quarta-feira, 7 de setembro de 2016

BANCO DE PORTUGAL CELEBRA DONA CATARINA DE BRAGANÇA COM MOEDA DE COLECÇÃO


Infanta portuguesa que se tornou Rainha de Inglaterra será imortalizada numa moeda de cinco euros a distribuir em Portugal através da rede de tesourarias do BdP e das instituições de crédito.

Para comemorar a vida da monarca, o Banco de Portugal anunciou hoje através do seu site oficial que "colocará em circulação, no dia de 13 de Setembro de 2016, uma moeda de colecção, em liga de cuproníquel, com o valor facial de 5 euros, designada 'Dona Catarina de Bragança', integrada na série 'Rainhas da Europa'".
 
Na face, a moeda tem o valor facial, o escudo português e a representação de uma chávena de chá, símbolo da "introdução desta bebida na corte inglesa através da Rainha Dona Catarina de Bragança". 
No reverso, a moeda tem o busto da rainha, juntamente com o nome e a data de nascimento e morte. 
Como habitual, a distribuição será feita nas tesourarias do Banco de Portugal e através das instituições nacionais de crédito.



Publicada por: Família Real Portuguesa

terça-feira, 6 de setembro de 2016

JANTAR DAS FEIRAS NOVAS DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VIAN...

Real Associação da Beira Litoral: JANTAR DAS FEIRAS NOVAS DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VIAN...: Estimados Associados e Simpatizantes O Jantar das Feiras Novas da Real Associação de Viana do Castelo, terá lugar no próximo dia 10...

Grandes Portugueses - Afonso de Albuquerque

O herói que morreu magoado com os homens mas conciliado com Deus (1453-1515)

Afonso de Albuquerque

José Maria dos Santos

A epopeia portuguesa no Oriente nunca foi igualada. Com muito menos gente, os lusos venceram e conquistaram poderosos reinos como os de Ormuz, Goa e Malaca. Nessa epopeia, um homem ocupa a primazia como verdadeiro gigante: Afonso de Albuquerque, um dos maiores génios militares e administrativos, cujas façanhas se tornaram lendárias em todo o mundo de então.

Conta São Leonardo do Porto-Mauricio, no seu livro "As excelências da Santa Missa", este belo facto sucedido com Afonso de Albuquerque: "Achando-se com a sua frota em perigo de naufragar numa horrível tempestade, teve uma inspiração: tomou aos braços uma criança que viajava na sua nau e, elevando-a ao céu, exclamou: `Se todos somos pecadores, esta criaturinha é certamente sem mácula. Ah! Senhor, por amor deste inocente, compadecei-vos dos culpados! A vista dessa criança inocente agradou tanto a Deus, que Ele acalmou o mar e devolveu a alegria àqueles infelizes, gelados pelo terror da morte certa" (1).

Bondoso, esmoler, espírito justiceiro

Afonso de Albuquerque, visto pelos seus contemporâneos, era um "homem de estatura média, rosto comprido e corado, nariz um pouco grande"(2), "muito airoso e bem apessoado, expressão sentenciosa" (3). "Trazia sempre a barba mui comprida, [...] e como era alva, dava-lhe grande veneração" (4). Dotado de "um inquebrantável espírito de justiça" (5), era ainda, sempre segundo os seus contemporâneos, bondoso, muito esmoler, piedoso para com os pobres e muito paciente para suportar os sofrimentos que constantemente o assaltavam devido à inveja e incompreensão dos homens. Sofreu especialmente da parte de D. Manuel, rei de Portugal, que não se mostrou à altura do homem superior que governava.

"Inteiramente honesto, dedicado ao Rei e ao seu país, Albuquerque andou na Índia dedicado aos planos grandiosos que levara, sem jamais transigir um instante com a vida doce que todos apeteciam. Dele se pode dizer que foi, no seu tempo, o único capitão da Índia a quem os fumos da pimenta não toldaram o entendimento" (6).

"Nos seus seis anos de governo, sempre manietado pela falta de homens, de navios, de dinheiro, bem como pela estreiteza de vistas e pelas suspeitas do rei, Albuquerque fez sentir a sua influência desde a Arábia ate à China. Apossou-se das chaves do Oceano Índico. A Pérsia, o Sião e a Abissínia solicitavam a sua amizade, ao mesmo tempo em que uma dúzia de reis indianos, inquietos, se informavam dos seus desejos, por meio de embaixadas respeitosas" (7).

Ao lado de D. João II

Afonso de Albuquerque foi o terceiro filho de Gonçalo de Albuquerque, conselheiro do rei D. Afonso V e de D. Leonor de Meneses, filha do primeiro Conde de Atouguia. Nasceu no termo de Alhandra em 1453. Nada se sabe da sua infância, mas, pela cultura que depois demonstrou, sobretudo nas suas famosas cartas e ordenações, vê-se que aprendeu o latim e estudou os clássicos.

Albuquerque aparece pela primeira vez ao lado de D. João II, em 1476, na batalha de Toro, contra os castelhanos; depois, em Arzila, no Norte de África. Em 1480, D. Afonso V enviou-o em socorro do Rei de Nápoles contra os turcos, e no ano seguinte vemo-lo na guarda pessoal de D. João II. E, finalmente, na de D. Manuel.

Assombrosa carreira

Albuquerque entrou verdadeiramente para a História já bem maduro, em 1506, no comando de uma frota incorporada à do seu primo Tristão da Cunha. Já estivera na Índia com outro primo, Francisco de Albuquerque, na armada de 1503, mas nada de mais notável dele então chegou ao nosso conhecimento. Agora, a sua missão era a de vigiar a boca do Mar Vermelho, para impedir que dali saísse algum inimigo que molestasse as conquistas portuguesas na Índia.

Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz



















Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz
Ainda hoje destacada pela sua importância estratégica, a cidade de Ormuz não passou despercebida aos grandes planos de Albuquerque. Consquistada pela primeira vez em 1507, perdida em 1508 e depois retomada em 1515, acabou por ficar sob o domínio português durante mais de um século. A imponente fortaleza, iniciada em 1507 e erguida em condições excepcionalmente adversas, subsiste até hoje como testemunho da vontade de ferro, da coragem e da pertinácia de um dos mais geniais chefes militares portugueses.


Ao separar-se de Tristão da Cunha, depois de dominarem Socotorá e outras cidades menores, começou a estupenda carreira de Afonso de Albuquerque, que contava nessa época com apenas seis barcos e 460 homens, dos quais uma parte enferma, e escassos mantimentos para 15 dias. Com ousadia e determinação, infundindo a sua têmpera nos subordinados, conquistou em acções fulminantes várias cidades das costas da África e da Ásia, inclusive a opulenta Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico. Não foi desprezível tal conquista, pois Ormuz estava guarnecida com mais de 30 mil homens de combate, dos quais 4 mil eram arqueiros persas, com fama em todo o Oriente. Na baía havia mais de 400 barcos, dos quais 60 eram poderosas naus bem apetrechadas, e havia espalhadas ao longo do porto mais 80 peças de artilharia para a defesa da terra firme. Como um ciclone, Albuquerque e o seu pequeno número de portugueses desbaratou os navios e apossou-se da ilha, começando a edificar uma fortaleza. Mas a deserção de três dos seus capitães com as suas naus fez com que ele tivesse que adiar a consolidação daquela conquista para outra ocasião. O que de facto se realizou anos depois.

Goa e Malaca, fortemente guarnecidas, sujeitas aos lusos

Mapa de Goa
































Mais espectacular ainda foi a conquista do que se tornaria o mais sólido bastião de Portugal no Oriente, Goa, a Dourada. No início de 1510, saíra Albuquerque de Cochim para dirigir-se ao Mar Vermelho, quando foi informado por um pirata indiano, Timoja, das condições excelentes para se apoderar de Goa, rico entreposto comercial, cuja população hindu sofria com a opressão de governantes mouros.

Depois de tomar sem grande esforço a fortaleza de Pangim, Albuquerque entrou na cidade praticamente sem dar um tiro. Às suas portas, pôs-se de "joelhos, e, chorando muitas lágrimas, deu graças a Nosso Senhor por aquela mercê que lhe fizera, em lhe dar uma cidade tamanha, e tão poderosa, sem trabalho nem morte de ninguém" (8).

Mas mantê-la não seria assim tão simples. Dois meses depois teve de abandoná-la, após uma heróica luta contra os exércitos de Hidalcão, soberano destronado, que voltou para resgatar a sua cidade com 60 mil turcos, mouros e indianos, 5 mil a cavalo. Mas Albuquerque reapareceu no mês de Novembro seguinte com 20 velas, no dia 25, festa de Santa Catarina, a quem atribuiu depois a vitória. Entrou novamente na cidade, apesar de fortemente defendida, e após renhida luta esta voltou ao domínio dos portugueses, tornando-se, durante cinco séculos, uma das maiores glórias lusas no Ultramar.

Em Malaca, o mais rico centro comercial do Oriente, o génio de Albuquerque e o heroísmo dos seus comandados não foi menor. Cidade imensa, defendida por 30 mil homens, muita artilharia e elefantes amestrados para a guerra, foi atacada por apenas mil e quatrocentos portugueses. A luta durou 15 dias, até que finalmente esse punhado de heróis conquistou a localidade.

Administrador e homem de grande visão

Tanto em Goa quanto em Malaca, empreendeu uma obra administrativa admirável, sábia e eficiente, tornando-se um verdadeiro pai para a populado nativa, a quem defendia com a mais estrita justiça. Quis que cada grupo étnico fosse governado por um dos seus e que se observassem os seus costumes, desde que não fossem imorais. Reduziu os exorbitantes impostos instituídos pelos mouros e cunhou moeda para facilitar o comércio.

Em Goa, foi mais longe. Sabendo que deveria ser a capital de todas as possessões portuguesas no Oriente, estimulou os seus comandados que tinham algum ofício a estabelecer-se na terra, casando-se com mulheres brâmanes e mouras brancas cativas. Dava um dote ao casal, terreno, gado e toda a facilidade para começarem um novo lar. Obteve assim que 450 portugueses se fixassem em Goa, iniciando essa politica inter-racial que foi sempre muito benéfica para Portugal. Havia ainda a vantagem de que, por meio desses casamentos, ia-se propagando a fé de Cristo, pois implicava a conversão das noivas à religião católica.

O plano de Albuquerque, que coincidia com o do rei, era atacar o Egipto pelo Mediterrâneo e pelo Suez. Depois, ir por terra libertar a Palestina. Mas a falta de apoio dos monarcas cristãos fez gorar o plano. No entanto, Afonso de Albuquerque chegou a penetrar no Mar Vermelho e a planear a tomada de Meca com "todos os tesouros que havia nela, que eram muitos, e o corpo do seu mau profeta, para com ele se resgatar a Casa Santa de Jerusalém" (9).

A morte impediu-o de executar esse ousado plano.

Herói vitorioso mas incompreendido

Havia, na administração da Índia, funcionários que estavam directamente ligados ao rei, e que por isso não tinham que prestar contas ao governador. Estes tinham constantes rixas com Albuquerque, que desejava que as coisas fossem rectamente ordenadas. Em vista de tais rixas, os seus desafectos enviavam constantemente cartas ao rei, criticando o grande general. Infelizmente, o monarca acabou por dar ouvidos a esses descontentes. Enviou então um substituto para Albuquerque, que era o seu pior inimigo. E com ele vieram dois capitães que Albuquerque havia remetido ao reino, presos por insubordinação.

Esse facto ocorreu já no fim de 1515, quando Albuquerque se encontrava muito doente. Tal golpe tirou-lhe toda a vontade de viver. Pediu que o levassem para a barra de Goa, para ver mais uma vez a cidade amada, e exclamou:
-- "Mal com os homens por amor de El-Rei, e mal com El-Rei por amor aos homens! Bom é acabar! Acolhamo-nos à Igreja" (10).

Abraçado ao Crucifixo e rezando o salmo Miserere mei, esse gigante entregou a sua alma a Deus na madrugada do domingo, 16 de Dezembro de 1515.

Quando o seu cadáver desembarcou em Goa, sob o pranto geral da população, os gentios exclamavam "que não podia estar morto, senão porque Deus tinha necessidade dele para alguma guerra, que o mandava ir" (11).

Notas:

1. As Excelências da Santa Missa, Editora Vozes, Petrópolis, 1952, p. 26.
2. Gaspar de Albuquerque, Comentários do Grande Afonso de Albuquerque, Coimbra, 1923, Parte I, p. 7, in Costa Brochado, Afonso de Albuquerque, Portugália Editora, Lisboa, 1943, p. 263.
3. Castanheda, História do Descobrimento e Conquista da Índia, Livro 3º, cap. 55, in Costa Brochado, op. cit., p. 263.
4. João de Barros, Décadas da Ásia, Lisboa, 1628, Década II, folha 238, in Costa Brochado, op. cit., p. 263.
5. Costa Brochado, op. cit., p. 265.
6. Id., p. 266.
7. Elaine Sanceau, O Sonho da Índia — Afonso de Albuquerque, Livraria Civilização, Porto, Introdução.
8. Brás de Albuquerque, Comentários Parte II, cap. 20, in Costa Brochado, op. cit., p. 325.
9. Idem, II, parte IV, cap. 7, in Brochado, op. cit., p. 447.
10. Gaspar Correia, Lendas da Índia, vol. 11, parte I, cap. 53, in Brochado, p. 470.
11. Brás de Albuquerque, Comentários, II, parte IV, cap. 46. in Brochado, op. cit., p. 475.

Fonte: "Tesouros da Fé" - Publicação da Associação Acção Família, Nº11, Out./Nov. 2014, Ano I.

Fonte: Arautos D'El-Rei

domingo, 4 de setembro de 2016

4 de Setembro de 1913 – Casamento D. Manuel II



Casamento Real
Casamento d' El - Rei D. Manuel II - 4/09/1913

A  4 de Setembro de 1913, após um curto noivado de 4 meses, Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Manuel II de Portugal casava-se com a Princesa Augusta Victória von Hohenzollern-Sigmaringen, na capela do Castelo de Sigmaringen. A Princesa germânica era filha do Príncipe Guilherme de Hohenzollern-Sigmaringen (ramo católico dos Hohenzollern) e da Princesa Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias. El-Rei havia ficado muito impressionado com a Princesa alemã havia um ano, num encontro orquestrado pela Infanta Dona Maria Antónia de Portugal, tia-avó do Rei e avó da Princesa. Assim, após uma pequena conversa a dois, em Abril de 1913, El-Rei pede a mão à Princesa, que aceita prontamente. Segue-se uma pequena comemoração entre noivos e Augustos Pais e, consequência do exílio, um rápido e singelo comunicado oficial: ‘É com a maior alegria que anúncio o ajuste do meu casamento com a Princesa D. Augusta Victória de Hohenzollern-Sigmaringen. Manuel Rei’.
Assim, com este matrimónio era cimentado meio século de aliança entre a Sereníssima Casa de Bragança e a Casa de Hohenzollern, que teve início com o casamento da Infanta Dona Maria Antónia de Bragança (irmã dos Reis D. Pedro V e D. Luís I) com o Príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen.
À cerimónia religiosa assistiram cerca de 200 convidados, entre os quais a convalescente Rainha Dona Amélia, David, Príncipe de Gales e futuro Eduard VIII (Duque de Windsor após abdicação), a Duquesa de Aosta, os Príncipes Franz Joseph e Frederik Victor, irmãos da noiva, o Marquês de Soveral e várias senhoras da aristocracia e damas portuguesas e oficiais ingleses que faziam a guarda a El-Rei – por especial deferência do primo e Rei britânico, George V.
El-Rei Dom Manuel II fez questão de casar permanecendo de pé sobre um caixote carregado de terra portuguesa, e trajou casaca, complementada com o calção da Ordem da Jarreteira de que era simultaneamente o mais jovem cavaleiro de sempre e o último português a ser agraciado com a mais distinta das Ordens Honoríficas britânica e mundiais. No calção distinguia-se a liga azul-escuro com rebordo e letras a dourado colocada no joelho esquerdo com a divisa da Ordem, ‘Honni soit qui mal y pense’. Da mesma Ordem usava a Estrela, presa ao peito esquerdo, com uma representação colorida esmaltada do escudo heráldico da Cruz de São Jorge, rodeado da Ordem da Jarreteira, cercada por um emblema de prata de oito pontos. Ao pescoço, El-Rei usava a Ordem do Tosão de Ouro, e para além de mais Ordens usava a Banda com a Placa das Três Ordens Militares Portuguesas, colocada debaixo da casaca, para o lado da anca esquerda. Já Dona Augusta Victória usou um vestido de noiva matizado a azul e branco, prestigiando as cores da Bandeira do Reino de Portugal e da Monarquia Portuguesa. Na cabeça segurando o véu que fora usado pela sua avó a Infanta Dona Antónia de Bragança quando casara com o Príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen, um diadema com motivos de flor-de-lis.
Casamento Real

Dona Augusta Vitória tornava-se Rainha consorte, mas não Rainha de Portugal, pois o Rei já se encontrava exilado. O casamento feliz durou até à trágica morte de Sua Majestade o Rei, em 1932.
Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

sábado, 3 de setembro de 2016

O ROSTO DO INIMIGO NEM SEMPRE É VISÍVEL E PODE ESTAR ENTRE NÓS


O rosto do inimigo nem sempre é visível e pode estar entre nós, mesmo ao nosso lado.
Esta pintura representa o Duque de Alba, D. Fernando Álvarez de Toledo y Pimentel, este sim um rosto de inimigo bem visível, que venceu a Batalha de Alcântara a 25 de Agosto de 1580, precisamente há 436 anos, contra Dom António Prior do Crato.
Uma testemunha da época relata bem a acção dos outros rostos, aqueles que não se vêem:
«Sabendo o duque de Alba por espias e ruins portugueses, como grande parte da gente da cidade se recolhia a ela a dormir em suas casas, acometeu de súbito o arraial do Senhor D. António trabalhando de entrar pela ponte de Alcântara, assim para lhe inquietar a gente, como ganhar naquela revolta contra os moinhos de vento, um outeiro que ficava sobranceiro ao arraial do inimigo e colocou nele a sua artilharia.»

Que a memória destas datas recorde a juventude portuguesa da necessidade de preservação da independência de Portugal, contra todos os que a ameaçarem, principalmente derrotando aqueles que têm o dever de ser os primeiros a dar a vida pela Pátria, mas se vendem para preservar os seus interesses mesquinhos.
Por Portugal, Viva o Rei!

JUVENTUDES PARTIDÁRIAS NA ACADEMIA DE VERÃO DA JMP...

Real Associação da Beira Litoral: JUVENTUDES PARTIDÁRIAS NA ACADEMIA DE VERÃO DA JMP...: As juventudes partidárias falam com a JMP sobre a questão monárquica nas suas estruturas Juventude Monárquica Portuguesa ‎

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

De l’urgence de restaurer la monarchie en France


De l’urgence de restaurer la monarchie en France


ARGUMENTAIRE. Les bonnes raisons de restaurer une monarchie couronnée ne manquent pas. Cet article en donne quelques-unes avec la force de l’évidence : la monarchie, où le roi au sommet de l’État incarne l’unité historique, sociale et politique de la nation, est sans nul doute le meilleur des systèmes institutionnels. Celui qui redonnerait aux Français confiance et foi en l’avenir ! 

Deux cent vingt-deux ans après la Révolution, les carences de notre république sont patentes. Des gens de gauche se prennent même à rappeler les mérites de notre ancienne monarchie ! Cela ne laisse d’ailleurs pas d’étonner en des temps où l’on n’a jamais autant exalté la République et les « valeurs républicaines ». Faut-il voir là le chant du cygne d’un régime aux abois ? Nos politiciens louant sans cesse la République ressembleraient alors à l’orchestre du Titanic jouant à pleine puissance pour tenter de conjurer l’angoisse des passagers devant l’imminence du naufrage. Mais on ne colmatera pas les brèches sans changer de cap. Où l’on découvre alors une évidence : le meilleur des systèmes politiques n’est pas forcément celui qu’on croit.

LA MONARCHIE PRÉSERVE DU CLIMAT DE GUERRE DES DÉMOCRATIES PARTISANES.

L’avènement d’un roi découle de sa qualité d’héritier direct de la couronne dans l’ordre de primogéniture et non d’une lutte électorale entre candidats de partis opposés. Ce mode de dévolution du pouvoir préserve l’État des conséquences néfastes des changements d’orientation politique inspirés par des idéologies, des principes et des programmes opposés. Elle couronne en quelque sorte la vie démocratique du pays. Le pays ne se divise pas en camps ennemis à chaque nouvelle élection et ne s’exténue pas dans des luttes internes, facteurs de haine.

LA MONARCHIE ÉQUILIBRE LES RAPPORTS DE FORCES.

Quand elle n’est dépassée par aucun principe supérieur, la démocratie livrée à elle-même contient les ferments de sa perte. Car la loi du nombre lui permet de soumettre les minorités. Lors de l’élection présidentielle, la minorité qui subsiste peut représenter jusqu’à 49 % des Français ! Elle fracture donc le pays en deux et transforme structurellement les citoyens en frères ennemis. À l’inverse, le roi, au sommet de l’échiquier politique, représente l’intégralité de ses sujets, sans clivages.

LA MONARCHIE EST CONSENSUELLE.

Élire un président, c’est comme donner le match à arbitrer au capitaine de l’une des deux équipes en lice. On doute forcément de sa partialité. A l’inverse, le roi n’étant pas le chef d’un parti et n’ayant pas conquis le pouvoir à l’issue d’une compétition qui a divisé son peuple, jouit de la confiance spontanée de tous les Français.

LA MONARCHIE GARANTIT L’UNITÉ DE LA NATION.

L’existence d’une même famille royale à la tête de la nation renforce puissamment son identité qui, en république, est beaucoup plus abstraite, indistincte et insaisissable. Une dynastie familiale ancre profondément un peuple dans l’histoire et rend sensible sa continuité à travers les siècles.

LA MONARCHIE RESPECTE L’INTÉGRITÉ DE SES SUJETS.

Elle permet à chacun de retrouver son unité morale par le sentiment de sa place dans l’histoire et dans sa terre natale, avec et parmi ses compatriotes. En incarnant l’identité de la nation dans sa continuité historique, l’institution monarchique permet à l’individu de préserver ou de retrouver la sienne. Ce qui est impossible avec la mystique républicaine qui donne une vision tronquée de l’histoire de France en faisant remonter toutes ses valeurs à la révolution de 1789, voire à celle de 1793. L’identité de la France est ainsi confondue avec celle de la République, fondée sur la négation du passé monarchique et chrétien de notre pays. La conception de notre identité collective relève ainsi d’une option idéologique et partisane. Elle est donc différente d’un parti à un autre, d’un individu à un autre, susceptible de se modifier suivant l’évolution des idées.

LA MONARCHIE SAIT D’OÙ ELLE EST ET OÙ ELLE VA.

Faute d’un symbole charnel et spirituel de la continuité de la nation dans le temps, nos compatriotes ne savent plus ce qu’ils sont, d’où ils viennent, où ils vont, ignorent leur passé ou en ont une idée erronée, se trompent sur leur avenir, se montrent incapables de le préparer et voient dans les évolutions l’occasion d’une révolution culturelle. Ainsi en est-il allé du mariage pour tous conçu en France comme un instrument de subversion morale, ce qu’il n’est pas au Royaume-Uni – bien qu’il y soit condamnable -, ou de notre culte frénétique de la « diversité » et du pluralisme ethnoculturel qui nous ramène à l’Empire romain d’Occident du Ve siècle.

LA MONARCHIE PRÉSERVE DES DÉRIVES AUTORITAIRES.

Toutes les républiques européennes proclamées depuis le XIXe siècle ont dégénéré en dictatures : Italie (Mussolini), Portugal (Salazar), Espagne (Franco), Allemagne et Autriche (Hitler), Russie (Staline)… En revanche, aucun des royaumes n’a dérapé de la sorte dans la toute-puissance politique. Étrange, non ?

LA MONARCHIE A UNE VISION DE LONG TERME DANS TOUS LES DOMAINES.

Vaut-il mieux dépenser l’argent public en bâtissant des châteaux comme Versailles ou en commandant des sondages d’opinion mesurant la cote d’impopularité d’un président ? Le temps paraît donner raison à la première option. Sans cette clef de voûte indispensable qu’est la monarchie, notre pays dérive à tous les vents, à la manière d’un bateau démâté. La Révolution et la République ont transformé le majestueux navire de la France en radeau de la Méduse transportant une population perdue, hagarde et dépenaillée. Et le fait est d’autant plus remarquable que la monarchie française, de par l’absolue continuité familiale qui la caractérisait (la race capétienne régna sans discontinuité pendant près de mille ans) et ses origines nationales (les Français ne prirent jamais leur roi à l’étranger) était plus qu’aucune autre adaptée à sa fonction symbolique et unitaire. Oui, il est urgent de la restaurer.

 YVES MOREL