sábado, 5 de janeiro de 2019

260 anos não apagam a memória

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«A aurora do dia 13 de janeiro de 1759 alvorejava uma luz azulada do eclipse d’aquelle dia por entre castellos pardacentos de nuvens esfumaradas, que a espaços saraivavam bategas de aguaceiros glaciaes. O cadafalso construido durante a noite, estava humido. As rodas e as aspas dos tormentos gottejavam sobre o pavimento de pinho. Ás vezes rajadas de vento do mar zuniam por entre as cruzes das aspas e sacudiam ligeiramente os postes. Uns homens que bebiam aguardente e tiritavam, cobriam com encerados urna falua carregada de lenha e barricas de alcateia, atracada ao caes defronte do tablado. Ás 6 horas e 42 minutos ainda mal se entrevia a facha escura com umas scintillações de espadas nuas, que se avisinhava do cadafalso. Era um esquadrão de dragões. O patear cadente dos cavallos fazia um ruído cavo na terra empapada pela chuva. Atraz do esquadrão seguiam os ministros criminaes, a cavallo, uns com as togas, outros de capa e volta, e o corregedor da côrte com grande magestade pavorosa. Depois urna caixa negra que se movia vagarosamente entre dois padres. Era a cadeirinha da Marqueza de Tavora, D. Leonor. Alas de tropa ladeavam o prestito, e á volta do tablado postaram-se os juizes do crime, aconchegando as capas das faces varejadas pelas cordas da chuva. Do lado da barra reboava o mugido das vagas que rolavam e vinham chofrar espumas no parapeito da caes. Havia uma escada que subia para o patíbulo. A marqueza apeou da cadeirinha, dispensando o amparo dos padres. Ajoelhou no primeiro degrau da escada, e confessou-se por espaço de 50 minutos. Entretanto rnartellava-se no cadafalso. Aperfeiçoavam-se as aspas, cravavam-se prégos necessarios á segurança dos postes, aparafuzavam-se as roscas das rodas. Recebida a absolvição. a padecente subiu, entre os dois padres, a escada, na sua natural attitude altiva, direita com os olhos fitos no espectaculo dos tormentos. Trajava de setim escuro, fitas nas madeixas grisalhas, diamantes nas orelhas e n’um laço dos cabellos, envolta em uma capa alvadia roçagante. Assim tinha sido presa um mez antes. Nunca lhe tinham consentido que mudasse camiza nem lenço do pescoço. Receberam-a tres algozes no topo da escada, e mandaram-a fazer um giro no cadafalso para ser bem vista e reconhecida. Depois mostraram-lhe um por um os instrumentos das execuções, e explicaram-lhe por miudo como haviam de morrer seu marido, seus filhos, e o marido de sua filha. Mostraram-lhe o masso de ferro que devia matar-lhe o marido a pancadas na arca do peito, as thesouras ou aspas em que se haviam de quebrar os ossos das pernas e dos braços ao marido e aos filhos, e explicaram-lhe como era que as rodas operavam no garrote, cuja corda lhe mostravam, e o modo como ella repuchava e estrangulava ao desandar do arrôcho. A marqueza então succumbiu, chorou muito anciada, e pediu que a matassem depressa. O algoz tirou-lhe a capa, e mandou-a sentar n’um banco de pinho, no centro do cadafalso, sobre a capa que dobrou devagar, horrendamente devagar. Ella sentou-se. Tinha as mãos amarradas, e não podia compôr o vestido que cahira mal. Ergueu-se, e com um movimento do pé consertou a orla da saia. O algoz vendou-a; e ao pôr-lhe a mão no pescoço, - não me descomponhas - disse ella, e inclinou a cabeça que lhe foi decepada pela nuca, de um só golpe.»

In "Perfil do Marquês de Pombal" de Camilo Castelo Branco em 1882, por ocasião do centenário da morte do minsitro de Dom José.

DEUS - PÁTRIA - REI 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Segredos da avançada armaria Portuguesa

How Portugal became the first nation-state in Europe





Ricardo da Silva





What were the Templars doing in Portugal? Why were the Templars so focused in Portugal? What has Jerusalem got to do with Portugal? Why was Portugal Europe’s first nation-state? How and why did the Templars secretly continued in Portugal after 1307 as the Order of Christ until the middle of the 19th century?

These are questions that unfortunately almost no one has ever made before. During this interview, we have clear answers and evidence to all of them.

How Portugal became the first Templar nation.

Uma grandiosa embaixada à China

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Levantou-se há dias uma polémica a respeito da visita a Portugal do presidente da República Popular da China a Portugal. Desconhecendo a antiguidade e profundidade das relações luso-chinesas, lembramos que as mesmas datam de 1517, quando a Pequim foi expedida a primeira embaixada do Rei Dom Manuel I de Portugal. Ao longo dos séculos, a troca de embaixadas manteve-se inalterada, demonstração única de boas relações entre o Ta-Ssi-Yang-Kuo (O Reino do Grande Oceano Ocidental, ou seja, Portugal) e o Império do Meio (China). Aqui fica, pois, para ilustração dos nossos queridos leitores, a evocação da grande embaixada que Dom João V enviou à China em 1727, talvez a mais grandiosa até então recebida em Pequim pelo Filho do Céu (Imperador da China). 

A embaixada despachada pelo Rei do Grande Oeste – designação por que era conhecido o Rei de Portugal nos documentos exarados pela Corte Imperial – não era a primeira enviada pelos reis de Portugal à Cidade Proibida. Atendendo aos recursos de que Portugal dispunha, era, porém, imponente nos meios, segura no estilo e ambiciosa nos objectivos: um exemplo da grandiosidade joanina, cultora do fausto na afirmação do prestígio externo. Ao zarpar de Lisboa, seguiam na fragata Nossa Senhora da Oliveira o embaixador e a comitiva – secretário da missão, gentis-homens, homens de armas, músicos, peruqueiro, cozinheiro e criados de mesa –, no bojo da nave, presentes no valor de 150 000 cruza- dos – cofres de veludo bordado a prata e ouro, brocados de Lyon, mesas de mármore e mosaico, caixas de joias e outras de tabaco – e nos porões cabras leiteiras, capoeiras, rações e víveres. No rol das despesas previstas estava também a soldada para os marinheiros, as esmolas reais para Macau e casas de religiosos em Cantão e Pequim, assim como os gastos para recompensar mandarins, lacaios e guardas, pagar a carpinteiros, alfaiates, barbeiros, gente de música e teatro, remadores, carregadores e ferreiros.

A missão rumou ao Brasil, fazendo escala no Rio de Janeiro, dirigiu-se depois a Batávia – fulcro da atividade da VOC (Companhia Holandesa das Índias Orientais) na Insulíndia – chegando a Macau em junho de 1726. Ali permaneceu, apesar dos insistentes pedidos das autoridades chinesas para que se dirigisse a Pequim. A razão desta prolongada estadia ficou a dever-se a aturadas negociações com as autoridades chinesas de Cantão sobre o estatuto a conferir à embaixada. As embaixadas recebidas no Império Celeste eram sujeitas a rígido escrutínio do Tribunal dos Ritos que costumeiramente as classificava como tributárias. Metelo de Sousa conseguiu que a sua Missão fosse considerada congratulatória e não tributária, decisão notada pelo chefe da polícia do distrito de Xiangshan: «fui agora informado que circula o rumor que vem apresentar tributo. Mas o Reino de Portugal não tem o costume de apresentar tributo».

Finalmente, seguiu a embaixada para Cantão, dali partindo para Pequim, onde chegou, em maio de 1727, em luzidio cortejo de trezentas pessoas. «Ia adiante a barca capitânia levando sempre, ancorado, o estandarte [verde] e armas del-Rei Nosso Senhor e desta maneira atravessaram todo este grande Império até chegar a Pequim. Levava mais uma bandeira amarela ao uso da China [a qual dizia] este é o embaixador del-Rei de Portugal que vem dar os parabéns ao imperador da China. Consentir esta nação que não pusesse nesta bandeira a palavra Cim Cum, que quer dizer tributo, foi a maior vitória que da sua soberba podia alcançar [...]»7. Entregues as credenciais ao Imperador, que em Metelo de Sousa viu «homem agradável, político e cortês, muito diferente dos mais que cá têm vindo», que seria clara alusão aos holandeses, iniciou-se a ronda de encontros entre as partes.

Outra faceta da actividade de Alexandre Metelo de Sousa e Menezes, durante os dois meses que durou a sua enviatura, foi a recolha de informações sobre a China, que obteve quer através de encontros pessoais, quer por via epistolar com os religiosos portugueses que se encontravam no Império.

Na audiência de despedida que o imperador concedeu à missão portuguesa, o embaixador solicitou ao Imperador Yongzheng que favorecesse os moradores de Macau. Desta diligência resultou uma maior solicitude dos mandarins de Cantão em relação a Macau, que Metelo de Sousa registou antes mesmo de regressar à Europa. Um especial favor imperial traduziu-se no envio de carta do imperador a D. João V, «coisa muito nov[a] para os imperadores da China, porque estes não costumam usar de termos e letras tão corteses e de tanta igualdade para os outros monarcas, como as desta carta»9. Ao regressar a Portugal no término da sua jornada pelo Oriente, Metelo de Sousa e Menezes bem poderia ufanar-se de haver cumprido os objectivos ordenados pelo seu rei e de o desempenho da sua embaixada ter sido bem melhor do que o das missões britânicas – de Lord Macartney, a Gianlong, e de Lord Amherst, a Jiaqing – que, em 1793 e 1816, conseguiram chegar à Cidade Proibida. Lord Macartney afirmaria ter visto o «Rei Salomão no seu trono»; quanto a Lord Amherst, foi recebido com absoluto desdém.

MCB


Nova Portugalidade

DEUS -PÁTRIA - REI

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O INFAME PACTO DAS MIGRAÇÕES

                            “Mouros em terra, Moradores às Armas!"
               Brado que ecoava em Portugal desde o tempo do Rei D. Afonso II.

            Da inacreditável Organização das Nações Unidas (unidas?!), mais conhecida por ONU, que nunca serviu para nada, a não ser para dar emprego a uma quantidade de gente que pauta a existência por fazer inutilidades e promover tudo o que é antinatural.
            A ONU existe porque sim. Porque desde há um ror de anos que tribos, etnias, povos, impérios, nações, dinastias, etc., que têm povoado a Terra tentam (isto é, alguns entre eles) encontrar um fórum, melhor dizendo, um directório, que imponha alguma ordem, na desordem política, guerreira e social em que a Humanidade tem vivido desde tempos imemoriais.
            Numa cronologia simples, a actual ONU veio suceder à incipiente e inoperante Sociedade das Nações, criada em 1919, que se arrastou entre as duas guerras mundiais. 
            Começou a ser gizada por Roosevelt e Churchill, em 1941, algures no meio do Atlântico Norte (porque será que a exacta localização continua a ser segredo de Estado?), e foi criada, em 25/3/1945, em S. Francisco, ainda antes de a guerra acabar. A sua Carta foi assinada por 51 países, em 26/6/1945, entrando em vigor, em 14/10 do mesmo ano.
            A assinatura da Carta visava, na altura, um pacto contra a Alemanha (ou qualquer outro país que durante a IIGM tivesse sido inimigo de um dos signatários da Carta), derrotada e destroçada, no fim da II Guerra Mundial.[2]
            Mais tarde, em 10/12/1948, a ONU veio a aceitar como bandeira, a Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH), resquício maçónico da tenebrosa Revolução Francesa, exemplo acabado de Terrorismo de Estado, cujo modelo foi copiado e exacerbado, pela esquerda baixa, por todos os comunismos internacionalistas (tendo, por reacção, suscitado o “Fascismo” e o “Nazismo”).[3]
            E que a nossa I República quis ressuscitar em Portugal em forma de saudade serôdia incompetente.
            Nomes de ruas e estátuas dos próceres desta “tragédia sanguinolenta” como anteviu sabiamente o Eça, continuam a “povoar” as nossas cidades e vilas.
            As desgraças que causaram são, na pior das hipóteses considerados “danos colaterais” ou “custos da Democracia”…
            Ora a DUDH, que fez agora 70 anos, está muito aquém dos “10 Mandamentos da Lei de Deus” que, apesar de serem só 10, não se têm conseguido fazer cumprir na Terra, em mais de 3000 anos!...
            Além disso a DUDH – concedemos-lhe um bom propósito – está completamente desajustada no sentido em que não tem a acompanhá-la idêntica Declaração Universal dos Deveres do Homem (modernamente do género LGBT +- %...).
            Além disso não é vinculativa.
            Finalmente e parafraseando um célebre estadista não difícil de reconhecer, estas declarações pomposas, só valem “na medida em que são exequíveis, não na medida em que são decretadas”.[4]
             Mas é justamente um dos direitos consignados nessa mesma declaração, que me querem retirar: é o 15º, o direito a ter uma nacionalidade…
            A ONU tem sido, e é, um desperdício de tempo e dinheiro, pois nunca podia funcionar, refém que ficou das cinco potências com direito de veto, no Conselho de Segurança: a URSS, os EUA, a China, a Grã-Bretanha e a França. Exactamente os países que, primeiro, tinham construído a bomba atómica.
            Mais tarde, outros países também conseguiram o estatuto de “nucleares”, mas o “espaço” já estava tomado…
            Por isso nenhuma questão importante foi resolvida no seu âmbito (ONU), ou qualquer guerra evitada.
            Tudo se passava no campo bilateral/multilateral, e todos aqueles que conseguiram ter algum poder efectivo, estiveram-se nas tintas para as resoluções que os tentavam obrigar a algo que eles não queriam. O caso mais paradigmático é o de Israel.
            O outro foi Portugal, no período em que “sabíamos o que queríamos e para onde íamos”.
            O nosso País teve sempre, aliás, uma relação canhestra com esta “organização” em que só os bem - aventurados dos ingénuos (uma forma delicada de apelidar os ignorantes e os burros) podem acreditar.
            A União Soviética, ainda ressabiada pelo Estado Português ter contribuído decisivamente para a derrota do Comunismo na Península Ibérica, durante e a seguir, à Guerra Civil de Espanha, vetou a nossa entrada naquela casa de má reputação. O Governo Português que não tinha assinado a Carta da ONU e não tinha qualquer entusiasmo pela nova organização de “Direito Internacional”, não retirou o pedido de adesão nem o reiterou. Deixou o caso em “banho-maria”…
            Porém, estando a Guerra-Fria em plena ebulição, os EUA e a Grã-Bretanha vieram solicitar ao governo português para entrar para a Organização, a fim de reforçar o “mundo ocidental” contra o “bloco de leste”, num acordo que estava a ser negociado e onde entravam outros países. Tal ocorreu em 14/12/1955.[5]
            Pedido a que Lisboa anuiu, para logo se arrepender pois a “solidariedade ocidental” foi o que se viu, quando tivemos que enfrentar a má vizinhança da recém- criada União Indiana e a campanha de descolonização em curso.
            Foram anos de luta em que a diplomacia portuguesa se portou muito bem e respondeu taco a taco aos ataques de que fomos alvo, o que só terminou em 1974, ano em que desistimos de lutar pelos nossos interesses vitais, ao mesmo tempo que em vez de ficarmos contristados com a derrota – que aliás suscitámos - ainda ficámos contentes e dando razão ao inimigo. Um desvario colectivo que não tem paralelo, nem colhe exemplo, em toda a nossa História. E que nos cobriu e cobre, de opróbrio.
            Para a inutilidade da ONU não ficar tão patente, resolveu-se reproduzir os seus órgãos e agências, grupos de trabalho, secções,“you named it”, por cissiparidade, multiplicando a despesa, a confusão e os tachos. 
            Dir-se-á, que enquanto os governos falarem uns com os outros, não haverá guerras. Poderá um dia resultar, mas alguém acredita que estamos perto disso?
            Deve ser por tal desiderato que deixaram ir para lá o nosso Guterres, conhecido na gíria, por “picareta falante”, mas não passa disso. Puseram lá um ser com ar de “bonzinho”, o que só demonstra a nossa irrelevância política, ao contrário do que para aí muitos quiseram fazer crer, engalanando em arco.
            Algo que já tinha ocorrido com a nomeação do Professor Freitas do Amaral como Presidente da Assembleia - Geral, um cargo que só encontra paralelo na função reprodutora dos altos dignitários da Igreja que se portam segundo os ditames que juraram e não se envolvem nos tão propalados (e lamentáveis) actos de pedofilia.
            A Santa Sé (ou a Igreja no seu Magistério?), por sinal, parece estar muito em apoio deste malfadado “Pacto de Marraquexe”. Porque será?
            Bom, mas voltemos ao Pacto das Migrações. Pacto que deve merecer, desde já, a revolta de todos os “coletes amarelos” e de todas as outras cores.
            Como é possível que um acordo complexo como este, de âmbito tão lato e que toca a soberania e toda a ordem social e cultural das nações, seja negociado durante um ano (ao que se diz) e só se comece a ouvir falar dele, uns dias antes de ser assinado?
            E porquê em Marraquexe?
            Por que, em vez de terem assinado esta aberração, não fizeram um pacto para criminalizar e enclausurar quem anda a fomentar as migrações desregradas e as organizações mafiosas de tráfego humano?
            Concentremo-nos no caso português.
            Quem é que o governo português e restantes órgãos de soberania julgam representar ao tomar esta atitude? A atitude de tudo esconder, de não auscultar, de desinformar? Atitude do facto consumado?
            Sobretudo atitude de lesa-Pátria!
            O que faltará para se querer impor que cada família acolha e sustente um aliegena qualquer que bata à porta? Qual é a diferença?
            Ou andam (os políticos) armados em “chicos espertos” pensando que os migrantes não querem vir para cá? Enxerguem-se!
            Há na Constituição da República algum artigo que permita ou quiçá, aconselhe, um comportamento destes? Há algum programa de Partido, algo que sustente uma trapaça deste calibre?
            Pois não parece que haja!
            Esta atitude de prepotência e de brutal descaminho do interesse nacional deve merecer a revolta de todos os bons portugueses.
            E antevendo o protesto dos povos vêm com falinhas mansas, dizer que o pacto não é vinculativo e não põe em causa a soberania dos Estados?
            Mentirosos!
            Se não põe para que serve o Pacto? Não bastava deixar tudo como estava?
            O Pacto, assinado por cerca de 160 países, só se repercutirá efectivamente em 20 ou 30, que são os apelidados de “primeiro mundo”, nomeadamente os europeus pois são estes que recebem emigrantes/migrantes. É uma batota despudorada e pelos vistos não há um único político no país, que dê conta e a denuncie?
             Será que andamos a eleger grunhos, vendidos (vá-se lá saber a que ou a quem), distraídos?
            Mas alguém (migrante) quer ir para África, para a Ásia (tirando o Japão que tinha a coisa controlada) nem para a maioria dos países da América Latina, muito menos para os países comunistas ou de religião islâmica, que tratam os não crentes com tratam os cães?
            Mas será que esta gente, que anda a incentivar estas insanidades, é doida? Não, é simplesmente repulsiva, pois por falsos conceitos de humanidade querem acabar com as nações, com as fronteiras, amalgamar tudo.
            Visa-se sobretudo mestiçar todo o mundo, acabando com as raças, mas visando sobretudo a raça branca. Isto é de uma evidência que até dói!
            A ONU visa objectivamente (isto é quem a manipula) o Governo Mundial que contribuirá tendencialmente para ter um único povo (a Humanidade), uma só religião (?), uma moeda (e depois a ausência desta) uma só justiça, uma só polícia (presume-se que os exércitos acabarão por desnecessários…), etc..
            Esta gente é tarada e é perigosa.
            Os únicos que, à partida, estão a salvo desta hecatombe são os judeus, pois são o único povo que até hoje sobreviveu durante 2000 anos sem Estado e sem território, está protegido pela sua religião e pela sua tradição de descendência matriarcal (Israel não assinou o Pacto). Para além de dominarem grande parte da finança mundial.
            O Pacto agora assinado embora cerca de 30 nações não o tenham feito, tem dentes aguçados: prevê a propaganda da emigração; a equiparação de nacionalidade; o aconchego dos que chegam (quem vai pagar?); a criminalização dos que se opuserem e outros mimos. Ilustrem-se.
            Tudo muito democrático… Fdp!
            Isto representa um futuro esbulho para a Nação Portuguesa, um esbulho da sua nacionalidade, da sua matriz cultural, da sua terra, dos seus bens, da sua identidade e, finalmente, da sua individualidade, do seu futuro.
            Não admira que queiram desarmar a população, pois têm medo que esta possa ter qualquer veleidade de se opor a “filhas da putice” como esta.
            Quando Portugal na sua velha sabedoria e missão de séculos, foi construindo uma nação plurirracial e pluricontinental de matriz lusíada, que representava um exemplo para o mundo e não ameaçava ninguém, as principais potências do globo; outras invejosas da sua inferioridade, racistas, colonialistas, etc., e a porcaria da ONU, atacaram-nos sem dó nem piedade, e só descansaram quando nos esbulharam de todo o património ultramarino. E agora essa desgraçada, irresponsável e desacreditada organização, sita na ilha de Manhattan – cuja Wall Street (outra entidade que quer dominar o mundo…) foi fundada em parte por judeus portugueses que quiseram acompanhar os holandeses expulsos do Brasil no século XVII – que tem à frente um português desnaturado (“um peixinho vermelho em pia de água benta”, lembram-se?), quer inundar estes 92.000 Km2 com a ralé do globo, alegando causas e efeitos a que a “Terra de Santa Maria” é alheia, extinguindo-nos a prazo! [6]
            Só por cima do meu cadáver!
            O brado de “Mouros em Terra, moradores às armas”, nunca foi tão actual.
            Com a situação mais gravosa – que tresanda a 1580 – de que agora a “moirama” está infiltrada nos órgãos de soberania.
            Isto não é a feijões.




                                                      João José Brandão Ferreira
                                                            Oficial Piloto Aviador

(das mui antigas, nobres, por vezes gloriosas, mas quase – mesmo quase – extintas, Forças Armadas Portuguesas)
           
           


[1] Assinado em Marraquexe no pretérito dia 11 de Dezembro, pelo muito satisfeito, Governo Português.
[2] Mesmo quando a RFA e a RDA foram admitidas na ONU, em 1973, foram-no como membros de “não pleno direito”, o que não deixa de ser estranho dado a organização só contemplar dois tipos: “membro” e “observador”…
[3] Esta “declaração” foi aprovada com 48 votos favoráveis; nenhum contra e oito abstenções: Bielorrússia, Checoslováquia, Polónia, Ucrânia, URSS, Jugoslávia (todos satélites da URSS…), RAS e Arábia Saudita.
[4] O texto base da DUDH foi escrito pelo canadense John Peters Humphrey, na altura Director da Divisão de Direitos Humanos, dentro do Secretariado das Nações Unidas. Mais tarde um grupo de trabalho composto por membros de vários países que, supostamente constituíam uma amostra da comunidade internacional, chegou à versão final.
[5] Entraram quatro países “ocidentais”; quatro do “bloco de leste” e quatro “neutros”.
[6] Já não lhes bastava andarem a vender o país aos bocadinhos!...

Fonte: O Adamastor

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

ESPOSA DE REI, MAS NUNCA RAINHA

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O retrato abaixo é de Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen, esposa do último Rei de Portugal, D. Manuel II, e foi feito pelo famoso pintor Philip de László em 1915.

Oficialmente, Augusta Vitória nunca recebeu o título de Rainha de Portugal, pois a monarquia havia sido abolida em 1910 e ela somente se casou com D. Manuel II em 1913. No entanto, o fato de ser esposa do último Rei de Portugal levou a que fosse considerada de jure uma Rainha portuguesa pelos monarquistas lusitanos.

Augusta nasceu em Potsdam, na Prússia, em 1890, e faleceu em Eigeltingen, Alemanha, em 1966. Bela e bem educada, pouco conheceu do país sobre o qual foi considerada Rainha de jure. Viúva do monarca em 1932, casou-se novamente em 1939 com o conde Karl Robert Douglas. Não teve filhos de nenhum dos casamentos.