quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

ISABEL DE HERÉDIA REVELA SEGREDOS O LADO DESCONHECIDO DA MULHER DE D. DUARTE PIO NACIONAL


Isabel de Herédia é uma mulher discreta. Numa rara entrevista, desvendou alguns segredos da família real portuguesa

Isabel de Herédia, a mulher de D. Duarte Pio de Bragança, abriu o coração e mostrou o lado mais desconhecido, em entrevista a Júlia Pinheiro. Discreta na vida privada, são raras as entrevistas que dá. Abriu uma exceção esta terça-feira, dia 3 de dezembro, e acabou por desvendar, em direto na SIC, alguns segredos da família real portuguesa. 

Logo no início da entrevista, a duquesa de Bragança abordou a «infância feliz» em Angola. «Atirei-me várias vezes para ver se voava, tinha quatro ou cinco anos. Parti o braço duas vezes a tentar voar. Quis ser enfermeira, médica, era maria rapaz, adorava subir às árvores». Aos nove anos, emigrou para o Brasil e foi lá que se apaixonou pelo representante da casa real portuguesa e que estudou gestão de empresas. 

«Nunca pensei que viria a ser duquesa. O meu marido sempre foi muito amigo lá de casa. Ficámos muito amigos. Já com 16 anos, estávamos a jantar e ele disse alguma coisa que não concordei. Eu disse: 'senhor doutor, desculpe, mas  isso é uma estupidez!'. A minha mãe ia-me matando porque eu ousei. Mas ele disse: 'ainda bem que disse isso, geralmente as pessoas concordam comigo e depois dizem mal de mim pelas costas, ao menos é direta!'. E a partir daí ainda ficamos mais amigos», conta. 

As perguntas indiscretas de Júlia Pinheiro 
Isabel de Herédia e Dom Duarte têm 21 anos de diferença, mas isso não atrapalha o casamento. «Não é complicado, se é a pessoa que eu gosto posso até viver poucos anos com ela. Porque é que vou ficar não sei quantos anos com uma pessoa que não gosto?!» Júlia Pinheiro aproveitou a deixa para fazer uma pergunta indiscreta à duquesa. «Teve outros namorados?». «Sim, tive». 

Depois, a duquesa de Bragança recordou o dia do casamento, a 13 e maio de 1995, no Mosteiro dos Jerónimos.

«Qualquer noiva está sempre anestesiada. Foi uma emoção muito grande, a única coisa que me lembro foi que quando cheguei aos Jerónimos estava um mar de gente e impressionou-me a adesão. Fiquei tão agradecida que pensei 'eles merecem ver-me primeiro que os outros' e então tirei o véu paras cumprimentar as pessoas. Depois houve pessoas que disseram que não devia ter feito por causa do protocolo, mas eu disse: 'estou-me nas tintas, eles merecem'.  

Sobre o lado institucional da Casa de Bragança, afirma lidar bem com o assunto. «Naturalmente eu também sou discreta. Não tenho assim tantos escândalos para contar. Sou normalíssima, tenho a sorte de ter um marido que me deixa ser o que eu sou», refere. «Não é tão complicado quanto as pessoas pensam. Também não sou de fazer grandes loucuras.» 

Isabel de Herédia admitiu ainda que «sentiu pressão» da sociedade para ter filhos, mas que aprendeu a lidar com isso. «Uma vez aprendi com a casa real inglesa a nunca olhar para as revistas e isso marcou-me imenso». 

«Há príncipes ótimos e príncipes péssimos»
Depois, falou dos filhos, Afonso de Santa Maria, Maria Francisca e Dinis de Santa Maria. «Dão-se bem, o Afonso é mais parecido com o pai, é mais reservado, mas é bom boa pessoa. A Francisca e o Dinis são mais descontraídos». A mulher de D. Duarte garante que em casa não há pressão para casarem com príncipes ou princesas e que já tiveram namorados. 

 «Já namorou, já desnamorou. Hoje em dia o universo deles é muito grande. Ainda são muito novos, não estão a pensar em casar para já. Acho que nós tentamos dar o exemplo do que é um casamento feliz, uma vez ou outra pode existir uma crise […] Podem não casar com um príncipe ou princesa. Têm de casar com uma pessoa com quem se sinta afinidade, que seja bem formado. Há príncipes ótimos e príncipes péssimos». 

«Trabalho na área da imobiliária» 
A conversa com Júlia Pinheiro continua e Dona Isabel acaba por revelar uma informação desconhecida do grande público. Tem um emprego comum. «Trabalho na área da imobiliária. Tenho uma equipa ótima que me permite não estar no escritório as horas todas. Estou realizada profissionalmente, mas graças a essas pessoas que trabalham comigo. Se estivesse sozinha, era mais complicado acompanhar o Duarte [nos compromissos oficiais]». 


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

MISSA DE SUFRÁGIO pelo REI FUNDADOR, D. AFONSO HENRIQUES, no 833.º aniversário da sua morte

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A Real Associação de Coimbra informa que, na próxima 5.ª feira, dia 
6 de Dezembro, pelas 17h30 horas, será celebrada na Igreja do Mosteiro
 de Santa Cruz, em Coimbra, Missa de Sufrágio pelo Rei Fundador, 
D. Afonso Henriques, no 833.º aniversário da sua morte.


Convidam-se todos os Portugueses a estarem presentes neste piedoso 
acto em memória de D. Afonso Henriques.


Que Deus Guarde Portugal e a Família Real!

DEUS - PÁTRIA  - REI

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

D.Dinis, poeta na folha e na ordem

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El Rey D.Dinis ocupa um trono justo no Olimpo da Portugalidade. Conhecido como rei-poeta (autor de mais de 173 poemas em galaico-português) ou rei-lavrador (grande impulsionador do trabalho agrícola), valências que lhe conferiram grande prestigio entre as coroas do Velho Continente.

Filho de D. Afonso III e de Beatriz de Castela, nasceu em pleno dia de S. Dinis, a 9 de Outubro de 1261, em Lisboa. O seu nome foi, portanto, um tributo ao santo comemorado nessa data.

Sucedeu a Afonso III a 16 de fevereiro de 1279, com 17 anos, notabilizando-se como um lider revolucionário quase sem paralelo. O seu legado governamental é úbere como estrelas em dias estivais. Vejamos: definiu as fronteiras de Portugal no Tratado de Alcanizes, oficializou a lingua portuguesa como lingua da corte, criou a primeira Universidade Portuguesa, incentivou a exploração de minas de cobre, fomentou a agricultura, centralizou o poder régio, criou variados concelhos e galvanizou o conceito das feiras em Portugal. Torna-se fundamental referir o seu contributo profético para os Descobrimentos Portugueses, através da plantação do Pinhal de Leiria e a fundação da Marinha Portuguesa. 

Seria injusto não escrever sucintamente o apoio que prestou à Ordem dos Templários. Contra os designios papais, rejeitou extinguir a Ordem do Templo, num sentido de gratidão pelo serviço prestado na fundação e defesa do país. Através de uma ação diplomática, logrou proteger a Ordem através de um escudo verbal. Que quer isto dizer? A Ordem alterou o nome para Ordem Cristo, privilegiando a antiga estrutura, ritos, método e, membros. Em 1319, através da Bula Ad ea ex quibus, do Papa João XXII, fundava-se a Ordem de Cristo. 

D. Isabel de Aragão, sua esposa, revelou-se uma das rainhas mais amadas pelas gerações lusas, da qual falaremos isoladamente numa outra oportunidade. Casaram a 11 de Fevereiro de 1282, em Barcelona, tendo-se comemorado a boda na passagem da fronteira da Beira, em Trancoso, em 26 de junho do mesmo ano. 

Em 1322, o Rei Poeta sentira algumas complicações cardiacas que, 3 anos mais tarde, originaram a sua morte. Partiu a 7 de Janeiro de 1325, em Santarém. Os seus restos mortais encontram-se no Mosteiro de São Dinis, Odivelas.

Apóstolo Viriato



SER PATRIOTA

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Sou patriota, localista e bairrista. Definiria um patriota como alguém que se compreende, homem ou mulher orientado para o horizonte do entendimento, ser que não regressa por nunca ter partido. Habitamos numa era pérfida como lobos sonegados nos arbustos, prontos para atacar a mais vulnerável das presas. A falência das virtudes há muito que polui as águas do rio da concórdia e interesses movediços engolem o legado moral de antiquíssimas gerações, tudo por ordem do príncipe coroado da própria Terra. Existe um projecto, tão antigo como ligaduras de múmias, que visa apagar as fronteiras deste mundo. Tudo se resumirá a terra uniforme boiando sobre extensos oceanos. 
O patriotismo é como um guardião colectivo incumbido de defender os portões da nação. Vejamos a sua definição mais científica: “patriotismo, do grego patriótes, é o sentimento de orgulho, amor, e devoção à pátria e aos seus símbolos. ” – fonte desconhecida. A palavra maestra nesta conceptualização é amor. Sim, amor. É esse fogo sentimento que agiganta as acções do homem, que embebeda os sóbrios de talento em artistas passageiros, que dá oportunidade aos débeis de rivalizarem com Hércules, David ou Viriato.

Qual é uma das promessas mais recorrentes que um amado faz à musa encostada no seu ombro? “Defender-te-ei.” Amar alguém pressupõe defender algo. Como diria Friedrich Schiller, poeta germânico: “Não vale nada um povo que não sabe defender a honra da sua Pátria.”

O patriota, paladino do seu escudo, assume que o país é muito mais do que a sua geografia, do mesmo modo de que a bandeira é muito mais do que um pedaço de tecido. As linhas geográficas são, como os contornos do nosso corpo, são a casa de uma alma, a alma lusitana, mas não existe nenhum espaço físico que consiga acolher tudo o que uma nação representa.

Este sentimento não é refém do arrepio brotado do hino ou do engrandecimento das cores da bandeira, mas de quem se encanta com as façanhas históricas cantadas por Camões, de quem reconhece o nosso papel na humanidade, de quem não se envergonha de viajar pela infinidade dos recantos portugueses, de quem entende a tradição como diplomacia de identidade ou de quem compreende a essência do Quinto Império. Isto é a ligação universal, que faz coexistir o entendimento da criança e do velho, do pai e do filho.

Como escrito anteriormente, cumpre-se uma agenda que procura acabar com esta sensação de pertença, apego e identidade. Alguns partidos desvirtuam, inclusivamente, a realidade histórica, por caprichos políticos globalistas, manipulando os mais desatentos. As ditas organizações, escondidas atrás de valores idílicos como a democracia e a liberdade, são inimigos dos nossos traços identitários. Aos leitores sugiro simplesmente que atentem e vigiem.

Conheceremos muito do que somos se conhecermos o nosso país, desde o mais frugal pedido de um pastel de nata à mais complexa das questões. Orgulho-me e amo os feitos portugueses com o mesmo sorriso que esboço ao assistir às conquistas das pessoas com quem partilho o sangue.

Francisco Paixão 

APÓSTOLO VIRIATO



Vila Viçosa: Novena e Solenidade da Imaculada Conc...

DEUS - PÁTRIA - REI: Vila Viçosa: Novena e Solenidade da Imaculada Conc...: No Santuário da Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, de 29 de Novembro a 7 de Dezembro, pelas 21h, acontece a Novena preparató...