sexta-feira, 20 de setembro de 2013
HISTÓRIAS DA HISTÓRIA II
GALEÃO "BOTAFOGO"
O Galeão português "Botafogo" na conquista de Tunes (em primeiro plano em baixo à esquerda).
Porque existe um bairro nobre chamado "Botafogo" no Brasil? Descubra a razão:
O galeão São João Baptista, mais conhecido pela alcunha de "Botafogo" foi na sua época o mais poderoso navio de guerra do mundo. Construído em 1534, tinha um deslocamento de cerca de 1000 toneladas e estava armado com 366 bocas de fogo de bronze, tendo por isso um tremendo poder de fogo. Por essa razão tornou-se conhecido por "Botafogo".
Este navio foi usado em inúmeras batalhas, tendo ficado famoso durante a conquista de Tunes. Quando Carlos V se lançou na conquista de Tunes, solicitou apoio naval a Portugal, e pediu especificamente o "Botafogo". Nessa batalha, o "Botafogo" era comandado pelo Infante D. Luís, irmão do Rei D. João III de Portugal e cunhado do Imperador Carlos V.
O "Botafogo" liderou o ataque a Tunes e foi o seu esporão que conseguiu quebrar as correntes do porto de La Goleta , que defendiam a entrada, permitindo então à armada cristã a conquista da cidade de Tunes.
Um dos membros da tripulação do galeão, chamado João Pereira de Sousa, um nobre da cidade de Elvas, tornou-se famoso porque era o responsável pela artilharia do navio, pelo que também ele ganhou a alcunha de "Botafogo", que foi incluído no seu apelido, passando também aos seus descendentes.
Mais tarde, quando João Pereira de Sousa se estabeleceu no Brasil, recebeu da Coroa Portuguesa terras junto da baía de Guanabara, passando essa área a ser conhecida por "Botafogo".
A chegada da família real portuguesa ao Brasil e à cidade em 1808, mudou totalmente a vida de "Botafogo". De bairro rural, transformou-se no local preferido dos nobres que procuravam o bairro para nele construir suas residências.
É por esta razão que existe até hoje um famoso bairro nobre na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro com o nome de "Botafogo"!
Publicada por PPM-Braga
Publicada por PPM-Braga
terça-feira, 27 de agosto de 2013
SOU MONÁRQUICO... E DEPOIS???
“Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados!”
Eça de Queiroz
Publicada por PPM-Braga
sábado, 17 de agosto de 2013
El-Rei
El-Rei. Um homem. Aquele que no mais alto cargo é o servo de todos porque não depende de ninguém. O único que não tem direito de voto. Ele é o escolhido que nunca escolhe. Dá-nos um Rei, pediam os judeus ao profeta Samuel, conscientes já das dificuldades de teocracia e a braços com a divisão infalível do poder religioso e do poder civil. Dá-nos um Rei. Um Rei para que evite a idolatria do chefe religioso, a tentação suprema da encarnação de Deus ou dos deuses no poder civil. Um homem cuja legitimidade no cargo é indiscutível como descendente e representante do fundador da Pátria. E como tal é digno, respeitável, natural, sem o agir, desastrado ou despótico, do “parvenu”, a violência do usurpador, a consciência tacanha do funcionário…
O Rei é a garantia de justiça e liberdade porque é o elo necessário, o selo de contrato entre as várias repúblicas, as múltiplas independências e autonomias que nele confiam o entrelaçar das suas relações de portugueses com portugueses.
O Rei é o homem no mais alto lugar, apenas um homem, carregado com todas as limitações humanas, a sua vulnerabilidade e a sua dignidade. É o contrário do tirano, o oposto desses demagógicos salvadores da Pátria que se erguem por cima do povo à força de pulso e de golpes.
Quem não se lembra quando nos visitou o tiranete socialista de um dos países do Leste¹, foi hospedado no Palácio Real de Queluz e o insólito (insólito?) aconteceu? Esse salvador da Pátria exigiu que os criados andassem de meias para não lhe perturbarem o sono… El-Rei D. Carlos (esse mesmo que um punhado de portugueses assassinou…) certa vez, ao entrar no Palácio à noite, descalçou as botas para passar sem ruído diante da porta do quarto do criado que estava doente, para não o acordar…
O Rei também é uma família. Com as suas alegrias e as suas tristezas, comuns a todas as famílias. Uma família que o envolve e o humaniza, salvando-o de ser uma imagem ou um super-homem...
O Rei não desilude porque não é nenhuma terna ilusão romântica nem aparece com o trunfo político desta ou daquela facção, desta ou daquela ocasião. Não precisa de velar ciosamente pela sua imagem, bem polida e engraxada, receoso das nódoas e do pó que sempre levanta o desvendar das imagens fabricadas…
A força do Rei só reside na fidelidade dos seus súbditos. É uma pessoa, não é o resultado de um escrutínio. Para que serve ser-se fiel à maioria? Pode ser aceite e acatada mas ser-lhe fiel?... Volúvel e inconstante, ela não vive de fidelidade mas de traições… O Rei é sereno e igual. A perduridade da Pátria.
Dizia-me alguém que eu era monárquica porque a monarquia apelava para o meu sentido estético. Não o nego. Também o sou por isso. Porque é mais bonito… Mas ser monárquico é, antes de mais, um acto de inteligência.
¹ Trata-se do então presidente da Roménia, Nicolae Ceaușescu
in "D. Sebastião e Eu" (págs. 23 e 24)
* Nota: o texto publicado é da exclusiva responsabilidade do autor.
Teresa Maria Martins de Carvalho
Fonte: Real Associação de Lisboa
Publicada por Real Associação do Médio Tejo
sexta-feira, 12 de julho de 2013
A EMBRULHADA
CAVACO DECIDE PROLONGAR A CRISE: TUDO ISTO EXISTE, TUDO ISTO É TRISTE, TUDO ISTO É O NOSSO FADO!!!
Mais uma vez Cavaco Silva mostrou a sua verdadeira face: a de um homenzinho incapaz de tomar posições claras e corajosas, antes tentando passar por entre os pingos da chuva sem se molhar.
Impossível, senhor PR!
Na verdade, depois de naturalmente nos explicar (como se fosse preciso) as consequências nefastas de eleições antecipadas neste momento, acaba por atirar para os partidos (PSD, PS e CDS) o ónus da resolução da crise.
Mas, será que esta solução é sinceramente visionada pelo lamentável PR?
Obviamente que não. Ele sabe que esse "acordo de salvação nacional" não existirá e, se for sequer tentado, irá deixar-nos no fio da navalha.
Depois, não deixa de ser irónico que quem tanto se preocupa com as consequências nefastas para os mercados de uma indefinição e instabilidade governativa, acabe por deixar em cima da mesa, por um tempo não determinado, uma incógnita digna de irresponsáveis.
Lamento, sinceramente, que neste País massacrado, não seja possível constitucionalmente correr com um PR deste quilate e deixá-lo regressar aos seus dotes como professor e economista. Ficaríamos bem melhor!
Ora deixemos ver a solução.
Diz Cavaco, depois de tudo o resto, que o Governo existe com toda a legitimidade e suportado por uma maioria na AR. Verdade de Monsieur de Lapalisse.
Por outro lado, passa completamente ao lado, sem uma única referência, à solução apresentada pelos dois chefes partidários do Governo. Ou seja, somente se pode depreender que recusa a solução que lhe foi apresentada.
Sendo assim, duas dúvidas pairam no meu espírito: se Paulo Portas apresentou a sua demissão por desacordo pela solução encontrada após a saída de Vitor Gaspar; se essa demissão era irrevogável e somente se tornou revogável com a fórmula posteriormente apresentada ao PR, que não só o elevava a Vice-Primeiro Ministro e com a responsabilidade pela coordenação das políticas económicas e do relacionamento com a 'troika', como assegurava uma maior e mais forte participação do seu pequeno mas indispensável partido na constituição do novo Governo, maxime na pasta da Economia (como Pires de Lima), não será expectável que Portas volte atrás e mantenha a sua demissão?
E, que dizer de Passos Coelho? Por mais vontade e teimosia que mantenha, não será expectável que o Primeiro Ministro entenda que a solução agora avançada por Cavaco nada mais é do que uma total falta de confiança nele que se confirma ao colocar em cima da mesa as célebres eleições antecipadas (para Junho de 2014), tornando assim, irremediavelmente, este Governo como um governo a prazo, quase se podendo classificar como um governo de gestão até aquela data? Finalmente, se este Governo se mantém assim, quais as condições para governar com um mínimo de estabilidade e como haverá possibilidade de as agências de rating e os mercados não condenarem Portugal a uma violenta baixa no rating e a taxas de juro enormes e incomportáveis?
A não solução apresentada por Cavaco apenas "chuta a bola" para os partidos. Até aí poderemos entender que é justo, mas também se concluirá que escusaríamos de ter que manter uma Casa e um PR completamente inúteis, altamente dispendiosos (este PR conseguiu ultrapassar os gastos dos seus antecessores), além de nos poupar no vexame constante da possidonice de um casal que desconhece totalmente as exigências de uma postura de Estado e se comporta como um casal ridículo e sem categoria para tal estatura no aparelho do Estado.
Pela minha parte, se estivesse no lugar de Passos Coelho e Paulo Portas (coisa totalmente impossível, como podem calcular, até pela impossibilidade de me comportar como qualquer deles), tomaria uma só atitude de "lavagem de face": apresentaria à AR uma moção de confiança e depois esfregaria na cara do PR a decisão.
Como ele entende que é a AR que deve decidir tudo o que se passe e altere as condições de governabilidade, mesmo quando essas condições atingem, sem qualquer dúvida, "o regular funcionamento das instituições", então Cavaco ficaria no papel de que tanto gosta e para o qual se acomodou (excepto, se os meus leitores ainda se recordam e não têm memória curta, quando o Primeiro Ministro era Sócrates, pois aí ele bem clamava publicamente para que o povo se levantasse contra os cortes dos subsídios e salários, além da sua pobre pensão, e censurava o governo de então pelas políticas de austeridade que considerava já insustentáveis).
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é o nosso Fado!!!
Mais uma vez Cavaco Silva mostrou a sua verdadeira face: a de um homenzinho incapaz de tomar posições claras e corajosas, antes tentando passar por entre os pingos da chuva sem se molhar.
Impossível, senhor PR!
Na verdade, depois de naturalmente nos explicar (como se fosse preciso) as consequências nefastas de eleições antecipadas neste momento, acaba por atirar para os partidos (PSD, PS e CDS) o ónus da resolução da crise.
Mas, será que esta solução é sinceramente visionada pelo lamentável PR?
Obviamente que não. Ele sabe que esse "acordo de salvação nacional" não existirá e, se for sequer tentado, irá deixar-nos no fio da navalha.
Depois, não deixa de ser irónico que quem tanto se preocupa com as consequências nefastas para os mercados de uma indefinição e instabilidade governativa, acabe por deixar em cima da mesa, por um tempo não determinado, uma incógnita digna de irresponsáveis.
Lamento, sinceramente, que neste País massacrado, não seja possível constitucionalmente correr com um PR deste quilate e deixá-lo regressar aos seus dotes como professor e economista. Ficaríamos bem melhor!
Ora deixemos ver a solução.
Diz Cavaco, depois de tudo o resto, que o Governo existe com toda a legitimidade e suportado por uma maioria na AR. Verdade de Monsieur de Lapalisse.
Por outro lado, passa completamente ao lado, sem uma única referência, à solução apresentada pelos dois chefes partidários do Governo. Ou seja, somente se pode depreender que recusa a solução que lhe foi apresentada.
Sendo assim, duas dúvidas pairam no meu espírito: se Paulo Portas apresentou a sua demissão por desacordo pela solução encontrada após a saída de Vitor Gaspar; se essa demissão era irrevogável e somente se tornou revogável com a fórmula posteriormente apresentada ao PR, que não só o elevava a Vice-Primeiro Ministro e com a responsabilidade pela coordenação das políticas económicas e do relacionamento com a 'troika', como assegurava uma maior e mais forte participação do seu pequeno mas indispensável partido na constituição do novo Governo, maxime na pasta da Economia (como Pires de Lima), não será expectável que Portas volte atrás e mantenha a sua demissão?
E, que dizer de Passos Coelho? Por mais vontade e teimosia que mantenha, não será expectável que o Primeiro Ministro entenda que a solução agora avançada por Cavaco nada mais é do que uma total falta de confiança nele que se confirma ao colocar em cima da mesa as célebres eleições antecipadas (para Junho de 2014), tornando assim, irremediavelmente, este Governo como um governo a prazo, quase se podendo classificar como um governo de gestão até aquela data? Finalmente, se este Governo se mantém assim, quais as condições para governar com um mínimo de estabilidade e como haverá possibilidade de as agências de rating e os mercados não condenarem Portugal a uma violenta baixa no rating e a taxas de juro enormes e incomportáveis?
A não solução apresentada por Cavaco apenas "chuta a bola" para os partidos. Até aí poderemos entender que é justo, mas também se concluirá que escusaríamos de ter que manter uma Casa e um PR completamente inúteis, altamente dispendiosos (este PR conseguiu ultrapassar os gastos dos seus antecessores), além de nos poupar no vexame constante da possidonice de um casal que desconhece totalmente as exigências de uma postura de Estado e se comporta como um casal ridículo e sem categoria para tal estatura no aparelho do Estado.
Pela minha parte, se estivesse no lugar de Passos Coelho e Paulo Portas (coisa totalmente impossível, como podem calcular, até pela impossibilidade de me comportar como qualquer deles), tomaria uma só atitude de "lavagem de face": apresentaria à AR uma moção de confiança e depois esfregaria na cara do PR a decisão.
Como ele entende que é a AR que deve decidir tudo o que se passe e altere as condições de governabilidade, mesmo quando essas condições atingem, sem qualquer dúvida, "o regular funcionamento das instituições", então Cavaco ficaria no papel de que tanto gosta e para o qual se acomodou (excepto, se os meus leitores ainda se recordam e não têm memória curta, quando o Primeiro Ministro era Sócrates, pois aí ele bem clamava publicamente para que o povo se levantasse contra os cortes dos subsídios e salários, além da sua pobre pensão, e censurava o governo de então pelas políticas de austeridade que considerava já insustentáveis).
Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é o nosso Fado!!!
publicado por Fernando Sá Monteiro, em Risco Contínuo
Publicada por Real Associação Beira Litoral
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O PAÍS QUE TEMOS...
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