseña en los colegios- muchas personas relacionen república con democracia y piensen que la restauración de la monarquía en Portugal traería aparejado un retroceso de la democracia: “Esa idea se recalca en las escuelas, y no se señala el hecho de quede 1834 a 1910 la monarquía portuguesa funcionó como un régimen democrático, semejante al actual régimen republicano”.
Sobre Felipe VI, destaca un último apunte: asegura que el rey “habla bien portugués”, y lo hace siguiendo el ejemplo de su padre Juan Carlos, que vivió en Estoril durante el exilio de don Juan de Borbón y que dejó en Portugal muchos amigos.

FAMÍLIA REAL PORTUGUESA PRESENTE EM CASAMENTO EM A...

Real Associação da Beira Litoral: FAMÍLIA REAL PORTUGUESA PRESENTE EM CASAMENTO EM A...: SS.AA.RR. os Duques de Bragança e S.A. o Infante Dom Miguel de Bragança estiveram presentes no casamento de Ana Pinto Ribeiro e João Card...

domingo, 17 de julho de 2016

O genocídio na Arménia e a falsificação da história

Os regimes totalitários achavam que podiam reescrever a história e o turco pretende apagar 1,5 milhões de arménios mortos em 1915. Consentir na falsificação seria ofender de novo a memória das vítimas.


Nesta hora difícil para a Turquia, vítima de mais um hediondo acto terrorista, as orações dos crentes e os pensamentos dos homens de boa vontade não podem deixar de estar com “as vítimas, seus familiares e o estimado povo turco”, como disse o Papa Francisco, na audiência geral do passado dia 29 de Junho. Não basta, contudo, repudiar o acto terrorista que ceifou tantas vidas inocentes no aeroporto de Istambul, é preciso manter viva a lembrança desse crime hediondo, não por ódio ou vingança, mas para que o mundo livre se empenhe mais na luta contra o terrorismo. Caso contrário, teria sido em vão o horrível sacrifício de tantas vidas inocentes.
O mesmo se diga, também, do extermínio, em 1915, de milhão e meio de arménios, o primeiro genocídio do século XX, segundo o Papa Francisco. A este propósito, já na viagem de regresso a Roma, depois da sua recente visita apostólica à Arménia, explicou aos jornalistas: “após ter usado esta palavra publicamente, no ano passado, em São Pedro, teria sido estranho não o fazer agora, na Arménia. Mas, com isso, quis sublinhar uma outra coisa: neste genocídio (arménio), tal como nos outros dois (nazi e soviético), as grandes potências internacionais, olharam para o lado… Foi esta a minha acusação. Nunca usei a palavra ‘genocídio’ com espírito ofensivo; usei-a objectivamente”.
Como era de prever, a reacção do governo turco, pela voz do seu vice-primeiro-ministro, Nurettin Canikli, não se fez esperar, acusando o Santo Padre de querer ressuscitar “a mentalidade das cruzadas”. Apesar das autoridades turcas negarem historicamente o genocídio, a verdade é que um milhão e meio de arménios foram exterminados, em 1915, pelo império otomano.
Muito embora seja costume referir esta catástrofe nacional com uma expressão eufemística, o “Metz Yeghérn”, ou seja, o “Grande Mal”, não foi esta a primeira vez que o Papa Francisco usou a palavra ‘genocídio’, como o próprio referiu, na citada conferência de imprensa aérea. Com efeito, em Abril de 2015, no primeiro centenário do extermínio, numa liturgia em São Pedro, em memória das vítimas, Francisco já o tinha feito, citando uma declaração conjunta de S. João Paulo II e de Karekin II, de 2001. Quer essa celebração, quer também o uso desse termo, levaram então o governo turco a chamar a Ancara o seu embaixador junto da Santa Sé.
É significativo que, durante a sua recente visita à Arménia, o Papa Francisco, tanto na saudação na catedral de Etchmiadzin, como no discurso ao corpo diplomático acreditado na Arménia, não tenha usado o termo ‘genocídio’. Mas, quando se dirigiu ao presidente arménio e às autoridades políticas do país, Francisco utilizou essa palavra. Com efeito, nessa altura disse que “aquela tragédia, aquele genocídio, inaugurou, por desgraça, a triste lista das terríveis catástrofes do século passado, causadas por aberrantes motivos raciais, ideológicos e religiosos, que cegaram as mentes dos verdugos até ao extremo de proporem como objectivo a total aniquilação de alguns povos”. “É muito triste” – acrescentou o Santo Padre – “que, tanto no caso da Arménia como nos outros dois” – referia-se implicitamente à Shoah e ao comunismo – as grandes potências internacionais se tenham desentendido, ou seja, como expressivamente disse Francisco, preferiram “olhar para o lado”.
É muito próprio de um Estado totalitário, ou de uma religião fundamentalista, o branqueamento das suas culpas históricas. É verdade que a qualquer patriota, ou crente, lhe custam algumas páginas menos luminosas da história do seu país, ou da sua religião, mas o passado é o que é e não pode ser manipulado em função do que mais convém.
Há inúmeras páginas gloriosas na História de Portugal, mas também há culpas colectivas como, por exemplo, a que respeita à escravatura, que as autoridades portuguesas toleraram e incentivaram durante séculos, ou ao modo como, em pleno século XX, se procedeu à nada exemplar descolonização, que deu origem a sangrentas guerras fratricidas. Com certeza que há inúmeras explicações possíveis para estes fenómenos, mas nenhum historiador honesto pode negar a sua factualidade.
A história da Igreja também conhece alguns episódios menos edificantes que, mesmo sendo a excepção à regra da caridade e da promoção da justiça social, nenhum católico pode honradamente ignorar. Foi por isso que, no jubileu do ano 2000, São João Paulo II pediu perdão pelas faltas cometidas, em dois mil anos de história, pelos católicos.
Negar o genocídio da Arménia, o holocausto do povo judeu ou as vítimas do estalinismo é negar a realidade histórica. Criminalizar o negacionismo poderia parecer historicamente justificado, mas levaria à instauração do odioso delito de opinião. Também não é razoável cair na mesquinhez de comparar genocídios, porque nenhum povo, ideologia ou religião pode presumir ser a única vítima, nem nenhuma ideologia ou nação está a salvo do juízo da história que, pelos factos e não as intenções, julga o passado.
Os regimes totalitários, como o soviético, achavam que podiam alterar o passado e, por isso, os historiadores comunistas estavam sempre a reescrever a própria história, fazendo até desaparecer das fotografias oficiais os correligionários que, entretanto, iam sendo eliminados … Ao que parece, o governo turco pretende agora também apagar um milhão e meio de arménios mortos, pelo império otomano, em 1915.
O mundo livre, infelizmente, já não pode remediar os terríveis totalitarismos do século passado, nem devolver a vida às vítimas do recente atentado no aeroporto de Istambul, mas seria cúmplice dessas atrocidades se não prestasse às vítimas a única homenagem que as pode resgatar de um ignóbil esquecimento: o testemunho da verdade.
Fonte: Observador

JÁ FALTA POUCO! NÃO PERCA!

Real Associação da Beira Litoral: JÁ FALTA POUCO! NÃO PERCA!: Viagem Medieval em Terra de Santa Maria