domingo, 3 de março de 2019

O exemplo vem de cima


No passado dia 16 de Fevereiro decorreu a acção de Reflorestação na Serra da Gardunha, na Freguesia de Alcongosta. 
Nesta acção esteve presente a Fraternidade Nuno Álvares Pereira da Região da Guarda - (Núcleos do Fundão, Tortosendo , Covilhã, Teixoso e Guarda), o Presidente da Junta de Freguesia de Alcongosta, o Vice-Presidente da Câmara Municipal do Fundão e outras entidades da Região, a quem agradecemos todo o apoio e colaboração nesta Reflorestação.
Agradecemos de igual modo a presença da Real Associação do Ribatejo, Presidente José Carlos Ramalho e Vice-Presidente Maria Julieta Coimbra.


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Portugal em Malta

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Dado pouco conhecido fora da ilha, a sede do governo maltês exibe no frontão as armas de Portugal. O edifício, para os malteses equivalente a Downing Street ou à Casa Branca, deve a um português, se não o desenho, pelo menos a existência. Erguido sobre as ruínas do anterior Albergue de Castela e Portugal, caído em ruínas após as violentas incursões otomanas sobre a ilha, a nova estrutura foi ordenada pelo português D. Manuel Pinto da Fonseca, filho do alcaide de Ranhados e, já ao serviço da Ordem de Malta, Príncipe e Grão-mestre daqueles cavaleiros. Tanta obra deixou que Qormi, localidade onde estabeleceu o governo da Ordem e que muito fez para engrandecer, mantém até à actualidade o nome informal de "Cidade Pinto". Denotando a ligação do Albergue ao país de origem de quem o erguera, D. Manuel marcou-o com as suas armas pessoais e com as de Portugal.

Nova Portugalidade

DEUS - PÁTRIA - REI

O "Coche dos Oceanos"

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O "Coche dos Oceanos", de Dom João V. Apropriado ter Poseidon, deus dos mares, num coche feito para o Rei de Portugal. No mar, e sobretudo no que fica para lá dele, residia a nossa força, no mundo como um todo e na própria Europa. Quando soube que só grande fora da Europa poderia Portugal ser grande dentro dela, Portugal impôs a sua voz ao mundo. Ao esquecer essa lição preciosa, que foi a essencial da nossa vida ao longo de cinco séculos, Portugal resignou-se à pequenez e à insignificância. Ou as novas gerações reaprendem essas lições antigas, ou não há para nós futuro que valha a pena.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Topo de gama do século XVIII era português

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Contrariando a lenda negra do despesismo "freirático" e "supersticioso", tema caro da historiografia oitocentista que deixou mossa e muitos mitos na nossa relação com a história moderna portuguesa, o reinado de D. João V terá sido, juntamente com os reinados de D. Manuel I e D. João III, um período de grandeza e afirmação de Portugal no concerto das nações. Às embaixadas à China, ao Papa e a Versalhes, às grandes vitórias diplomáticas alcançadas pela Coroa portuguesa e até à participação vitoriosa das armas portuguesas no Mediterrâneo frente ao Turco, somou-se um notável surto de realizações culturais de primeira grandeza nas letras, na música, nas artes plásticas e nos ofícios. O coche que vos apresentamos na imagem, inserta numa obra editada em França por de Bellebat, projecta a admiração da corte francesa pelos luxuosos coches que integraram a embaixada de André de Melo e Castro ao Papa Clemente XI em 1716.


DEUS - PÁTRIA - REI


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Falseando a origem do Poder

Santo Ambrósio e o Imperador Teodósio


Não menos que a família, sofre a ordem social e política, sobretudo pelas novas ideias que alteram o 
conceito do justo poder soberano, falseando-lhe a origem. Com efeito, desde que a autoridade soberana 
derive formalmente do consenso do povo e não de Deus, princípio supremo e eterno de todo o poder, 
perde o respeito dos que lhe são subordinados, privando-se de seu augusto carácter, e degenera 
em uma soberania artificial, baseada em fundamentos frágeis e movediços como a vontade do homem. 
E não se vê, porventura, o que daí resulta na própria legislação pública? Muito frequentemente 
representa ela, bem mais que o direito, a vontade predominante de um partido político. Deste modo 
animam-se os apetites licenciosos da multidão, larga-se o freio às paixões populares, embora 
perturbe a operosa tranquilidade civil, salvo em casos extremos, quando, então, se recorre às 
repressões violentas e sanguinárias.

Papa Leão XIII in «Parvenu à la vingt-cinquième année», 1902.

Fonte: Veritatis

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Afonso de Albuquerque

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Fala-se muito das matanças de Albuquerque. Há pouco, num desses textos de jornalismo piegas com pós de ciência - o homem até citava Gaspar Correia - noto o tom iracundo e acusatório a respeito da "matança de Calecute", a "matança de Goa" e a "matança de Malaca". Ora, para quem conheça minimamente os modos de Quinhentos e de Seiscentos, sabe que Albuquerque foi um simples amador na arte de infundir pavor entre os inimigos que se lhe opunham. O saque de Roma pelas tropas de Carlos V (1527) ceifou não menos de 40.000 vítimas mortais, os Otomanos mataram 50.000 após a tomada de Chipre (1570), o Massacre da noite de São Bartolomeu (1572) terá cobrado em toda a França cerca de 30.000 vidas, Akbar, o Grande, degolou 30.000 em Chittorgarh (1568) e a tomada de Magdeburg pelos exércitos católicos (1631) arrebatou 20.000 homens, mulheres e crianças. Ao pé destes rios de sangue, Albuquerque, sempre muito selectivo, foi um monumento à auto-contenção.

MCB