segunda-feira, 18 de junho de 2018

Portugalidade - Um ideal de todos

Foto de Nova Portugalidade.


Dia 29, todos ao Porto

A Portugalidade é transversal. Como civilização dos 300 milhões de homens e mulheres de cultura lusíada, ela é de todos: de esquerda ou de direita, conservadores, socialistas ou liberais, monárquicos ou republicanos, todos podem - e todos devem - nela reconhecer-se. A NP convida para debaterem a Portugalidade Raul Almeida, ex-deputado do CDS à Assembleia da República, e Ricardo Lima, presidente do Instituto Mises Portugal e destacado blogger n'O Insurgente. Estão todos convidados.


DEUS - PÁTRIA - REI


Contra Factos, Não Há Argumentos!


Foto de Plataforma de Cidadania Monárquica.

Nas últimas eleições gerais realizadas em Portugal durante a Monarquia Constitucional, a 46ª eleição geral, 37ª eleição da 3ª vigência da Carta que se realizou a 28 de Agosto de 1910, recorde-se que os partidos monárquicos obtiveram 91% dos votos expressos e os republicanos 9%. De facto, longe de ser um partido engrandecido pelos militantes e agregador de uma vasta multidão de simpatizantes, o Partido Republicano Português era um grémio ou se preferirem um redil com uma pequena chusma de simpatizantes, isto é, não passavam de republicanos sem público! A essa parca abrangência popular juntava-se a falta de organização e a incompetência do seu directório, ele próprio enredado em lutas intestinas.

O PRP não era um partido que arrastava multidões, como quer fazer crer a negação histórica de quem conta a sua historieta. Assim, pode, constatar-se pelos resultados das Eleições Gerais realizadas no Reino de Portugal entre 1878 e 1910 que o Partido Republicano Português não passava da insipiência, e que a sua pequena franja de admiradores se concentrava sobretudo nas zonas urbanas de Lisboa e Porto:

.13 de Outubro 1878 - 148 deputados monárquicos e 1 deputado republicano
.19 de Outubro 1879 – 137 deputados monárquicos e 1 deputado republicano
.21 de agosto1881 - 148 deputados monárquicos e 1 deputado republicano
.29 de Junho 1884 - 167 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos
.6 de Março 1887 - 157 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos
.20 de Outubro 1889 - 157 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos
.30 de Março 1890 - 148 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos
.23 de Outubro 1892 – 119 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos
.15 e 30 de Abril 1894 – 167 deputados monárquicos e 2 deputados republicanos
.17 de novembro1895 - 141 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.02 de Maio 1897 - 141 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.26 de Novembro 1899 - 142 deputados monárquicos e 3 deputados republicanos
.25 de Novembro 1900 - 145 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.6 de Outubro 1901 – 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.26 de Junho 1904 - 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.29 de Abril 1906 – 157 deputados monárquicos e 0 deputados republicanos
.5 de Abril 1908 - 148 deputados monárquicos e 7 deputados republicanos
.28 de Agosto 1910 - 139 deputados monárquicos e 14 deputados republicanos
Miguel Villas-Boas

quinta-feira, 14 de junho de 2018

OH, PORTUGAL - IN 4K - Basti Hansen - Stock Footage - Canon 70D + Glidecam

Sim, também os mouros se convertiam à religião dos portugueses

Foto de Miguel Castelo Branco.

No emaranhado de crenças que obscurecem o conhecimento das relações entre o mundo islâmico e o mundo cristão, avulta aquela que nos pretende fazer crer que havia portugueses que se convertiam ao Islão, vulgarmente chamados de renegados (ou arrenegados). Havia arrenegados, pois, mas esquece-se amiúde que havia conversões em sentido contrário, ou seja, de muçulmanos que expostos à cultura e usanças portuguesas exprimiam vontade em conhecer a doutrina cristã e a ela se converterem.

Tais mouros, sobretudo norte-africanos e, com mais precisão, marroquinos, começaram a aderir à religião dos portugueses por alturas das primeiras conquistas de praças no norte de Marrocos, no século XV, mas nos séculos que se seguiram, o seu número aumentou, exigindo-se das autoridades eclesiásticas portuguesas especial acompanhamento de tais conversos.

Ali para os lados de S. Roque, entrando pelo Bairro Alto, chega-se à Rua dos Calafates. A cerca de trinta metros da esquina da Travessa da Queimada, situa-se o Colégio Real dos Catecúmenos, fundado em 1579 por ordem do Cardeal Rei Dom Henrique e destinado a mouros aliados de Portugal e que haviam participado na Jornada de África nas hostes de Dom Sebastião na malograda batalha de Alcácer Quibir. Inicialmente destinado a catorze mouros, a instituição foi acolhendo levas de novos refugiados que iam chegando a Lisboa e manifestavam vontade de se familiarizarem com a doutrina católica. Esse constante movimento prolongou-se pelos séculos XVII e XVIII e exigia dos pretendentes a conversos que aprendessem a língua portuguesa e alguns rudimentos de latim antes de iniciarem a frequência da catequese, processo lento de aprendizagem que só terminava quando os catequistas confirmavam a plena aptidão dos seus alunos para conscientemente receberem o baptismo.

No dia da cerimónia de conversão pública, realizava-se uma procissão que atravessava solenemente as ruas da capital. Os neófitos faziam-se acompanhar dos seus padrinhos de baptismo, habitualmente grandes do Reino que a partir desse momento os acolheriam como membros das suas famílias, tratando-os como se filhos seus fossem. Posto tratarem-se de jovens adultos no pleno das suas faculdades, os conversos escolhiam um nome de baptismo, a que juntavam o nome da família de adopção, eram baptizados e recebiam a comunhão.

Ainda hoje, volvidos quase quinhentos anos, remanesce o edifício desse Colégio dos Catecúmenos, felizmente poupado aos estragos e intolerâncias do século XIX. Encimado pelas armas reais portuguesas, o pórtico lembra aos viandantes: "Este Colégio ordenou Sua Majestade para nele serem instruídos os catecúmenos que se convertem à nossa Santa Fé Católica".


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Uma profecia de São João Paulo II

A Igreja do terceiro milénio tem o dever de conter esta nova invasão muçulmana. Não com as armas, mas com a fé vivida integralmente.


Quando o jovem sacerdote Karol Wojtyla foi chamado à nunciatura, para que lhe fosse comunicada a sua nomeação episcopal, fez uma pergunta inédita ao núncio:
– Um bispo pode fazer esqui?
O representante diplomático do Papa ficou surpreendido com a questão, que nunca até então lhe tinha sido feita por nenhum outro candidato ao episcopado. Mas não lhe faltou presença de espírito quando respondeu ao futuro São João Paulo II:
– É a primeira vez que alguém me faz esta pergunta, mas uma coisa posso-lhe assegurar: um bispo não pode fazer mal esqui!
A verdade é que Karol Wojtyla veio a ser um óptimo bispo esquiador, um excelente cardeal esquiador e, até, um santo papa esquiador!
Eleito vigário de Cristo com 58 anos e uma óptima saúde, João Paulo II procurava, quando as suas obrigações lho permitiam, fazer uma escapadela para praticar esqui numa estância não muito longe de Roma, perto de Áquila. Para o efeito, costumava pernoitar na sede de verão do seminário internacional da prelatura do Opus Dei, que era posta à sua disposição para esse efeito. Aí, sem outras presenças que não fossem os membros da sua reduzida comitiva, bem como o pessoal que assegurava o serviço doméstico e cuja descrição era absoluta, João Paulo II podia descansar e esquiar à vontade, sem ser importunado pelos ‘paparazzi’, nem pelo fervor dos fiéis.
Um jovem economista italiano, Mauro Longhi, também esquiador, acompanhou São João Paulo II nessas excursões, que aconteceram quatro ou cinco vezes por ano, de 1985 até 1995. Mais tarde, foi ordenado sacerdote e nomeado membro da congregação vaticana para o clero. Actualmente exerce o ministério sacerdotal no norte de Itália.
Foi a propósito da última festa litúrgica de São João Paulo II que Monsenhor Longhi proferiu uma conferência sobre Karol Wojtyla, no ‘Eremo dei Santi Pietro e Paolo’, em Bienno, no norte de Itália. Nessa ocasião, revelou uma surpreendente profecia de São João Paulo II, que lhe foi referida pelo próprio, durante uma pausa de uma dessas excursões: “Vejo a Igreja do terceiro milénio afligida para uma praga mortal. Chama-se Islão. Invadirão a Europa”.
Esta impressionante confidência do Papa que veio do Leste teve lugar em Março de 1993, quando nada fazia ainda prever a avalanche de muçulmanos que, entretanto, entraram na Europa, tendo já uma presença dominante em muitas cidades e regiões do Ocidente. Não é por acaso que Maomé foi, entre os recém-nascidos em Bruxelas, o nome masculino mais vezes registado no ano transacto.
Ainda a propósito desta visão, Mons. Longhi disse que, nessa ocasião, o último Papa a ser canonizado, afirmou: “Invadirão a Europa, a Europa será arruinada, uma sombra do que foi outrora. Vocês, Igreja do terceiro milénio, têm o dever de conter esta invasão. Mas não com as armas, que não serão suficientes, mas com a fé vivida integralmente.”
Não é novidade para ninguém que São João Paulo II era um místico. Desde jovem sacerdote, foi protagonista de fenómenos extraordinários, que eram apenas do conhecimento de poucas pessoas. Uma delas era um seu compatriota e grande amigo, o cardeal Andrzej Maria Deskur que, em conversa com Mons. Longhi, disse que São João Paulo II falava com Jesus e via também o rosto de sua Mãe, Maria. Segundo a mesma fonte, essa graça foi-lhe concedida na sua primeira Missa, no dia 2 de Novembro de 1946, quando o recém-ordenado Padre Karol Wojtyla celebrou a Eucaristia, em sufrágio pela alma de seu pai, na cripta de São Leonardo, na catedral de Wawel, em Cracóvia, a diocese de que era arcebispo e cardeal quando foi eleito bispo de Roma.
Mons. Longhi também foi testemunha de algumas graças especiais concedidas a São João Paulo II, durante as suas breves estadias na modesta casa em que se alojava sempre que ia esquiar: às vezes ficava, “ajoelhado, horas a fio, num desconfortável banco de madeira, em frente ao sacrário” da capela. Nalguma ocasião, Longhi surpreendeu-o de noite, falando em voz alta com Jesus e com Nossa Senhora.
São João Paulo II, não obstante o seu inicial vigor físico, perdeu depois muitas das suas faculdades motoras, embora tenha mantido até ao fim uma extraordinária lucidez. Numa ocasião em que a sua mão tremia – era já um sintoma da doença de Parkinson – disse, resignado:
– Meu caro Mauro, é a velhice!
Longhi, tirando importância à tremura, quis ser simpático com João Paulo II:
– Não, Santo Padre! Vossa Santidade ainda é jovem!
Wojtyla era muito realista e não gostava de ser adulado e, por isso, retorquiu:
– Não é verdade! Se digo que estou velho é porque estou velho!
O Papa Wojtyla era um lutador e um resistente, que fez frente à ditadura comunista no seu país. Foi também o principal artífice da pacífica libertação dos países de Leste, mas não era, de modo nenhum, partidário de guerras santas, nem muito menos de uma nova cruzada contra o Islão. Foi, precisamente, São João Paulo II quem teve a iniciativa de reunir, em Assis, os representantes de todas as religiões, muçulmanos incluídos, para os comprometer com a causa da paz.
São João Paulo II é também o Papa do terceiro segredo de Fátima, que nele se cumpriu, tal como, muitos anos antes, tinha sido dito aos três videntes. Em 1917, Nossa Senhora disse também que “em Portugal, conservar-se-á sempre o dogma da fé”. Se Maria o disse como algo excepcional, que apenas acontecerá no nosso país, é porque no resto da Europa não será assim. Estaria a ‘Senhora mais brilhante do que o Sol’ a aludir à profecia de São João Paulo II, em relação aos outros países europeus?! A história, a seu tempo, o dirá.
Fonte: Observador
DEUS - PÁTRIA - REI

domingo, 10 de junho de 2018

10 DE JUNHO - O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Foto de Antonio Saldanha de Sousa.

Celebra a data de 10 de Junho de 1580, data da morte de Camões, sendo também este o dia dedicado ao Anjo Custódio de Portugal. Este é também o dia da Língua Portuguesa, do cidadão nacional e das Forças Armadas.


Durante o Estado Novo, de 1933 a 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou as portuguesas e portugueses.



Dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal: A pedido do rei D. Manuel I de Portugal, o papa Júlio II instituiu em 1504 a festa do «Anjo Custódio do Reino» cujo culto já seria antigo em Portugal. O pedido terá sido feito ao papa Leão X e este autorizou a sua realização no terceiro Domingo de Julho. A sua devoção quase desapareceu depois do séc. XVII, mas seria restaurada mais tarde, em 1952, quando mandada inserir no Calendário Litúrgico português pelo papa Pio XII, para comemorar o Dia de Portugal no 10 de Junho. 



Terá surgido pela primeira vez na Batalha de Ourique, e a sua devoção deu uma tal vitória às forças de D. Afonso Henriques sobre os invasores muçulmanos que lhe deu a oportunidade de autoproclamar-se rei de Portugal.



O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, é comemorado um pouco por todo o mundo. Sendo Portugal um país que já foi dono de colónias nos 5 continentes, este dia é então comemorado pelos milhões de luso-descendentes espalhados pelo mundo e também pelos cerca de 5 milhões de emigrantes portugueses que vivem fora de Portugal.

Foto de José Paulo Amaral Rocha de Oliveira.