quarta-feira, 19 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
NÃO DESCONSIDERANDO AS SAGRADAS BARBAS DE CAMÕES
Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

Não desconsiderando o estro glorioso nem as sacratíssimas barbas de Camões, o 10 de Junho - invenção romântica - devia dar lugar ao Dia da Pátria e dessa Liberdade que quer dizer "Nós Somos Livres", que só o 1º de Dezembro corporiza. O Terreiro do Paço vazio - ali já não há soldados enxutos que a peito nu e a tiros haviam defendido a pátria - foi substituído por fruste encenação em que as cruzes, os crepes de honra e as lágrimas de gratidão pelos caídos foram trocados na barganha do favoritismo. Uma cruz antiga valia 100 destes barões, um toque de silêncio 1.000 palavras de fingido patriotismo, os estandartes de vitórias e derrotas 10.000 talheres dos banquetes que hoje e amanhã farão a encenação possível para uma data que já ninguém sente.
Reduzidos fisicamente, reduzidos animicamente, caídos em protectorado, não sei que patriotismo rubro-verde é esse a que se agarram os centos de comensais e palradores destas festividades encomendadas, sem povo, sem heróis, sem feitos nem esperança. Portugal precisava de um Rei que unisse, de governantes que dessem o exemplo e a ordem de comando, de um povo unido que se sentisse mandatado para novos feitos. Sobre nós caiu o miserabilismo, a pequenez na ambição, a insignificância dos objectivos. Portugal não precisa de lutar contra a crise. A crise é o Portugal contemporâneo e dela só sairemos quando o verdadeiro patriotismo - aquele que não aflora nas palavras, mas crepita nos corações - nos der um rumo novo.
Miguel Castelo-Branco
Fonte: Combustões
Publicada por: Real Associação do Médio Tejo
Publicada por: Real Associação do Médio Tejo
OS NOSSOS REIS DA PRIMEIRA DINASTIA (I)
El-Rei D. Afonso Henriques o conquistador, primeiro Rei de Portugal, o fundador da Nacionalidade, o pai da pátria um senhor de enorme devoção. Viva El-Rei!
Filhos: D. Henrique, D. Mafalda, D. Urraca, D. Sancha, D. Sancho I, D. João, D. Teresa, D. Urraca, D. Teresa, D. Fernando, D. Pedro.
Publicada por: Real Associação da Beira Litoral
VILAFRANCADA
A força dos males nacionais, já sem limites, não me deixou escolher: a honra não me permitiu ver por mais tempo em vergonhosa inércia a majestade real, ultrajada e feita ludíbrio dos facciosos, todas as classes da nação com diabólico estudo deprimidas, e todos nós o desprezo da Europa e do mundo, por um sofrimento que passaria a cobardia; e em lugar dos primitivos direitos nacionais que vos prometeram recobrar em 24 de Agosto de 1820, deram-vos a sua ruína, o rei reduzido a um mero fantasma; a magistratura diariamente despojada e ultrajada; a nobreza, à qual se agregaram sucessivamente os cidadãos beneméritos e à qual deveis vossa glória nas terras de África e nos mares da Ásia, reduzida ao abatimento, despojada do lustre que outrora obtivera do reconhecimento real; a religião e seus ministros objecto de mofa e escárnio.
Que é uma nação quando sofre ver-se assim aviltada? Eia, portugueses, uma mais longa prudência seria infâmia. Já os generosos transmontanos nos precederam na luta; vinde juntar-vos ao estandarte real que levo em minhas mãos; libertemos o rei e Sua Majestade livre dê uma Constituição a seus povos; fiemo-nos em seus paternais sentimentos; e ela será tão alheia do despotismo como da licença; assim reconciliará a nação consigo mesmo e com a Europa civilizada.
Acho-me no meio de valentes e briosos portugueses, decididos como eu a morrer ou a restituir Sua Majestade à sua liberdade e autoridade, e a todas as classes seus direitos. Não hesiteis, eclesiásticos e cidadãos de todas as classes, vinde auxiliar a causa da religião, da realeza e de vós todos: e juremos não tornar a beijar a real mão senão depois de Sua Majestade estar restituído à sua autoridade.
Não acrediteis que queremos restaurar o despotismo, operar reacções ou tomar vinganças; juremos pela religião e pela honra que só queremos a união de todos os portugueses e um total esquecimento das opiniões passadas.
S.M.F. El-Rei Dom Miguel
Publicada por Reaccionário em Acção Integral
Publicada por Real Associação Beira Litoral
sexta-feira, 7 de junho de 2013
SE DEUS QUISER!
Para a imprensa angolana, Dom Duarte de Bragança já é Rei de Portugal

Se entre-muros a república conhece dias de escárnio e ao Chefe de Estado já não são tributadas quaisquer provas de respeito, ao Chefe da Casa Real - cá como no mundo que fala português - são reconhecidas qualidades de representação do país. Angola recebe festivamente Dom Duarte de Bragança, demonstração clara que naquele país a tão propalada hostilidade a Portugal deve ser interpretada como desconfiança em relação aos titulares do regime. Dom Duarte é para os angolanos "o Rei de Portugal".
«28-05-2013 21:05 Kuando Kubango
Rei de Portugal destaca desenvolvimento da província Menongue.
Rei de Portugal destaca desenvolvimento da província Menongue.
- O rei de Portugal, Dom Duarte Bragança, destacou hoje, em Menongue, o franco desenvolvimento que a província do Kuando Kubango está a registar nos últimos tempos, mercê do desempenho do Executivo, para proporcionar, de forma contínua, o bem-estar socioeconómico da população.
Em declarações à imprensa, depois de um encontro de cortesia com o governador local, Higino Carneiro, Dom Duarte Bragança disse que em relação aos anos 80, o estado actual de desenvolvimento é “bastante” diferente.
Destacou a construção e reconstrução de infraestruturas sociais e disse ter ficado feliz com os projectos agrícolas que estão em implementação naquela região, visando o combate à fome e à pobreza, bem como os outros.
Avançou que a fundação Manuel IIº pode vir, no futuro, a cooperar com o governo do Kuando Kubango no sector agrícola.
Garantiu que pretende igualmente formar professores de ensino básico, pelo facto de a Fundação Manuel IIº cooperar com a Fundação Lwini, Fundação José Eduardo dos Santos (FESA), entre outras em Angola, uma cooperação que se estenderá
igualmente para o sector turístico.
No seu primeiro de visita, com fim previsto para sexta-feira, deslocou-se à residência do Rei de Menongue, Mwene Vunongue, onde recebeu informações das potencialidades socioeconómicas, bem como do governador do Kuando Kubango, Higino Carneiro.»
Após a atribuição da cidadania timorense e da recepção em grande estadão que lhe foi preparada há meses, aquando da sua visita ao Brasil, só nos ocorre uma velha obra publicada pela antiga Agência Geral do Ultramar e que tinha por título Navegação de Paz e Glória.
Miguel Castelo-Branco
Publicado: Real Associação do Médio Tejo
NO COMMENT VI
Toponímia humorística em
Lisboa («Avenida Miguel Relvas»)
A
Avenida da Liberdade passou esta manhã a ser a Avenida Miguel Relvas,
identificado como «herói da liberdade de expressão».
Os nomes das ruas da baixa lisboeta, como a Avenida da
Liberdade ou a Avenida Fontes Pereira de Melo foram alterados, ao que se sabe
para assinalar os dois anos das eleições legislativas que deram a vitória ao
PSD de Passos Coelho.
O nome do primeiro-ministro passou a identificar a
Praça dos Restauradores, o ministro da Economia substituiu Fontes Pereira de
Melo na toponímia lisboeta e a Rua da Betesga passou a chamar-se "Rua
Carlos Moedas", o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro.
O ministro das Finanças «ocupou» a Rua Augusta e
António Borges, o conselheiro responsável pelas privatizações, «foi visto» na
Rua do Ouro.
Os novos nomes foram retirados ao fim da manhã.
HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
O CASAMENTO DA INFANTA DONA LEONOR COM O IMPERADOR FREDERICO III
Casamento, em 1452, de D. Leonor, Infanta de Portugal, com Frederico III, Imperador da Alemanha
Quando hoje, pela Europa fora, se comentam os dictames da senhora Merkl e a hegemonia da desnacionalizada Alemanha sobre as nações do Velho Continente, não resistimos a transcrever alguns trechos de cartas enviadas por D. Lopo de Almeida, depois I Conde de Abrantes, ao nosso Rei D. Afonso V, por ocasião das cerimónias do casamento da Infanta, D. Leonor, irmã do Rei, com o Imperador da Alemanha, ocorridas, sucessivamente, em Sena, Roma e Nápoles.
A Infanta D. Leonor, tinha então 16 anos, sendo o seu noivo vinte anos mais velho.
Depois de descrever a recepção à Infanta, nos arredores de Sena, pelo irmão do Imperador, Arquiduque Alberto, e pelo seu sobrinho, Ladislau, Rei da Hungria e da Boémia, e às portas da cidade, pelo próprio Imperador, D. Lopo de Almeida, um dos membros da comitiva da Infanta, refere-se assim ao Imperador Frederico III:
Depois de descrever a recepção à Infanta, nos arredores de Sena, pelo irmão do Imperador, Arquiduque Alberto, e pelo seu sobrinho, Ladislau, Rei da Hungria e da Boémia, e às portas da cidade, pelo próprio Imperador, D. Lopo de Almeida, um dos membros da comitiva da Infanta, refere-se assim ao Imperador Frederico III:
“ Do Imperador vos não falo, porque o não vi em Florença, senão por peneira, nem tive tempo; mas agora vos digo Senhor que nunca cuidei de ver homem tão pouco estar em seus pés, que somente a dizer-lhe um homem, que se quer ir com sua m. (sic) lhe não dá resposta, senão que fale primeiro com três, ou quatro de conselho; juro-vos Senhor, que antes queria ser Rei de Castela, que ele muito escasso sem nenhuma comparação, e avarento, e vereis, que fez; ele queria comprar em Florença um Damasquim dobrado branco, que era de Cosme de Medicis, e mandou vir o brocado para o ver, e esteve regateando com os homens do dito Cosme grande pedaço, de guisa, que se não aviaram, e foram-se com o pano, a cabo de pedaço, mandou-lhe dizer o Imperador que aqueles seus homens, que estavam muito caros com aquele pano, que lhe rogava que lhes mandasse, que lhe fizessem dele bom preço, e o dito Cosme, que jazia doente, disse aos seus Feitores que bem sabia ele o mercado, que o Imperador queria dele, e mandou que lho levassem de graça, e ele que o tomou, e pesou-lhe ainda com ser pouco.
A nenhum destes vossos vassalos, que se expediram dele, não deu nem um só ducado, nem um pão, nem a mim com ele....” (Carta escrita em Sena, em 28 de Fevereiro de 1452)
De Nápoles, em 18 de Abri de 1452, D. Lopo de Almeida, volta a escrever a D. Afonso V.
De Nápoles, em 18 de Abri de 1452, D. Lopo de Almeida, volta a escrever a D. Afonso V.
“Senhor, daí a dois dias, ou três, determinou o Imperador de fazer cópula carnal de matrimónio com vossa Irmã. Este dia, acabadas as justas, foram cear, e acabada a ceia, vieram todos por vossa Irmã, e levaram-na a casa do Imperador, e dançaram em sua sala quase uma hora, e veio colação maior, que a de Fernão Cerveira, que com três patos dizia que se fartaria muito bem, e lançar-se-ia na cama, o Imperador partiu-se da dança, antes da colação, e foi-se à sua câmara, e acabada a dita colação, levou El-Rei a dita Senhora àquela mesma câmara com poucos, salvo mulheres, e acharam-no já lançado, vestido entre os lençois, e tomaram vossa Irmã, e lançaram-na na cama com ele também vestida, e cobriram-lhe as cabeças, e beijaram-se, e feito isto, levantaram-se e tornou-se a dita Senhora à sua câmara, e ficou o dito Senhor na sua, e isto foi assim feito à usança da Alemanha, porque assim foi acordado com El-Rei de se fazer.
Vossa Irmã estava em sua câmara este serão, esperando que o Imperador fosse lá, e ele mandou por ela dois condes, que se fosse à câmara dele, e ela não quis, e passaram sobre isto muitas embaixadas por cinco, ou seis vezes, segundo me disseram até que ele veio por ela em pessoa, e disse-lhe que lhe prazia que ela fosse folgar com ele à sua cama por essa noite, e levou-a pela mão, e tanto que entrou, lançaram-na na cama em camisa, e ele com ela, o que passaram de noite, não o sei, mas suspeito-o e vós Senhor o deveis entender, assim que Senhor a consumação do matrimónio do Imperador com vossa Irmã, foi à noite de antes o Domingo de Pascoela..”
Três anos depois deste casamento, nasceria o primeiro filho, que sobreviveu poucos meses.
Três anos depois deste casamento, nasceria o primeiro filho, que sobreviveu poucos meses.
Sete anos mais tarde, nasceu o segundo filho, o futuro Imperador Maximiliano I, pai de Filipe I, o Belo, Rei de Espanha, e avô do Imperador Carlos V.
in Provas da História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Tomo I, Livro III. nº 54
in Provas da História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Tomo I, Livro III. nº 54
Leonor de Portugal, Sacra Imperatriz Romana
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Leonor de Portugal (em Português antigo Lyanor ou Lianor) (Torres Vedras, 18 de Setembro de 1434 - Wiener Neustadt, 3 de Setembro de 1467) foi uma infanta portuguesa da Dinastia de Aviz, filha do rei Duarte de Portugal e da sua esposa Leonor de Aragão. Quando o seu pai morreu em 1438, a infanta com apenas quatro anos é confiada à regência, primeiro de sua mãe e depois de seu tio o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra. Foi criada juntamente com suas irmãs D. Catarina e D. Joana em Lisboa.
Graças à projecção internacional de Portugal a partir de Quatrocentos devido aos Descobrimentos e às riquezas daí resultantes, Dona Leonor é considerada para esposa do Delfim de França, Luís de Valois e do Imperador Frederico III. As negociações deste último projecto revelam-se frutíferas e os esponsais celebram-se em 1451. Dona Leonor parte para Itália para se reunir ao marido, sendo ambos coroados pelo Papa Nicolau V na Basílica de São Pedro, em Roma, a 16 de Março de 1452. Foi a última Imperatriz do Sacro-Império Romano-Germânico a ser coroada em Roma pelo Sumo Pontífice.
Do enlace entre as Dinastias de Aviz e de Habsburgo nasceram cinco filhos, dos quais dois sobreviveram: Maximiliano I da Germânia, que sucedeu a seu pai e Cunegunda da Áustria (1465-1520), que se casaria com Alberto IV Duque da Baviera. De Dona Leonor descende toda a linhagem da Casa de Áustria; entre os seus bisnetos contam-se o Imperador Carlos V, Senhor do Mundo, que iniciou o ramo espanhol da Casa de Áustria que viria a reinar em Portugal, e o Imperador Fernando I, que deu origem ao ramo austríaco da dinastia de Habsburgo.
Graças à projecção internacional de Portugal a partir de Quatrocentos devido aos Descobrimentos e às riquezas daí resultantes, Dona Leonor é considerada para esposa do Delfim de França, Luís de Valois e do Imperador Frederico III. As negociações deste último projecto revelam-se frutíferas e os esponsais celebram-se em 1451. Dona Leonor parte para Itália para se reunir ao marido, sendo ambos coroados pelo Papa Nicolau V na Basílica de São Pedro, em Roma, a 16 de Março de 1452. Foi a última Imperatriz do Sacro-Império Romano-Germânico a ser coroada em Roma pelo Sumo Pontífice.
Do enlace entre as Dinastias de Aviz e de Habsburgo nasceram cinco filhos, dos quais dois sobreviveram: Maximiliano I da Germânia, que sucedeu a seu pai e Cunegunda da Áustria (1465-1520), que se casaria com Alberto IV Duque da Baviera. De Dona Leonor descende toda a linhagem da Casa de Áustria; entre os seus bisnetos contam-se o Imperador Carlos V, Senhor do Mundo, que iniciou o ramo espanhol da Casa de Áustria que viria a reinar em Portugal, e o Imperador Fernando I, que deu origem ao ramo austríaco da dinastia de Habsburgo.
Fonte: Real Associação da Beira Litoral
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