quarta-feira, 22 de julho de 2015

D. Luís I – Um dos Inventores da Granada Moderna

Dom Luís I Cientista e Inventor


El-Rei Dom Luís I realçou a realeza da Sua estirpe com os preclaros dotes de uma inteligência cultíssima. Aos 8 anos de idade, o infante Dom Luís, Duque do Porto, ainda longe de pensar vir a ser rei, serviu na Marinha, iniciando a Sua carreira, em 1846, como guarda-marinha, e exerceu o seu primeiro comando naval em 1857 capitaneando o brigue Pedro Nunes, no qual navegando à cabotagem percorreu a costa de Portugal até Gibraltar. No ano seguinte o Rei, Seu irmão, entrega-lhe o comando da recém-adquirida corveta Bartolomeu Dias, o principal navio de guerra português no qual Dom Luís visita os Arquipélagos portugueses do Atlântico e as colónias africanas portuguesas. Nove missões de serviço desempenhou com brio, até que se viu, por acaso do destino, alçado Rei.

Ora sendo um homem do Mar não poderia durante o Seu Reinado desviar as atenções da Armada e dos assuntos científicos que aperfeiçoara enquanto marinheiro.

Não podemos apelidar Sua Majestade Fidelíssima o Rei Dom Luís de Portugal, de Cientista na acepção hodierna, pois os assuntos de Estado afastavam-no da dedicação exclusíva que tal mester obriga. Porém, não se pode deixar de intitular El-Rei de um Homem da Ciência, visto que empreendeu na segunda metade do século XIX, experiências científicas que justificam plenamente o rótulo.

Interessado cientista, a mecânica, a astronomia, as belas artes, a cartografia, a físico-química e a balística eram ciências que não tinham para Ele segredos, às quais dedicava infatigável actividade e os mais renomados cientistas, que visitavam o Paço Real, não recusavam o auxílio das Suas luzes.
O Rei Dom Luís I, teve uma vida abastada de merecimentos, mas não se pode deixar de destacar uma das Suas ‘invenções’ que, vá-se lá saber por quê, não é suficientemente falada: as estrias na granada de artilharia.

Com os estudos que desde tenra idade o capacitaram, com a preparação técnica que adquiriu como oficial da Marinha Real, e com o intercâmbio de experiências com os principais cientistas da época, o Rei Dom Luís I aperfeiçoou as granadas de artilharia que até aí possuíam alma lisa.

A granada é um artefacto bélico com uma câmara interna que leva uma carga de arrebentamento; o nome deriva da palavra granatum ou romã, pois assemelha-se a tal fruto, embora o primeiro obus a que verdadeiramente se poderá apelidar de granada tenha sido inventado na China medieval, no século IX, e consistia numa cebola oca cheia de pólvora que era atirada, muitos contribuíram para o aperfeiçoamento ou ‘invenção’ da granada moderna – o Rei Dom Luís I foi um deles.

Desde a sua invenção que cada guerra contribuiu para a evolução da granada, e, assim eis que também um português teve a sua intervenção, e não foi um português anónimo: aos obuses lisos, Dom Luís I procedeu a perfurações dos projécteis para que os gases da explosão imprimissem às granadas um curso rotativo que tornava o tiro mais preciso. Além dessas perfurações desenvolveu, também, o sistema de traçado de estrias nas almas lisas das granadas, sistema que viria a prevalecer até aos dias de hoje. Em Janeiro de 1865, enviou as granadas aperfeiçoadas para França, para serem testadas pela potência bélica francesa e em reconhecimento do mérito da invenção o Imperador de França Napoleão III agraciou Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Luís I de Portugal com uma Medalha de Honra em Ouro.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

terça-feira, 21 de julho de 2015

SAR, O Senhor D.Duarte de Bragança presente na cerimónia evocativa do Holocausto Judaico


No Torreão Poente do Terreiro do Paço teve lugar uma emocionante cerimónia evocativa do Holocausto Judaico. A iniciativa foi organizada sob a égide da Presidência Húngara da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).

Após as intervenções da mesa Redonda teve lugar um magnífico concerto da famosa cantora húngara Eszter Bíró, que interpretou músicas e danças de Comunidades Judaicas, da Hungria, Iraque, Iémen, Espanha e Alemanha. 






domingo, 19 de julho de 2015

LANÇAMENTO DO LIVRO "SAUDAÇÕES À RAINHA SANTA ISABEL"

Caros Amigos,

Tenho o gosto de vos convidar para o lançamento do livro "Saudações à Rainha Santa Isabel", da autoria do Dr. Carlos de Figueiredo Nunes, que terá lugar na terça-feira, dia 21 de Julho, pelas 18.30 horas nos claustros do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

A apresentação estará a cargo do Prof. Doutor José Carlos Seabra Pereira, professor de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Trata-se de uma recolha de saudações em verso, publicadas, ao longo de vários anos, de 1954 a 1968, em vários jornais, como Diário de Coimbra, Correio de Coimbra, ... , mas também em programas oficiais das festas. A publicação é ilustrada com variadíssimas imagens retiradas dos cartazes e programas das festas.

Cordiais cumprimentos,

António Rebelo
Confraria da Rainha Santa Isabel
Igreja da Rainha Santa Isabel
Alto de Stª Clara

P-3040-270 Coimbra

Ceuta 1415 - 1. Morte da Rainha Dona Filipa

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Foram longos meses de permanência no Porto, a liderar os trabalhos de construção de uma frota naval, a arregimentar os chefes militares do norte, a adestrar homens para combate e a recolher víveres de toda a espécie. O jovem infante D. Henrique regressava a Lisboa com a missão cumprida, ao comando da armada com 70 embarcações que el-Rei seu pai o incumbira de preparar. O infante D. Pedro partiu ao seu encontro fora da barra e os dois irmãos entraram juntos no estuário do Tejo, indo desembarcar no lugar do Restelo, numa praia onde mais tarde D. Henrique mandaria construir a igreja de Santa Maria de Belém. Reunia-se assim finalmente a grande armada com dimensão nunca vista nestes Reinos e festejava-se com alegria a iminente partida para a empresa tão grandiosa quanto desconhecida de quase todos. Surge então a triste notícia da súbita doença da Rainha D. Filipa que padecia no mosteiro de Odivelas. Para lá se dirigiram imediatamente el-Rei e os três filhos mais velhos, D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, enquanto os mais novos, D. Isabel, D. João e D. Fernando ficavam ao cuidado do Mestre de Avis.

Philippa of Lancaster nasceu em Inglaterra a 31 de Março de 1360. Era a filha mais velha de John of Gaunt, duque de Lancaster e de Blanche of Lancaster. Foi educada na corte plantageneta, em pleno ambiente da Guerra dos Cem Anos que opunha o reino de Inglaterra ao de França. Terá sido muito influenciada pelo ideal cavaleiresco recuperado pelo seu avô, o rei Edward III, instituidor da famosa ordem de cavalaria da Jarreteira. As mortes, primeiro do herdeiro do trono – o Príncipe Negro, seguida do rei Edward III tornaram o pai de Philippa a pessoa mais poderosa em Inglaterra durante a menoridade do novo rei Richard II. Mais tarde, o duque de Lancaster, casado em segundas núpcias com Constança de Castela, filha de Pedro I o Cruel, quis reclamar a coroa de Castela por direito de sua mulher. Estabeleceu então uma aliança com Portugal para juntos fazerem frente aos reinos inimigos de França e de Castela. A aliança foi selada pelo casamento entre Philippa (já com 26 anos) e el-Rei D. João I, no Porto, em 1387, ano e meio após a grande vitória de Aljubarrota. 

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A Rainha Dona Filipa destacou-se sobretudo como esposa muito dedicada e pela influência que teve na extraordinária educação da sua prole, imortalizada por Camões no verso de Os Lusíadas “ínclita geração, altos infantes”. Mas o cronista Zurara, que contava 5 anos à data da morte da Rainha, descreve-a como modelo de virtudes cardeais – justiça, prudência, temperança e fortaleza – e teologais – fé, esperança, e caridade. Foi aliás na prática obstinada da caridade junto dos mais pobres e dos doentes que D. Filipa se deixou infectar irreversivelmente pela terrível peste que naquela altura fustigava Lisboa. Já no leito de morte, em Odivelas, mandou chamar os três filhos mais velhos e deu a cada um deles um pedaço do santo lenho da vera cruz para que lhes servisse de protecção. Entregou-lhes também as espadas que mandara fazer propositadamente para os ver armar cavaleiros, após a batalha pela expansão da fé em Jesus Cristo. Depois, a D. Duarte, herdeiro dos Reinos, encomendou a defesa dos povos com justiça, incumbiu D. Pedro da protecção das donas e donzelas e a D. Henrique rogou que zelasse por todos os senhores, cavaleiros, fidalgos e escudeiros.

A insigne Rainha Dona Filipa deixou este mundo a 18 de Julho de 1415, faz hoje precisamente 600 anos. Iriam o luto e o mau agouro fazer suspender a partida da armada para a importante expedição, preparada com tanto afinco e minúcia nos anos anteriores?

João Ferreira do Amaral, em 18.07.15

Fonte: 31 da Armada

sábado, 18 de julho de 2015

SAR, o Senhor Dom Duarte esteve presente, em Vigo, na celebração do 90º aniversário do Senhor Adriano Marques de Magallanes

Aspecto de la finca en la que se festejó el aniversario. // A.I.

En compañía de su extensa familia y decenas de allegados, Adriano Marques de Magallanes celebró ayer su 90 cumpleaños con dos actos en Cesantes. Una misa en el templo de San Pedro dio paso a una fiesta en la finca de los Regojo, para disfrute del paisaje y la amistad.
Una agradable tarde de verano con la ría de Vigo abrillantada por el sol fue el marco perfecto para la celebración del 90 cumpleaños de Adriano Marques de Magallanes ayer en Cesantes. Un aniversario que suscitó comentarios curiosos entre los vecinos de la parroquia por la asistencia de numerosas personalidades del mundo empresarial, cultural y político, relacionados con la trayectoria profesional del homenajeado. Primero la iglesia de San Pedro y después la finca de los Regojo acogieron una celebración preparada "entre sus familiares y amigos", según explicó su hijo Alejandro Marques.
Elegante y siempre amable, don Adriano saludó uno a uno a todos los invitados, tomándoles el brazo en gesto de afecto y cercanía. El empresario, fundador de la textil Partenón en 1958,recibió entre otras las felicitaciones del duque de Bragança, don Duarte Pío, heredero al trono de Portugal; el duque de Segorbe, Ignacio Medina; o el senador Patiño de Ecuador, país del que don Adriano es cónsul.
Como exdiputado y exsenador por el PP, recibió la visita del exministro José Manuel Otero Novas; la presidenta del Consejo Económico y Social de Galicia, Corina Porro; la delegada de la Xunta, María José Bravo Bosch; o el parlamentario Miguel Santalices, además del alcalde de Redondela, Javier Bas, y el anterior regidor Xaime Rei. Del entorno empresarial se acercaron, entre otros, la presidenta del ICO Irene Garrido; o el propietario de Remolcanosa, Elcano y Povisa, José Silveira.
De entre los familiares, estaban presentes su cuñado Pedro Regojo o su sobrino Manuel Márquez. En el recuerdo y el corazón de todos, Rita Regojo, la fundadora de Aldeas Infantiles fallecida hace cuatro años, y esposa de don Adriano durante más de medio siglo.
Vestidos con sus mejores galas, los invitados abarrotaron la iglesia de San Pedro de Cesantes, presidida por la imagen de la Virgen del Carmen y donde se ofició una emotiva misa con música de órgano y canto en directo. Después, en la finca y el pazo junto a la playa, pudieron degustar un delicioso catering. Fue el momento de la entrega de regalos, entre ellos obras de arte, que don Adriano aprecia especialmente. Fue una celebración digna de un hombre de categoría.
Fonte: Faro de Vigo

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Boas Férias, Monárquicos!


Foz Praia Rei D. Manuel II Ourigo

Em 1908, aquando da Sua Visita ao Norte do Reino, Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Manuel II de Portugal descerrou a placa numa praia da Foz do Douro, no Porto, que ficou baptizada como Praia Rei D. Manuel II; ulteriormente, com a funesta implantação da república, foi renomeada de Praia do Ourigo. Mudaram-se os nomes como se isso bastasse para se mudarem as memórias. Fica a reminiscência toponímica e, também, a recordação da praia engalanada para o evento!

Não menos na pena, do que os nossos antepassados fizeram com a espada, temos ajudado a erigir, ao longo do nosso já extenso rol de artigos, o edifício da Monarquia que há-de chegar, para que esta não seja lançada com grande peso em cena, como uma obra rápida à qual falta cuidado e sustentação. É um trabalho duro, mas, também, Hércules diante de Anteu se viu a braços com uma pesada tarefa, pois o gigante estava ligado à terra. Ora então, Hércules arrancou Anteu à terra e venceu-o desse modo.

É facto consumado que o actual regime caducou: «Pirliteiro dá pilritos, a mais não é obrigado!» Para além de quem dele beneficia e retira modo de vida, já ninguém se revê neste Estado das Coisas republicano. Ensimesmados, cedem-se à vez e regozijam pelo que não são.

A Monarquia não é apenas uma especulação teórica, mas uma ideia que já é concreta face à realidade; a Monarquia é para nós uma convicção e apresenta-se não como mera possibilidade, mas a verdadeira solução para o entrave à evolução histórica da Nação que é o actual regímen.

Avancemos, sequiosos das glórias passadas, mesmo contra as vagas que teimem marulhar, pois temos o legítimo representante de um passado enorme; aceleremos filhos dilectos desta Terra que é Portugal! Remem que as ondas começam a alegrar-se e a ideia do Rei faz nossas forças aumentar. O fado ruim está prestes a esboroar-se e vem o Rei através da Dinastia que foi afastada, mas não quebrada!

A Plataforma de Cidadania Monárquica passará, em altura de Férias de Verão – porque muitos dos nossos seguidores e monárquicos em geral, assim como outras pessoas que não o sendo têm a bondade de apreciar os nossos artigos, se encontram já em vilegiatura -, a publicar esporadicamente.

BOAS FÉRIAS!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

17 de Julho de 1859: Morre D. Estefânia, rainha co...

Estórias da História: 17 de Julho de 1859: Morre D. Estefânia, rainha co...: Rainha de Portugal, era filha do príncipe Carlos António de Hohenzollern-Sigmaringen e de Josefina de Baden, a princesa Estefânia Frederic...