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terça-feira, 15 de março de 2011

EDITORIAL

Cadernos Templários                                                                        Fevereiro 2010


EDITORIAL

Ao evocar Jacques de Molay, sua obra e seus méritos, é inevitável transportar o pensamento para a Ordem nos dias de hoje e consubstanciar na figura do actual Grão- Mestre a difícil tarefa, na complexidade dos tempos que decorrem, de dar continuidade, na prática, aos velhos/novos ideais da Ordem do Templo.

No passado dia 19 de Fevereiro o nosso Grão-Mestre Dom Fernando Pinto Fontes celebrou 50 anos como responsável máximo da Ordem do Templo. O que foram estes longos anos, as canseiras, as longas noites perdidas na busca de soluções, de consensos, por vezes tão difíceis de serem alcançados, os artigos de jornais e revistas, reportagens mediáticas, viagens de serviço à Ordem, são prova da actividade deste Grão-Mestre. Lembram-se algumas das suas palavras retiradas da sua habitual mensagem presente nas colectâneas, estas no seu número XV – 1 – MCMXCII, página XV-13, 19 de Fevereiro de 1992, e que com o devido respeito se transcrevem:

“…assinala-se a data de mais um ANIVERSÁRIO – 32 ANOS – na função máxima da Ordem, período longo e somente ultrapassado pelos nossos antepassados: 1574-1615 – G. M. nº 37 – HENRY DE MONTORENCY – 41 anos; 1615-1651 – G. M. Nº 38 – CHARLES DE VALOIS – 36 anos; 1741-1776 – G. M. nº 44 – LOUIS FRANÇOIS DE BOURBON, PRINCE DE CONTY – 35 anos.”

No presente ano comemora-se o 50º aniversário do actual Grão-Mestre! E, reportando-nos mais uma vez ao artigo da referida publicação, eram estas as suas palavras:

“ …dá ensejo a uma meditação global da nossa actuação, neste honroso e inigualável cargo, de verificar quanto me tem sido difícil, quantas alegrias, como desgostos pelo conhecimento de vários fracassos em diligências que tanto teriam sido úteis para a Ordem, como o comportamento de alguns membros por vezes exercendo funções elevadas. Como a morte de leais Templários que sempre defenderam a Ordem em locais e circunstâncias adversas nos faz contudo considerar que a Ordem mesmo seguindo em posição modesta e aquém da sua real projecção, tem assegurado a sua continuidade pelos diversos mecanismos legais que têm sido efectuados.”

É com regozijo que comemoramos estes cinquenta anos e as conquistas que, desde as sábias palavras proferidas, foram entretanto conseguidas.

Parabéns Grão-Mestre!

NON NOBIS DOMINE NON NOBIS SED NOMINI TUO DA GLORIAM



* ++Fr. Claudino M. Marques – Grande Oficial/Comendador Delegado da Comendadoria de Coimbra Rainha Santa Isabel/Bailio das Beiras

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Editorial

A ORDEM DO TEMPLO

     Para o templário é inquestionável que a Ordem do Templo não morreu, está viva, que houve um fio condutor que percorreu os séculos, que sobreviveu às vicissitudes, à clandestinidade, ao silêncio aparente... A história dos templários continua para muitos envolvida em mistério, extinta na poeira do tempo. Eles não sabem toda a verdade. Por isso vem a propósito a transcrição das palavras do Prior Magistral do México no artigo "Uma questão de atitude":

""(...) Rios de tinta correm procurando justificar tanto de uma maneira jurídica como histórica o porquê da não existência da Ordem Templária, mediante artimanhas e interesses pessoais com a ideia de desmotivar todo aquele que queira e sinta o desejo de viver nestes tempos a espiritualidade da Ordem do Templo, sempre com o argumento que foi suspensa e que não existem herdeiros, pois os que o dizem ser, são falsos, mentirosos, hipócritas ou não possuem linhagem... A Ordem segue tão viva como nos séculos passados - sob outras formas, talvez mais contemporâneas e menos ortodoxas mas que não conduzem a nenhuma discussão."(...)

    Em sintonia com as suas palavras reforçamos a importância da atitude, aquela que leva o templário a prosseguir este caminho longo e difícil mas que a "espiritualidade da Ordem do Templo" ajuda a prosseguir.

NON NOBIS DOMINE NON NOBIS SED NOMINI TUO DA GLORIAM


*++Fr. Claudino Marques - Grande Oficial/Comendador Delegado da Comendadoria de Coimbra Rainha Santa Isabel/Bailio das Beiras