terça-feira, 8 de maio de 2018

Conhecia Ayres de Saldanha?

Foto de Nova Portugalidade.

Um herói português pouco divulgado, mas que merece todo o nosso respeito. Vice-rei e governador da Índia Portuguesa durante os inícios do século XVII, lutou por todo o Norte de África contra os mouros como cavaleiro. A sua ilustre carreira militar não se fica por aqui, tendo derrotado os holandeses em Goa, Cochim, Rachol, Forte Aguada e ainda os repeliu nas Molucas. O que torna este soldado especial é o facto de nunca ter sido derrotado em combate ao longo de toda a sua carreira. Bendito seja o dia em que possamos admirar o seu retrato com a sua bela armadura nos nossos livros de história.

Ricardo da Silva




DEUS - PÁTRIA - REI

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Para Alfie Evans, com amor e raiva

Uma sociedade é forte na medida em que protege os mais débeis: a prepotência totalitária é fraqueza e não força, cobardia e não valor, egoísmo e não razão.

Escrevo-te com amor, Alfie Evans, e com raiva. Amor a ti, aos teus pais, a todos os bebés que sofrem e a todos os pais que os amam. Raiva a todos os médicos que transformaram o juramento de Hipócrates num juramento de hipócritas; a todos os juízes que se arrogam a prepotência de impedir os pais de fazerem o que é melhor para o seu filho doente; a todos os políticos que distribuem beijos e abraços nas campanhas eleitorais, ou quando há por perto algum fotógrafo ou jornalista, mas que são indiferentes aos dramas humanitários.
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque sei que vives, não já neste mundo, mas no outro, porque Jesus disse aos saduceus daquele tempo e aos materialistas de todos os tempos que, para Deus, todos vivem (cf. Mt 22, 23-33). Raiva pela cultura da morte, que assassina as crianças ainda não nascidas, que mata os velhos e doentes em fase terminal e faz do seu eugenismo, análogo ao do regime nazi, a bandeira de uma falsa dignidade, o paradigma de uma razão sem razão nem coração.
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque sei que lutaste pela vida, mesmo quando te retiraram os meios técnicos que te ajudavam a respirar. Fizeste-o por tua conta, muito para além do que era medicamente expectável. Porquê? Porque tu querias viver! Qualquer ser vivo, por instinto de sobrevivência, luta pela sua vida desde o primeiro momento da sua existência. Mesmo que seja eticamente lícito retirar os meios extraordinários que prolongam artificialmente o funcionamento de órgãos vitais, nunca é legítimo precipitar o fim da vida por asfixia, ou por falta de nutrição. Raiva pela ideologia que, em nome de não sei que princípios, te negou os auxílios de que carecias para sobreviver, não obstante a tua grave doença e diminuta esperança de vida.
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque o Papa Francisco acarinhou a tua vida até ao último momento e sofreu, com coração paterno, a tua morte, mesmo ciente de que foste para Deus. Raiva pelos governantes do teu país que, insensíveis aos apelos do Santo Padre, não só não quiseram garantir a tua existência, como também não permitiram que fosses transferido para o hospital pediátrico católico de Roma, onde uma equipa de especialistas se dispunha a receber-te e ajudar-te a viver o tempo que, sem recorrer ao desumano encarniçamento terapêutico, ainda tivesses.
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque te devo o que o mundo te negou quando, do alto do seu cinismo eugenista, te rejeitou. Raiva por aqueles que te desprezaram, pelo teu país, pela Europa que somos, pela civilização que já nem sequer honra o mais sagrado de todos os deveres cívicos: respeitar uma vida frágil e inocente. Uma sociedade é forte na medida em que protege os mais débeis: a prepotência totalitária é fraqueza e não força, cobardia e não valor, egoísmo e não razão.
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque a comunicação social, salvo honrosas excepções, referiu-te com indiferença ou mal disfarçado desdém pela tua dor, enquanto se centrava numa outra criança, o terceiro filho dos príncipes William e Kate, duques de Cambridge, cuja nascença saúdo com alegria. Raiva porque tu, por não seres ‘real’, não mereceste viver. Eras apenas virtual, um número aziago numa estatística qualquer, um ser a abater, uma criatura monstruosa que não merece existir, uma despesa supérflua do sistema nacional de saúde. Que tinha aquela Kate, mãe do novo príncipe, que não tivesse a tua mãe, também Kate, que te deu à luz, Alfie, que és imagem e semelhança de Deus?!
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque sei que vives no coração e na mente dos teus pais, Kate James e Thomas Evans, na oração de todos os cristãos, nas lágrimas dos que sofrem por ter um filho doente, na saudade dos pais pelos filhos que partiram, na dor dos casais a quem não foi dada a graça da geração e na alegria dos pais que acolheram, com generosidade, uma nova vida, que geraram ou adoptaram. Raiva pelos que não amam nem são capazes de rezar – que é a oração senão a sublimação do amor? – pelos que, por egoísmo, recusam o dom de um filho ou, pior ainda, destroem a sua vida ainda no seio materno; pelos que abandonam os seus familiares, novos ou velhos; pelos que desprezam os doentes; pelos senhores da morte, que ceifam vidas com os seus infames diagnósticos, ou as suas sentenças iníquas.
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque há muitas, demasiadas mãos manchadas com o teu sangue: as dos clínicos que, como os que tiveste à tua cabeceira no hospital Alder Hey, de Liverpool, desistiram de ti; as dos magistrados que, como Anthony Hayden,impuseram a sua lógica desumana, contra o teu bem e a vontade dos teus pais; as das autoridades que impediram a tua extradição – porque, apesar de inocente, foste tratado como um criminoso pela tua pátria – para o país que generosamente te concedeu a sua nacionalidade e se dispôs a receber-te e tratar-te num hospital pediátrico católico. Raiva porque todos estes Pilatos vão lavar hipocritamente as suas mãos diante da opinião pública, gozando, mais uma vez, de uma indecente impunidade.
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque sei que nem a tua vida, nem a tua morte, foram inúteis. Graças a ti, vamos continuar a lutar pela vida, vamos continuar a procurar soluções médicas para as crianças que nasçam com os mesmos problemas que tu tiveste. Vamos continuar a lutar para que toda a vida humana seja respeitada, desde o momento da concepção e até à morte natural. Graças a ti, muitos mais médicos vão honrar a sua nobilíssima profissão, salvando vidas. Inúmeros juízes vão-se empenhar ainda mais em fazer da sua magistratura um serviço à justiça e ao bem comum. Graças a ti, haverá mais políticos que, cientes da sua responsabilidade e da grandeza da sua missão de serviço à comunidade, defenderão os fracos contra a prepotência dos poderosos.
Escrevo-te com amor, Alfie Evans, porque, graças ao teu coração puro e inocente, que não conhece a ira nem o ressentimento, vamos converter a nossa raiva em oração pelos teus carrascos e em luta por uma sociedade mais humana, porque mais justa; mais forte, porque mais solícita com os débeis; mais cristã, porque mais solidária.
Obrigado, Alfie Evans!

Fonte: Observador
DEUS - PÁTRIA - REI

domingo, 6 de maio de 2018

A antiga democracia portuguesa: as liberdades populares

Foto de Nova Portugalidade.

A geografia portuguesa, tanto a europeia como a ultramarina, estava outrora semeada destas colunas em pedra, assentes sobre uma base de formato variável e encimadas por armas heráldicas. Eram os pelourinhos e assinalavam aos viandantes as liberdades e a autonomia dos concelhos, unidades territoriais e administrativas directamente submetidas à autoridade do Rei que nomeava o alcaide, mas dotados de grande autonomia. Os habitantes dos concelhos, sendo homens livres (ou vizinhos, na terminologia de então), elegiam os magistrados que os governavam, assim como escolhiam os seus representantes às Cortes. Os direitos dos concelhos eram garantidos por uma Carta de Foral e eram invioláveis, pelo que foram, durante séculos, verdadeiras defesas contra exacções e desmandos da nobreza. Não deixa de ser curioso e até contraditório o facto de, por ocasião da implantação do Liberalismo - e da independência do Brasil - centos de pelourinhos terem sido ritualmente destruídos pelas novas autoridades centralistas.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.


Portugalidade vietnamita

Foto de Nova Portugalidade.
Foto: procissão pascal no Tonquim, no norte do Vietname, c. 1900

Os vietnamitas "portugueses" (1600-1900)

Os Dao-hoa-lang (sectários da religião dos portugueses), “seguidores da lei dos portugueses” ou, apenas, “ímpios” para as autoridades, os católicos do Tonquim, do Aname e da Cochinchina conheceram dois séculos de perseguições que emularam aquelas verificadas no Japão dos inícios do século XVII. As cartas dos jesuítas das missõesdo Japão e China, reunidas na colecção Jesuítas na Ásia, oferecem detalhada informação sobre as atribulações de uma comunidade que terá atingido 200.000 fiéis em meados do século XVIII.

Os Hoa-lang não reivindicavam qualquer ancestralidade portuguesa, mas julgavam integrar-se numa certa ideia de Portugal que se confundia com a religião que praticavam. Entre os cristãos, muitos eram os que falavam português e alguns haviam seguido para o seminário de Macau, pelo que as marcas da enculturação cristã assumiam também características da cultura, modos e hábitos portugueses .

Miguel Castelo Branco 

Nova Portugalidade

DEUS - PÁTRIA - REI


sábado, 5 de maio de 2018

Os Reis Não Tinham Criados


Os Reis Não Tinham Criados!
Uma das mistificações que se constroem em torno da Monarquia é de que a Família Real era servida por uma imensidão de criados e logo as imaginações viajam para produções cinematográficas de época e divagam fantasiando serventes de perucas e librés a restolhar. Ora este é um caso em que a realidade não supera de todo a ficção, pois os Reis, as Rainhas, os Príncipes eram auxiliadas pelo pessoal da Casa Civil e pelos oficiais às ordens. Assim, esses ‘criados’ próximos do Rei eram apenas os nobres da maior estirpe, assim como as Damas de companhia das Rainhas. Os nobres de mais elevada titularia estavam ao serviço pessoal do Rei, uns com cargos específicos na Corte, outros em sistema de rotatividade.
Por exemplo, imagine-se um banquete e o Rei a ser servido à mesa: quem serve o Monarca no prato é um Duque, a quem a terrina do consommé foi passada por um Marquês, e quem veio com a peça de louça com as vitualhas do início da Porta até à mesa foi um Conde, após um Visconde receber à porta da cozinha. Desse modo, também, não era um/a criado/o que servia o chá à Rainha, pois quem servia chá à Rainha era uma Marquesa.

Por isso o cargo de Aio, por exemplo, do Rei Dom Luís I foi o 1° Visconde e 1° Conde da Carreira; o Mordomo-mor da Casa Real, que transportava o característico símbolo da sua autoridade, o bordão de marfim com um castão de ébano esculpido com a forma da cabeça de uma mulher africana, no reinado de Dom Carlos I foi o 5° Conde de Sabugosa, o médico dos Reis era o Conde de Mafra, o secretário era o Conde de Arnoso, o estribeiro-mor era o Marquês  de Faial, o alferes-mor era o Conde de São Lourenço; as Damas da Senhora Rainha Dona Amélia eram as Ex.mas Duquesa de Palmela, a Senhora Marquesa de Unhão e D. Isabel Saldanha da Gama (Ponte); o secretário D’El-Rei Dom Manuel II foi o 6° Marquês de Lavrado, etc.
Aliás, quando havia solenidades ou visitas de Monarcas ou outros Chefes de Estado estrangeiros, era necessário contratar, temporariamente, para esse efeito pessoal para as carruagens, para as recepções do Palácio, numa tentativa de adequar os meios e não manter uma estrutura onerosa para o Erário.

São, ainda, muitas as manifestações de humildade para com, inclusive, o pessoal menor da Casa do Paço: recorde-se um episódio quando El-Rei Dom Carlos permanecia até altas horas no seu estúdio de pintura, pintando os maravilhosos pastéis que nos legou, e que quando saía para se dirigir para os aposentos descalçava as botas para estas não fazerem o soalho ranger e acordar o oficial às ordens que entretanto adormeceram na antessala; ou então, aquele dia do ano em que o Rei e o Príncipe Real serviam a sopa aos monges do Mosteiro de Mafra.
Apanágio da Realeza: – Servir! Sempre servir… até à morte e até depois dela… pelo exemplo!
Hoje, por cá usam o património e grande séquito, e, cúmulo da generosidade, em nosso nome!
E é paradoxal, mas sobretudo confrangedor, estes políticos sempre prontos a pigarrear que são republicanos e depois desfazerem-se em tantos salamaleques diante dos Reis estrangeiros!
Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Um dos maiores feitos da história da Portugalidade

Foto de Nova Portugalidade.


Hoje vamos contar-vos, sem lenda nem ficção, os derradeiros dias dessa orgulhosa dos luso-tailandeses numa luta sem quartel e sem esperança na defesa do seu Rei (o Rei do Sião), da sua religião (o catolicismo) e da sua casa (Ayutthaya). A aldeia portuguesa situava-se fora de muralhas e tinha como edifícios axiais o templo dominicano, a igreja franciscana e o seminário-templo dos Jesuítas. Quando a sorte se inverteu contra Portugal em meados do século XVII e um a um caíram os grandes centros da actividade portuguesa na Insulíndia, populações católicas luso-descendentes de Celebes e Malaca afluíram a Ayutthaya em busca de segurança. A população do Ban Protuguet ascendeu a 4000 ou 5000 pessoas devidamente comandadas por um Capitão eleito pelo povo cristão e confirmado pela corte siamesa.

Quando nas primeiras décadas do século XVIII Ayutthaya perdeu a força de grande potência no Sudeste-Asiático e emergiu a belicosa e expansionista dinastia Konbaung na Birmânia, as populações do mandala siamês foram expostas a um inimigo que fazia tábua-rasa da cultura política das relações internacionais da região e que exercia a guerra como única modalidade da acção externa. O fundador dessa dinastia, Alaungpaya, conhecido pelos métodos brutais de aniquilamento dos estados vizinhos, após reduzir a cinzas o Pegu, invadiu o Sião em 1759 e assediou Ayutthaya. A investida, brutal e sem qualquer respeito pelas convenções da guerra, plasmadas pela doutrina budista que aconselhava batalhas-torneio entre voluntários, em vez de choque entre exércitos, deixou os siameses aterrorizados. A guerra que o gigantesco exército birmanês trazia era inteiramente nova. Não visava troféus, mas o aniquilamento completo do adversário, lançava mão de massacres sistemáticos, destruição integral de cidades, vilas e aldeias e redução à escravidão dos sobreviventes; em suma, uma guerra norteada pelo intuito de infundir terror e desertificar regiões. Em 1760, já às portas de Ayutthaya, o exército birmanês foi detido precisamente no Bandel Português. A oposição que encontraram foi tão dura, as perdas dos atacantes tão grandes que Alaungpaya deu instruções de retirada. Nas últimas horas, já as suas tropas retiravam desordenadamente ante a contra-ofensiva dos portugueses, o rei birmanês caiu por terra, fulminado pelos estilhaços de uma peça de artilharia que explodira ao fazer fogo sobre o Ban Protuguet. Ayutthaya salvara-se pela resistência e grande sangue frio dos católicos ante o mar birmanês.

Os birmaneses lamberam as feridas e reorganizaram-se. Em 1765, um imenso exército, agora comandado por Hsinbyushin, filho de Alaungpaya, invadiu de novo o Sião disposto a reduzir a pó a capital do Sião. A cidade estava exangue, o seu comércio declinante e lutas intestinas haviam enfraquecido Ayutthaya, pelo que, de novo, os birmaneses avançaram sem dificuldade até às muralhas da grande capital. Os bastiões foram guarnecidos com católicos do Ban Protuguet, mas os restantes habitantes do bandel, fora de muralhas e expostos a grande perigo, recusaram-se abandonar os seus templos e aí se barricaram. Resistiram a todas as investidas birmaneses, causando-lhes milhares de mortos. Incapazes de derrotar os católicos, atacaram o aldeamento japonês na outra margem, reduzindo-o a escombros, destruindo depois as feitorias inglesa e holandesa da VOC. Muitos japoneses, holandeses e ingleses atravessaram a nado o rio e procuraram refúgio na aldeia portuguesa. A esta afluiram também muitos peguanos e chineses que tinham os seus bairros nas proximidades. Ayutthaya ardia e os soldados siameses já não obedeciam, fugindo para evitar o extermínio. O Ban Protuguet resistiu durante seis meses a bombardeamento de artilharia e ataques frontais da infantaria, elefantes e cavalaria birmanesas. Nos últimos dias de Abril de 1767, sem víveres e sem munições, os portugueses aceitaram depor armas. Era o último reduto de resistência. Ao contrário das promessas do inimigo, mal entregaram as armas, homens, mulheres e crianças foram severamente agredidos, alguns mortos ali mesmo e os restantes reduzidos à escravidão. Dessa outra história, também exaltante, daremos conta noutra ocasião.

Hoje, no cemitério da velha capital jazem cerca de 200 restos mortais de luso-siameses. Aquela gente lutou até ao último grão de pólvora e não vacilou ao decidir lutar pela sua liberdade. Uma lição de heroísmo que integra as mais vibrantes páginas da saga portuguesa nos confins da Ásia. Os luso-siamses de hoje compreendem perfeitamente o sentido daquela façanha que hoje evocamos. Os tailandeses, também compreendem, que os portugueses chegaram apenas para fazer business pois, chegada a hora decisiva, lutaram ombro a ombro com os siameses na defesa da terra comum, não deixaram cair a bandeira e não tentaram, como outros, fugir e salvar os cabedais. Morreram pela sua liberdade; é tudo. Isto merecia uma coprodução épica luso-tailandesa ou o nome de uma avenida lisboeta: Avenida dos Heróis de Ayutthaya. Há quem pretenda espezinhar, ridicularizar e até fazer esquecer aos portugueses a grandeza e a honra de o serem. Só quem não for digno do nome de Portugal pode persistir em negar a esta nação as mais vibrantes páginas da história da nossa civilização.

MCB



DEUS - PÁTRIA - REI