terça-feira, 1 de novembro de 2016

D. Luís Filipe de Bragança – O Príncipe Real

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‘Ninguém como o Rei tem de se esquecer de si para pensar em todos, ninguém como ele tem que levar a abnegação ao maior extremo, ninguém como ele precisa de ser soldado na acepção mais lata e sublime desta palavra. O Rei é uma sentinela permanente que não tem folga. Enquanto vive, tem o Rei de conservar os olhos sempre bem abertos, vendo tudo, olhando por todos. Nele reside o amparo dos desprotegidos, o descanso dos velhos, a esperança dos novos. O Rei tem de se esquecer de si para pensar em todos.’

Mouzinho de Albuquerque in ‘Carta ao Príncipe Real’ Dom Luís Filipe de Bragança
Dom Luís Filipe, 5.º Príncipe Real de Portugal (jurado herdeiro do Trono, em Maio de 1901) e 22.º Duque de Bragança assentou praça com tenra idade e El-Rei Dom Carlos I foi-lhe atribuindo em crescendo de importância e responsabilidade diversos, postos do exército como o de Comandante honorário do Colégio Militar e o posto de oficial às ordens do Rei – que desempenhou até ao último sopro de vida quando, segundo o queridíssimo irmão D. Manuel II: ‘morreu como um herói ao lado do seu rei!’

Quando Dom Luís Filipe completou os treze anos, El-Rei o Senhor Dom Carlos I de Portugal nomeou como Aio do Príncipe herdeiro, o herói Mouzinho de Albuquerque pois segundo o Rei ‘não posso pôr diante dos olhos de meu filho nem mais valentia, nem mais amor ao Rei, nem mais lealdade à sua Pátria’, e assim a instrução de Dom Luís Filipe passou a ter uma componente ainda mais militar e a ser uma verdadeira preparação para reinar. Foi um Rei comovido que numa singela cerimónia no Paço de Cascais entregou o filho ao Herói de Chaimite: ‘Aqui o tens… Faze dele um homem e lembra-te que há-de ser Rei!’

Evoquem-se as palavras de Joaquim Mouzinho de Albuquerque in ‘Carta ao Príncipe Real’ Dom Luís Filipe de Bragança:
‘É Vossa Alteza Príncipe, há-de ser Rei; ora, Príncipe e Rei que não comece por ser soldado, é menos que nada, é um ente híbrido cuja existência se não justifica. Há poucos anos andava pela Europa, num exílio vagabundo de judeu errante, um Imperador que num momento de crise esqueceu que o seu título vinha do latim Imperator, epíteto com que se saudavam os vencedores, e que se não vence sem desembainhar a espada – sine sanguine victoria non est. Por um erro igual já subiu um Rei ao cadafalso e outros foram despedidos do trono para o exílio sempre doloroso e humilhante. Príncipe que não for soldado de coração, fraco Rei pode vir a ser.’

Com a morte de Mouzinho foi nomeado como aio do Príncipe Real o coronel Francisco da Costa.
Sua Alteza Real o Príncipe Real O Senhor Dom Luís de Bragança ocupou o posto de alferes em 1902, tenente em 1906, capitão em 1907, e prestou serviço na Infantaria n.º 18, nos Regimentos de Cavalaria nº 2 e n.º 8, assim como na Cavalaria Pesada como tenente Porta-Estandarte no mítico Esquadrão de Lanceiros n.º 2 da Rainha, cujo famoso elmo – a Cazspka – dignificou.



D. Luis Filipe Lanceiro D'El-Rei

O Príncipe Real Dom Luís Filipe morreria, aos 20 anos, nesse fatídico Sábado, dia 1 de Fevereiro de 1908, às 17h20m, quando o Buiça disparou sobre o Príncipe Real – já Rei que não seria – atingindo-O em cheio na face esquerda com uma bala que lhe atravessou a cabeça e saiu pela nuca, matando-O. Antes, quando o terrorista carbonário Buiça fuzilava El-Rei, o Príncipe Real sacou do Colt e disparou 2 tiros na direcção dos cinco terroristas atingindo José Nunes e quando Alfredo Costa surgiu por trás do Rei e Lhe disparou sobre a nuca, Dom Luís Filipe disparou sobre o Costa, mas os solavancos fizeram-no errar o alvo, mas quando o Costa se virou para o Príncipe Real e lhe disparou em cheio no esterno, mas não mortalmente, o Príncipe Real não vacilou e não negou varonia que lhe era conhecida e corajosamente descarregou as restantes 4 balas do revólver no canalha Alfredo Costa que caiu morto da carruagem.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

Uma campanha nada hilariante

Hillary Clinton não só quer ser a futura papisa de todas as religiões, como ainda se propõe fundar uma nova inquisição. Mas Donald Trump não é melhor…


Aproxima-se a eleição do próximo presidente dos Estados Unidos da América. Já é sabido que a sucessão a Barack Obama será disputada, como tradicionalmente, pelos dois candidatos dos principais partidos políticos norte-americanos: a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump.
A imprensa nacional e internacional não tem sido omissa no que respeita ao excêntrico candidato republicano, cujas gaffes e outras infelicidades, por vezes raiando o limiar da mais abjecta ordinarice, são sempre publicitadas com grande alarde (não em vão o homem se chama Trump, que se lê Tramp, mas às vezes é ‘trampa’…). A campanha mediática, mais do que pró-Clinton, parece ser contra Trump, cujos desaires são sempre ampliados e profusamente divulgados. Talvez por isso, pouco é o que se tem dito sobre a candidata democrata. A crer nas sondagens, o mundo arrisca-se a ter à frente da principal potência mundial alguém cujo pensamento político poucos conhecem. Afinal, que pensa Hillary Clinton?
Numa conferência que teve lugar no Lincoln Center, em Manhattan, a candidata democrata afirmou recentemente: “Os códigos culturais profundamente enraizados, as crenças religiosas e as fobias estruturais precisam de mudar”. Não deixa de ser curioso que Clinton ponha tudo no mesmo saco: ‘códigos culturais’, ‘crenças religiosas’ e ‘fobias estruturais’, sem esclarecer que códigos, crenças ou fobias lhe provocam tão acentuada alergia.
Ao afirmar-se, em geral, contra todas as crenças religiosas, a candidata democrata está a posicionar-se do lado do fundamentalismo laicista, numa atitude contrária a um dos mais fundamentais direitos humanos: o direito à liberdade religiosa. Esta sua ‘fobia estrutural’ é um mau presságio para o futuro dos Estados Unidos da América e do mundo, caso venha a ganhar a eleição presidencial.
Não satisfeita com a citada declaração, Clinton disse ainda que “Os governos devem empregar os seus recursos coercitivos para redefinir os dogmas religiosos tradicionais”. Ou seja, Hillary não só quer ser a futura papisa de todas as religiões, como ainda se propõe fundar, sob as suas ordens e suprema autoridade religiosa, uma nova inquisição! Os “recursos coercitivos” que pretende utilizar para a redefinição dos “dogmas religiosos tradicionais” são, como é óbvio, as forças policiais, militares e de segurança, pelo que será de esperar, da futura administração Clinton, uma nova onda repressiva, sob o alto patrocínio da CIA e do FBI, de tão má memória. É caso para perguntar que tem de democrata, para além do partido, esta candidata presidencial …
Hillary quer também impor o aborto como direito da mulher; mas, se também for mulher a vítima do aborto, não esclarece que direito de que mulher deve prevalecer: o da mulher que quer matar a filha inocente, ou o da mulher que quer viver contra a vontade homicida da mãe? Também já afirmou que não vai aceitar a objecção de consciência fundamentada em crenças religiosas porque, segundo a sua lógica totalitária, esse recurso é um subterfúgio para manter a discriminação contra as mulheres. Dado o unânime consenso científico quanto à vida humana do feto e a cada vez maior percentagem, também nos Estados Unidos, de mulheres e jovens que defendem o direito à existência desde a concepção e até à morte natural do ser humano, é compreensível o desespero de Mrs. Clinton. E, por isso, ameaça: “Os direitos devem existir na prática, não só no papel. As leis têm de ser sustentadas com recursos reais”, ou seja, à força, se necessário for, mesmo em questões de consciência.
Mas esta não foi a primeira vez que Hillary revelou o seu ódio de estimação às religiões e aos seus ensinamentos morais. Já em 2011, durante uma conferência em Génova, a então secretária de Estado norte-americana declarou que um dos principais problemas sociais são as convicções religiosas que se opõem às pretensões “do colectivo LGBT”. A candidata democrata é também a destemida Joana d’Arc da Planned Parenthood, a maior multinacional da muito rendosa indústria do aborto, que se viu recentemente envolvida no escândalo da venda de fetos humanos.
Já vão longe os tempos de São João Paulo II, Ronald Reagan e Margaret Thatcher, três grandes estadistas que contribuíram, de forma decisiva, para a queda do Muro de Berlim e para a libertação dos países de Leste. Os dois actuais candidatos presidenciais norte-americanos são de uma pobreza ideológica e ética confrangedora e, contudo, um deles será, com toda a certeza, o próximo presidente dos Estados Unidos da América. Entre Hillary Clinton e Donald Trump, o eleitorado americano quem escolherá? A verdade é que, até para o diabo, a escolha é difícil!
Fonte: Observador

PRÉMIOS INFANTE D. HENRIQUE ENTREGUES QUARTA-FEIRA NO FUNCHAL

Na próxima quarta-feira, dia 2 de Novembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho do Funchal, pelas 16 horas, terá lugar a cerimónia de entrega dos prémios Infante D. Henrique a jovens da cidade do Funchal.
Serão premiados, nomeadamente, alunos da APEL, Escola Básica 2/3 dos Louros, Colégio Infante D. Henrique, Criamar, Escola Superior de Enfermagem S. José de Cluny, Oporto British School e Escola Preparatória Raul Dória.
Na mesma cerimónia serão igualmente entregues diplomas aos monitores que têm acompanhado, apoiado e orientado os alunos agora galardoados.
Estarão presentes Dom Duarte, Duque de Bragança e o Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo.
Refira-se que o prémio Infante D. Henrique é a versão portuguesa do “The Duke of Edinburgh’s International Award”, fundado em 1956 pelo Duque de Edimburgo.
Em Portugal, o prémio foi fundado em 1988, no Porto, por Dom Duarte, Duque de Bragança, que, para além de Fundador, é Presidente de Honra.
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