terça-feira, 3 de março de 2015

DOM LUÍS I - REI DO PROGRESSO



Depois das Invasões francesas que delapidaram o País e ‘fecharam’ o tecido produtivo nacional, depois de uma luta fratricida que desembocou numa guerra civil, depois do abandono das utopias doutrinárias, e emergindo da anarquia que o desmantelava desde 1820, com El-Rei Dom Luís I, Portugal ganha a estabilidade necessária para o progresso material e iniciou-se um período interessante da nossa história. Ele foi a estrada de macadame, o serviço postal, o caminho-de-ferro e o fontanário, numa expressão: ‘política prática’.
 
Durante o reinado de S.M. o Rei D. Luís I, Portugal completa o seu divórcio com o passado, deixa as ideologias vãs, e desemboca, energicamente, na senda do utilitarismo, do fomento e do desenvolvimento material. Lembremos o retrato do monarca - a quem o escritor chamou ‘O Bom’ - traçado pela caneta de Eça de Queiroz: ‘para presidir a esta revolução, que cobriu a terra de instrumentos de riqueza e radicou na gente a importância dos interesses, el-rei D. Luís era, pelas favoráveis feições do seu espírito liberal, transigente, modernizado, acessível às inovações, o chefe mais congénere e perfeito. Daí proveio, entre o rei, beneficamente inclinado às reformas, e o reino, que ardentemente se reformava, uma harmonia sólida e séria que, em vinte e oito anos, não sofreu uma interposição nem foi toldada pela sombra.’ Assim foi Dom Luís I, o Popular.
 
De facto, Dom Luís I de Portugal era senhor de um temperamento calmo e conciliador, pelo que foi um modelo de monarca constitucional, respeitador zeloso da separação de poderes e das liberdades políticas e públicas.
 
Dos vinte e oito anos de reinado do vigésimo oitavo Rei de Portugal, o Senhor D. Luís I, no foro legal e dos direitos humanos, importantes progressos se verificaram, de que merecem especial destaque: Portugal foi o primeiro País do Mundo a abolir da pena de morte para os crimes civis, em Julho de 1867. “Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio!”, enalteceu Victor Hugo; aconteceu, também, a abolição da escravatura, em todo o Império Português, a 25 de Fevereiro de 1869. Foi publicado o primeiro Código Civil, e, não havia censura à imprensa.
 
No domínio dos melhoramentos públicos deu-se o início das obras dos portos de Lisboa e Leixões. Em 1871, foi nomeada uma Comissão incumbida de apresentar o plano geral das obras de melhoramento da Capital, obras de defesa do porto de Lisboa e as baterias do Bom Sucesso, do Forte de São Julião da Barra e dos redutos de Sacavém e Alto do Duque. Foi ainda no reinado do popular Monarca português que se deu o alargamento da rede de estradas e a construção do Palácio de Cristal para a ‘Exposição Internacional do Porto’, em 1865.
 
D. Luís era principalmente um homem das ciências, com uma paixão pela oceanografia. Investiu enorme parte da sua riqueza no financiamento de projectos científicos e de navios de investigação oceanográfica, que percorreram os diversos oceanos pesquisando novos espécimes.
 
D. Luís abraçou a passada de Sua Majestosa Mãe e ordenou a construção e fundação de associações de índole cultural como a ‘Sociedade de Geografia’ em 1875, mas também de carácter social como a criação de albergues nocturnos para os indigentes, em Lisboa e no Porto.
 
Na senda de seu augusto Pai – o Rei Consorte D. Fernando II - Dom Luís era um homem culto e de educação esmerada, como todos os seus irmãos. Dotado de profunda sensibilidade e talento artísticos, pintava, compunha e tocava violoncelo e piano – eram de antologia os serões na corte animados por Dom Luís ao piano ou violoncelo, enquanto Dom Fernando II entoava a sua voz de tenor. Para além das línguas clássicas, falava na perfeição algumas línguas europeias: inglês, francês, alemão e italiano e fez traduções de obras de Shakespeare. Dom Luís I de Portugal foi um Monarca ilustrado e o seu reinado lançou Portugal na senda do progresso e desenvolvimento material e social!

Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica
 


18º ANIVERSÁRIO DE S.A. A INFANTA D. MARIA FRANCISCA DE BRAGANÇA


  Sua Alteza, a Infanta D. Maria Francisca de Bragança celebra hoje o seu 18º aniversário. A Real Associação da Beira Litoral deseja à Infanta de Portugal que passe um dia muito feliz na companhia dos que mais ama. E faz sinceros votos de muita Felicidade, Alegria, Paz, Amor, Saúde e tudo de bom.


MUITOS PARABÉNS E QUE DEUS A ABENÇOE E GUARDE!



S..A., Dona Maria Francisca Isabel Micaela Gabriela Rafaela Paula de Herédia de Bragança é a segunda filha de SS.AA.RR., Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e de Dona Isabel de Herédia de Bragança, Duquesa de Bragança. Nasceu em Lisboa a 3 de Março de 1997 e foi Baptizada em Vila Viçosa a 31 de Maio de 1997.


VIVA A INFANTA DE PORTUGAL!

segunda-feira, 2 de março de 2015

BREVEMENTE... MAIS UMA GRANDE INICIATIVA EM COIMBRA

 
Brevemente em Coimbra, mais uma iniciativa do 'Roteiro Monástico de Coimbra' para promover os monumentos da cidade, com a coordenação científica do Professor Doutor Saul António Gomes (CHSC | FLUC).

No âmbito das comemorações dos 600 anos da conquista de Ceuta (1415), bem como da criação e atribuição dos ducados de Viseu e de Coimbra por D. João I, em favor dos infantes D. Henrique e D. Pedro, o 'Roteiro Monástico de Coimbra' achou por bem recuperar a História e Identidade de um património honorífico pouco conhecido mas com uma vasta riqueza.

Foram duques de Coimbra:

Infante Dom Pedro, filho de D. João I, regente nos primeiros anos do reinado de Afonso V. Conhecido devido às suas viagens por 'Infante das Sete Partidas'.

Dom Jorge de Lencastre, filho bastardo legitimado do rei D. João II.

Dom Augusto de Bragança, filho de D. Maria II e herdeiro presuntivo do trono até ao nascimento do seu sobrinho D. Carlos. Viveu muitos anos no recém-inaugurado chalet da condessa d'Edla (Sintra), segunda esposa de seu pai, D. Fernando II.

REAL FOOT-BALL CLUB DO PORTO!


 

Em 28 de Setembro de 1893, no dia dos aniversários natalícios de SS.MM. Fidelíssimas El-Rei Dom Carlos I de Portugal e Rainha Dona Amélia, foi fundado o Real Foot-Ball Club do Porto, por iniciativa do monárquico António Nicolau D’Almeida, um jovem comerciante de Vinho do Porto e mais tarde vitivinicultor de grande prestígio (produtor do Barca Velha), que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra.

Logo no jogo de inauguração o entusiasmo pelo match foi óbvio.

Verde não é decididamente uma cor monárquica, liberal talvez!

“De azul e branco essa bandeira avança,
De azul e branco indomável e imortal,
Como não pôr no Porto uma esperança
Se daqui se fez o nome de Portugal.”
 - Eugénio de Andrade.


 


SM Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I de Portugal assiste ao 2.º Jogo do Real Foot-Ball Club do Porto




COLON EM CASCAIS



Fonte: O Adamastor

domingo, 1 de março de 2015

QUEM SÃO AS FIGURAS NO PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS


 

 

O edifício primitivo do Padrão dos Descobrimentos que Cottinelli Telmo esboçou e Leitão de Barros e Leopoldo de Almeida deram forma mental e plástica, foi erguido em 1940 por ocasião da Exposição do Mundo Português. Originalmente, era constituído, na sua parte arquitectónica, por uma leve estrutura de ferro e cimento, sendo em estafe a composição escultórica formada por 33 figuras, tendo como figura máxima o Infante D. Henrique.

Em Belém, reergueu-se o Padrão dos Descobrimentos em betão revestido de pedra rosal de Leiria, no decorrer das Comemorações do 5ºCentenário da Morte do Infante D. Henrique. O monumento foi inaugurado a 9 de Agosto de 1960.

Posteriormente, a República da África do Sul ofereceu para decoração do terreiro de acesso, uma Rosa-dos-Ventos com 50 metros de diâmetro, executada em mármores de vários tipos, contendo um planisfério de 14 metros. Naus e caravelas embutidas marcam as principais rotas dos Descobrimentos Portugueses. A autoria do desenho é do Arq. Cristino da Silva.

http://portugalglorioso.blogspot.pt/2014/07/quem-sao-as-figuras-que-estao-no-padrao.html 

AZUL SOBRE OURO - UMA INÉDITA EXPOSIÇÃO


expo_azulsobreouro.jpg

Na quinta-feira passada tive o privilégio de estar presente na inauguração da exposição temporária patente no Museu Nacional de Arte Antiga “Azul Sobre Ouro” que se recomenda vivamente. Trata-se de uma ocasião única (quatro meses) de apreciar com pormenor a extraordinária colecção de porcelanas da dinastia Ming, com exemplares únicos no mundo datados maioritariamente entre os séculos XVI e XVII legada por D. José Luís de Lancastre. Com esta iniciativa as peças poderão ser minuciosamente apreciadas sem o perigo do visitante apanhar um torcicolo, já que o seu local de original, onde resistiram incólumes desde 1680 até hoje (e presenciaram por exemplo o terremoto de 1755) é o insólito tecto da Sala das Porcelanas no Palácio do Marquês de Abrantes, sito na Calçada com o mesmo nome em Santos-o-Velho. Foi certamente uma delicada e emocionante operação aquela em que, aproveitando-se as obras de restauro promovidas pela Embaixada de França, actual proprietária do edifício, se retiraram um a um os 263 pratos com a supervisão dos técnicos do Museu de Arte Antiga. Desses foram seleccionados os 58 exemplares mais significativos que se exibem agora na Rua das Janelas Verdes até 24 de Maio próximo.
 
Uma curiosidade que se destaca da informação patente é a de que não será descabido pensar que as porcelanas do palácio dos Marqueses de Abrantes tenham servido de inspiração aos oleiros de Lisboa no fabrico da faiança azul e branca que por essa altura se popularizava no País, tanto mais que há nota de uma olaria nos registos da freguesia de Santos-o-Velho em 1672 propriedade de D. José Luís de Lancastre na Rua da Madragoa a poucos metros do palácio.
 
Pela original iniciativa estão de parabéns a Embaixada de França, na pessoa do seu Embaixador Jean-François Blarel, o Museu Nacional de Arte Antiga e seus mecenas na pessoa do seu dinâmico director António Filipe Pimentel, juntos nesta inédita parceria. 


João Távora

Fonte: Corta-fitas