sábado, 4 de julho de 2015
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sexta-feira, 3 de julho de 2015
S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA VISITOU A GUINÉ-BISSAU
Regressa hoje a Portugal o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, que está de visita à Guiné Bissau desde a passada sexta-feira.
Numa jornada de fortalecimento de laços entre os dois povos Sábado o Chefe da Casa Real Portuguesa, viajou de lancha até Bubaque onde reencontrou o régulo de Bubaque, que já o havia acolhido em 1968, tendo conversado durante largo período de tempo.
Visitou a missão católica desta ilha, falando com o padre Luigi, que tem um interessante projecto de escola agrícola. e é um notável estudioso da cultura do Pôvo Bijagó.
O Duque de Bragança reuniu também com os outros régulos dos Bijagós que, na circunstância, o surpreenderam com uma agradável recepção, onde não faltou a exibição de danças tradicionais.
A visita incluiu também as magníficas praia de Bruce e Ilha de Rubane , onde se encontra um Hotel que goza de merecida fama a nível internacional.
De regresso a Bissau jantou com o Senhor Presidente da República no dia 29, e no dia 30 reuniu com o Primeiro Ministro e com o ministro da Agricultura e também com o senhor Embaixador Presidente Miguel Trovoada , representante das Nações Unidas.
Jantou com o Embaixador de Portugal em Bissau e com o representante da União Europeia neste País, tendo reunido com o IBAP.
Um dos objectivos da visita foi a concretização de um projecto de desenvolvimento rural sustentável desenvolvido pela Fundação D Manuel II em colaboração com a Cooperação Portuguesa .
Visivelmente agradado e agradecido pela forma como foi recebido neste País , lamentou que, por falta de tempo, não tenha conseguido rever muitos dos seus amigos Guineenses, mas afirmou contar voltar em breve acompanhado da sua Família.
SAR, O Senhor D.Duarte de Bragança visitou o Torrã...
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
Crise: Deputado esfomeado reivindica jantar na cantina da AR
05.10.2010
- O deputado do PS Ricardo Gonçalves gostava de ter a cantina da AR aberta ao jantar. Isto porque 3700€/mês que aufere "não dão para tudo". Fiquei com um "aperto no coração" ao ler isto.
Pensava que nada me podia surpreender na política, mas eis que um deputado me acorda para a triste realidade: Portugal. O absurdo é o limite. O horizonte da estupidez ganha novos desígnios e contornos todo o santo dia. Ao deputado Ricardo Rodrigues dos gravadores junta-se agora o deputado Ricardo Gonçalves das refeições.
Se o primeiro meteu gravadores no bolso. Este afirma que o que lhe põem no bolso não chega para tudo, mesmo que seja um valor a rondar os 3700€/ mês. Uma miséria. "Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer" Correio da Manhã (vou fazer uma pausa para ir buscar uns kleenex...)
O corte de 5% nos salários irá obrigá-lo, como "deputado da província", a apertar o cinto e consequentemente o estômago, levando-o a sugerir com ironia mas com seriedade (!?) a abertura da cantina da AR para poder jantar. Uma espécie de Sopa dos Pobres mas sem pobres e sem vergonha. Só com políticos, descaramento e sopa.
"Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá" Valerá a pena acrescentar alguma coisa? Não me parece. Só dizer que as almôndegas que comi ao jantar não se vão aguentar no estômago durante muito tempo depois de ter feito copy/paste desta declaração.
Mas continuando a dar voz ao Sr. Deputado: "Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Pois é, coitadinhos, andam todos a pão e água. Alguns são meninos para largar os bifes do Gambrinus.
Bem sabemos que os grandes sacrificados do novo pacote de austeridade do Governo vão ser os senhores deputados. Ninguém tinha dúvidas quanto a isto. E ajuda a explicar o "aperto de coração" que o Primeiro-Ministro sentiu ao ter de tomar estas "medidas duras". Sabia perfeitamente que ao fazê-lo estava a alterar os hábitos alimentares do Sr. Deputado Ricardo Gonçalves, o que é lamentável.
Que tal um regresso à província com o ordenado mínimo e um pacote senhas do Macdonalds? Ser deputado não é o serviço militar obrigatório. Pela parte que me toca de cidadão preocupado está dispensado. Não o quero ver passar necessidades.
Há quem sobreviva com pensões de valor equivalente a 4 dias de ajudas de custo do senhor deputado. Quem ganha o ordenado mínimo está habituado a privações, paciência. Agora com 3700€ por mês e 60€/dia de ajudas compreendo que seja mais difícil saber onde cortar. Podíamos começar por cortar na pouca-vergonha. Mas isso seria pedir demais.
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
Real Velódromo Maria Amélia
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| Imagens do Velódromo Maria Amélia. Em destaque, sozinho, S. Exa. o Conde de Paço Vieira |
Aquando do Tempo dos nossos Augustos Reis não era incomum que como forma de homenagear a Sua dedicação em prol das Associações e dos desígnios nacionais os Soberanos fossem agraciados com a designação de diversas infra-estruturas desportivas com o Seu nome.
O Palácio dos Carrancas foi construído em 1795 e era propriedade dos Morais e Castro, uma família da grande burguesia portuense, e chamava-se assim pois os prósperos negociantes tinham a alcunha de “os Carrancas“. Em 1861 o Palácio foi adquirido por El-Rei Dom Pedro V para servir de hospedagem aos soberanos aquando das visitas ao Norte do Reino.
Por altura das Comemorações Henriquinas de 1894, S.M. o Rei Dom Carlos I doou à Associação do Velo Club do Porto, um terreno nas traseiras do Paço Real do Porto (ex-Palácio dos Carrancas) para que aí fosse construído um Velódromo. El-Rei Dom Carlos foi então designado Presidente Honorário do Velo Club e ao novo equipamento desportivo da Cidade Invicta foi dado o nome da Rainha, Maria Amélia. A pista possuía 333,33 metros de perímetro, com duas rectas paralelas que se uniam no cume, através de curvas com a respectiva sobre-elevação. No interior da pista existiam ainda dois campos de ténis. O acesso era feito por um enorme portão, ainda existente, na Rua do Pombal (actualmente Rua Adolfo Casais Monteiro).
Aquando da primeira visita à Cidade do Porto, em 1908, D’El-Rei D. Manuel II, existem vários instantâneos do Rei e de Sua Augusta Mãe a Rainha Senhora Dona Amélia numa das varandas, acenando à população efusiva que se concentrava em frente ao Paço Real do Porto.
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| SS. MM. El-Rei Dom Manuel II e a Rainha Dona Amélia no Paço Real do Porto, em 1908 |
Quanto ao Velódromo Maria Amélia acolheu muitas corridas, como foi o caso da primeira corrida motorizada realizada em Portugal. No entanto, o ciclismo em pista começou a perder apoiantes nos inícios do séc. XX e o velódromo acabou por encerrar definitivamente em 1932. Quando o antigo Paço Real, propriedade pessoal do Rei D. Manuel II foi deixado em testamento pelo último Rei de Portugal à Santa Casa da Misericórdia, o espaço do antigo velódromo passou a integrar o jardim; ulteriormente, o palácio foi adquirido pelo Estado para aí instalar o Museu Nacional de Soares dos Reis, inaugurado em 1942. Aquando da requalificação, no início do séc. XXI, do Museu Nacional Soares dos Reis, recuperou-se parte da estrutura original da pista.
Como são enormes, ricas e diversas as memórias monárquicas!
Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Numismatique de l’euro : l’empire maritime portugais
La pièce commémorative portugaise qui sera mise en circulation le 15 juillet prochain célèbre le 500e anniversaire du premier contact entre le Portugal et le Timor. Une pièce qui doit avoir un sens particulier pour le Duc de Bragance.
La famille royale portugaise a toujours été impliquée dans les découvertes outre-mer. Il suffit de penser à Henri le Navigateur, Infant de Portugal (frère de Dom Duarte, Roi de Portugal de 1433 à 1438) ou à la branche de Bragance qui a régné sur le Brésil. Les bateaux portugais sont partis dans toutes les directions, et le résultat est que longtemps le soleil ne se couchait pas davantage sur le royaume de João V qu’il ne se couchait sur l’empire britannique ou sur celui de Charles Quint.
Ceci dit, c’est uniquement vers l’Orient que font voile les deux bateaux qu’on trouve sur des pièces en euros.
En 1515, les premiers navires portugais ont accosté au Timor. La pièce d’ouverture, qui commémore cet événement, fait figurer la date ainsi qu’un navire portugais du XVIe siècle et, à l’avant-plan, un toit de chaume et de bois sculpté, caractéristique des habitations locales. Devenu indépendant dans des conditions violentes en 2002, du moins dans sa partie orientale, le Timor est un des ultimes confettis lusophones dans cette partie du monde, avec Macao et quelques communautés des anciens comptoirs de l’Inde.
Une autre pièce évoque l’empire maritime portugais : celle qui avait été frappée en 2011 pour célébrer le 500e anniversaire de la naissance du navigateur Fernão Mendes Pinto.
Fernão Mendes Pinto n’était de loin pas le sujet le plus recommandable du Roi de Portugal : trafiquant, pirate, familier des milieux criminels, mercenaire – mais aussi membre pendant quelques années de la Compagnie de Jésus et ambassadeur. Il avait parcouru de nombreux territoires orientaux et avait consigné ses observations dans son livre « Peregrinação ». On retrouve le titre de cette œuvre sur la pièce, à plusieurs reprises sur les vagues qui portent le bateau, ainsi que l’indication des territoires parcourus : Malaca, Índia, Moçambique, China, Ormuz, Camboia, Birmânia, Japão (il était entré au Japon par Tanegashima, dont le nom est aussi inscrit sur la pièce, et c’est lui qui y aurait introduit les armes à feu), etc.
Personnellement, je trouve magnifiques ces deux pièces portugaises.
Je reviens un instant sur la première d’entre elles, dont je disais qu’elle doit avoir un sens particulier pour le Duc de Bragance. Dom Duarte est en effet président de l’association « Timor 87 », qui vient en aide au Timor et à ses exilés, et le Parlement du Timor Oriental lui en a décerné la nationalité en 2012.
À ce propos, une opinion personnelle pour terminer, si Régine le permet. Que signifie le Timor dans l’opinion publique ? À de rares exceptions près, pas grand-chose. Donc, j’exprime ma satisfaction de voir que le Portugal utilise sa visibilité numismatique pour rappeler qu’il existe encore un petit territoire lusophone en Extrême-Orient, et mon respect pour Dom Duarte qui s’investit pour aider ceux qui y vivent ou qui ont dû y abandonner leur terre ou leur bateau.
Fonte: Noblesse & Royautés
Publicada por Real Associação do Médio Tejo
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