terça-feira, 9 de outubro de 2018
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Nos dias 5 e 6 de Outubro foram investidos novos Cavaleiros em Castelo de Vide.

Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani
(Ordem Suprema Militar do Templo de Jerusalem)
Castelo de Vide
NON NOBIS, DOMINE, NON NOBIS, SED NOMINI TUO DA GLORIAM!
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Predadores ao largo de Hong Kong

O estudo e conhecimento dos feitos e glórias navais e militares dos portugueses limita-se, amiúde, à era de ouro de Quinhentos e princípios de Seiscentos. Contudo, ao longo dos séculos que se seguiram a esse período de apogeu, marinheiros portugueses houve que continuaram a alimentar feitos merecedores de admiração, não tanto pelo sulco deixado nos anais da História marítima, mas pela demonstração de qualidades singulares de oficiais, sargentos, praças e até simples civis anónimos, totalmente caídos no esquecimento, mas cujos lances tornaram possível a preservação do bom nome e valor dos portugueses nos continentes onde estes se haviam implantado.
Antes, os mares eram perigosos, expondo-se os viajantes a toda a sorte de perigos. Aos ventos, tempestades e vagalhões, adicionava-se a pirataria, velha praga que assolou os mares desde a Antiguidade até tempos muito recentes. Uma simples viagem era, por certo, uma soma de perigos, e em alguns mares do planeta, até um curto itinerário não deixava de estar cheio de riscos.
Contemos, pois, um destes episódios. Em finais de Abril de 1914, o vapor Tai On, registado em Hong Kong, zarpou da colónia britânica em direcção a Singapura. Levava a bordo quatrocentos passageiros e a tripulação era maioritariamente composta por portugueses de Macau fixados em Hong Kong. No terceiro dia de viagem, foram avistados juncos chineses que se foram aproximando estranhamente do Tai One, a tal ponto que o comandante intuiu os propósitos de tão insólito comportamento.
Eram, com efeito, embarcações que se dedicavam à pirataria no Mar da China. Tais piratas infestavam a região, provocavam grande perturbação ao comércio, apossando-se de preciosas cargas, matando ou raptando passageiros e tripulações pelas quais, depois, pediam avultados resgates. O perigo que tais piratas constituíam era de tal modo presente que os navios procuravam sob condição alguma estacar viagem, evitavam bancos de nevoeiro e navegavam de noite com as luzes apagadas para, assim, não denunciarem a presença a esses predadores. Para mais, as amuradas dos navios recebiam um reforço de cordas entrelaçadas, por forma a dificultar abordagens.
Nesse dia, o simples vapor não se submeteu ao direito da força. Ao sinal do comandante do barco, a tripulação correu às armas, disposta a defender a nave. Os piratas seriam cerca de centena e meia. Lançaram-se ao assalto do pequeno navio e conseguiram chegar ao deque. A tripulação refugiou-se no tombadilho e na popa, dali lançando-se sobre os assaltantes. Depois de um duro combate corpo-a-corpo, os piratas foram, por fim, repelidos. Os heróis da jornada, depois elogiados e condecorados pelas autoridades da colónia britânica, foram o guarda da armada A. Dias e um tal Silva, que morreu na defesa do navio após haver abatido doze bandidos. Um episódio lembrando velhas façanhas.
MCB
Ergamos os queixos, tenhamos orgulho: se o mundo não nos odeia, porque haveríamos de odiar-nos a nós mesmos?

O exército brasileiro em parada com as bandeiras que são as nossas e já foram as deles. Por vezes, parece haver mais portugueses obcecados em minimizar a sua História e o seu contributo que críticos da nossa obra entre os povos com que nos fomos encontrando, e que fomos deixando, ao longo dos tempos. Vemos manifestações em Lisboa contra o monumento ao Padre António Vieira, mas quem no Brasil se terá manifestado contra esta parada? Vemos o monumento ao "esforço colonizador português", no Porto, desfigurado por vândalos e acusado de prestar tributo a horrores vários, mas a capital de Cabo Verde, a cidade da Praia, mantém a simbologia portuguesa na sua bandeira. Vemos quem em Portugal se oponha ao "Museu dos Descobrimentos, da Expansão e da Portugalidade", defendido pela NP, acusando-o de ser um projecto "neo-colonialista", "salazarista" e "istas" de outras tonalidades. E, entretanto, é a República de Timor-Leste que ergue no seu território um grande monumento ao "descobrimento" da ilha por Portugal. Parecemos envenenados pelo auto-ódio, convencidos de que os outros nos odeiam. Mas não odeiam. Lembram, celebram e honram a sua herança portuguesa. Não será altura de o fazermos nós também?
DEUS - PÁTRIA - REI
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
O patriotismo contra o mundialismo

São muitos os mundialistas; são cada vez mais. Não têm pátria, afirmam; são Cidadãos do Mundo, dizem. Destruir as nações soberanas: eis o seu programa. Que devemos responder-lhes? Talvez, como Maistre, que nunca viu essa quimera de que falavam os revolucionários, o Homem, conquanto soubesse existirem os improváveis Persas, que também existem Portugueses, mas Cidadãos do Mundo nunca vimos. Cada indivíduo, se é produto da natureza, também é produto da história, tradições e leis comuns que constituem a nação em que fez a sua aparição no espaço e no tempo. Quem o tenta negar, em geral, no mesmo acto o afirma.
Aqueles que sonham em unificar toda a terra sob o mesmo império, as mesmas leis, em que cada comunidade que hoje é soberana se converteria em província, deveriam consultar o sábio aviso de Edward Gibbon, quando narra a história da degenerescência de Roma de república em tirania. No tempo em que as fronteiras do império romano, aparentemente, coincidiam com as da terra, a ira e as depredações do tirano não eram apenas implacáveis como eram também inescapáveis. «A divisão da Europa em um número de estados independentes, unidos, porém, uns aos outros, pela comum semelhança de religião, linguagem e costumes, é causa das mais benéficas consequências para a liberdade da humanidade. Um tirano moderno, que não deparasse com resistência nem nos seus próprios escrúpulos nem no seu povo, cedo experimentaria uma suave restrição pelo exemplo dos seus iguais, por medo da sua censura, pelo conselho dos seus aliados, e pelo temor dos seus inimigos. O objecto da sua ira, escapando dos estreitos limites dos seus domínios, facilmente obteria, num clima mais propício, um refúgio seguro, uma nova fortuna mais adequada ao seu mérito, a liberdade de protestar, e talvez os meios para a vingança. Mas o império dos Romanos enchia o mundo, e, quando esse império caiu nas mãos de um só indivíduo, o mundo converteu-se segura e sombria prisão para os seus inimigos. (…) Resistir seria fatal e fugir seria impossível. Estaria cercado por todos os lados por uma vasta extensão de mar e de terra, a qual não poderia esperar atravessar sem ser descoberto, capturado, e devolvido ao seu odioso senhor».
A existência de nações independentes é não apenas uma condição da liberdade da humanidade como se revelou uma condição do seu progresso em todas as frentes da actividade humana. Os governos nacionais tiveram limitado o seu poder, vendo-se em situação de negociar soluções políticas em lugar de as impor de um só golpe. Por outro lado, a competição entre estados foi sempre um poderoso motor do progresso científico e social. O movimento entre comunidades soberanas de capitais e de trabalho, tirando partido da diversidade de circunstâncias económicas e de políticas financeiras foi uma condição do desenvolvimento das forças de produção modernas. Na verdade, só as nações, com as suas diferentes línguas, costumes e artes, permitem a expressão completa, necessariamente plural, das potências humanas.
Hugo Dantas
DEUS - PÁTRIA - REI
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