segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Aura Miguel convida Dona Isabel de Bragança
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domingo, 15 de dezembro de 2019
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sábado, 14 de dezembro de 2019
O caso Climategate
Transcrição: O caso já foi apelidado de Climategate.
Em causa estão e-mails trocados entre dois cientistas de renome internacional que foram parar à Internet. Nas conversas entre Phil Jones, director da universidade de investigação climática de East Anglia, na Inglaterra, e o climatologista norte-americano Michael Mann, é possível traduzir a manobra de tentar ocultar do relatório de 2007 do IPCC da ONU, artigos que contrariam a tese do aquecimento global. Esse documento pedia a redução da emissão de gases com efeito de estufa até 85% até ao ano de 2050. Os investigadores tentaram mesmo que fossem eliminadas quaisquer referências de cientistas cépticos sobre os motivos do aquecimento global e dos que assumem que o aumento da temperatura, ou o arrefecimento do Planeta, é um acontecimento cíclico e não exclusivamente relacionado com a poluição. De resto ficou também exposta a tentativa de eliminar as referências ao facto da temperatura estar mesmo a diminuir desde o fim dos anos 90. Um caso que foi omitido até pela própria imprensa, mas que está agora a ser investigado pela ONU e que levou já à suspensão de funções de Phil Jones, o cientista que dirige a prestigiada universidade de investigação do clima, em East Anglia, no Reino Unido.
Relembro: O Climategate foi há 10 anos.
Fonte: Veritatis
DEUS - PÁTRIA REI
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Greta, A Marioneta Marxista da Agenda Climática
DEUS - PÁTRIA - REI: Greta, A Marioneta Marxista da Agenda Climática: Na sua última declaração pública , Greta Thunberg afirma que "a crise climática não tem a ver apenas com o ambiente": &...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Meios de desinformação em massa
DEUS - PÁTRIA - REI: Meios de desinformação em massa: A imprensa, a rádio e a televisão, que constituem os meios de comunicação de massas, são, a par de importantes meios de combate, instru...
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
25 DE NOVEMBRO: UMA DATA FALHADA
DEUS - PÁTRIA - REI: 25 DE NOVEMBRO: UMA DATA FALHADA: “Fomos descobrir o mundo em caravelas e regressámos em traineiras. A fanfarronice de uns, a incapacidade de outros e a irresponsabilida...
terça-feira, 10 de dezembro de 2019
Um herói que merece ser exaltado

Cumprir-se-ão dentro de dias 58 anos que a Índia, abjurando a sua propalada não-violência, invadiu o Estado Português da Índia, acto injustificável à luz do Direito Internacional, devidamente sancionado pelo Tribunal de Haia, lembrando aos ingénuos que o direito da força raramente se submete à força do Direito e que a moral que rege o comportamento dos Estados é coisa que a polemologia arruma no canto extremo e invisível da prateleira da vontade de poder.
A Índia Portuguesa era, desde o século XVI, a mais apurada expressão da presença de Portugal no mundo. Não era uma colónia, mas um Estado; os seus habitantes não eram nem colonos nem colonizados: eram cidadãos de pleno direito e os seus filhos, nos tempos de glória como nos do ocaso estiveram presentes em todos os actos marcantes da vida portuguesa: nas letras e nas artes, na ciência, no ensino, na administração, na missionação ou ao serviço de Marte.
Em Goa estava a sede do Padroado Português, como repousa ainda, no sarcófago de prata o Apóstolo das Índias. Os Vice-Reis e, depois, os Governadores-Gerais, confirmavam a investidura recebendo da imagem de S. Francisco Xavier o bastão de comando. A Índia Portuguesa era, contrariando a lenda negra e a novena de mantras da propaganda, um dos mais progressivos rincões do sub-continente indiano.
"De facto, quem percorre a Índia Britânica e, pondo de lado meia dúzia de cidades modernas, se interne nos centros nativos, nas populações rurais, chega necessariamente a esta conclusão: a Índia está hoje no mesmo estado de há mil anos! As aldeias, o povo, a mentalidade, os usos, os costumes continuam na mesma. Falta a higiene, a pior das misérias, atraso, ao passo que as nossas aldeias respiram certo bem-estar e o nosso povo vive uma vida incomparavelmente superior, sob todos os aspectos, à da população nativa da Índia inglesa"(1).
A actividade cultural que se desenvolvia em língua portuguesa na Índia britânica era motivo de grande orgulho e a animação tocava a investigação histórica, a crónica política e até produção literária e ensaística. O Investigador Portuguez em Bombaim, nos anos da década de 1830, O Echo de Bombaim, editado por uma Press Mercantil na década de 1860, deram corpo à necessidade de criar centros destinados a públicos mais exigentes e cultos. Assim nasceram o Instituto de Educação Portuguesa (1855) e em 1902, o Real Instituto Luso-Indiano. Os mais de vinte mil indo-portugueses recenseados em Bombaim em 1881 eram vinte cinco mil em 1915 e na véspera da Segunda Guerra abeirava-se a comunidade da meia centena de milhar. Em Bombaim, grande metrópole do Índico, na mudança do século XIX para o século XX havia 341 clubes goeses, com catorze mil associados, dos quais mil e quatrocentos eram homens ligados a actividades do mar. Para eles havia tipografias editando em português, escolas e igrejas. Um jornal em língua inglesa - Our Nation - gozava de grande autoridade e as paróquias editavam profusamente livros, folhetos, jornais e pagelas. A proeminência deste grupo não se prendia, apenas, com a inclinação para as humanidades e para as ciências jurídicas. Um dos mais afamados médicos-cirurgiões oftalmologistas no Império britânico era o Dr. Acácio da Gama (1845-1902). Nascido em Goa, formara-se no Medical College e na Universidade de Bombaim. A sua entrega aos mais pobres e o trabalho que desenvolveu nos bairros católicos valeram-lhe a outorga pelo Rei de Portugal do colar da Ordem de Cristo e eleição para a direcção da selectiva British Medical Association. Portugal na Índia era, indiscutivelmente, um caso de sucesso.
Depois, vieram os "ventos da história", crença que fez escola e não passa disso mesmo, de uma crença. Portugal tinha de sair, mesmo que saísse contra a vontade da população que era portuguesa e portuguesa queria permanecer. A prová-lo, o facto de após a invasão, abandonando as suas casas, haveres, laços, empregos e a terra onde haviam nascido os pais dos seus avós, trinta mil indo-portugueses se terem recusado ficar em terra onde ondulava outra bandeira que não a portuguesa. A saída dos indo-portugueses foi um referendo com os pés ao abuso e à arbitrariedade da invasão.
As ordens que vieram de Lisboa eram precisas. Sair, só empurrados. Os militares, mais que os paisanos, compreendem ou devem compreender o que significa o sacrifício derradeiro que lhes exige a carreira que voluntariamente abraçaram. Oliveira e Carmo compreendeu-o. Sacrificou-se pela honra e foi militar. Os outros, aqueles que pensaram quando não deviam pensar, que não cumpriram quando deviam cumprir, que partiram as espadas quando as deviam empunhar, que deitaram ao chão a bandeira quando a deviam levantar bem alto; esses, não foram militares. Há quem pense, erradamente, que os actos inúteis devem ser evitados. Errado, o acto inútil pode assumir transcendente significado. No caso de Goa, a Índia portou-se miseravelmente, Oliveira e Carmo cumpriu e não vacilou, como não vacilaram os goeses portugueses que deixaram tudo para serem dignos da sua condição de cidadãos - que reclamam direitos, mas têm deveres - e os outros, aqueles que se renderam à lógica, os pragmáticos que racionalizam, os homens dos afectos e da lágrima sentimentalóide, esses perderam. É tudo.
MCB
(1) Relatório do Patriarca de Goa, D. José da Costa Nunes, para o Governador-Geral da Índia Portuguesa, 1943, in Presença de Portugal mo mundo, Lisboa, Academia Portuguesa de História, 1982, p. 476.
Fonte: Nova Portugalidade
DEUS - PÁTRIA - REI
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