quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VALHA-NOS DOM DINIS

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No momento em que Portugal bate recordes pelo número de incêndios deflagrados, mortes e área ardida, o ministro da Agricultura disse que "o Governo fez a maior revolução que a floresta conheceu, desde os tempos de D. Dinis". Consta que Capoulas Santos, primoroso republicano, não se pronunciou assim à conta do Pinhal de Leiria, que valeu ao monarca o cognome de Rei Lavrador. Ter-se-á inspirado na faceta do Rei Poeta, desta forma também chamado pelos dotes de trovador, versado que foi nas Cantigas de Amigo e sátira. Outra coisa não se compreenderia.
O que está a acontecer nas florestas portuguesas é trágico. Mas na matéria, convenhamos, temos um dos governos mais impreparados desde o 25 de Abril.
Capoulas Santos vangloriou-se pela aprovação de "10 dos 12 diplomas sobre a floresta", num conjunto de medidas "contra lóbis, comentadores e cientistas". Significa que numa área eminentemente técnica, se permite repudiar e depreciar o contributo que só a comunidade científica, que detém o conhecimento, pode dar. É assustador. Pior, orgulha-se do facto. De qualquer modo, não disfarça que a estratégia do Governo, que agora explica muito do fracasso, tenha sido por si assumida há exactamente um ano, em entrevista ao "Expresso". Disse assim: "Não há prevenção possível perante um tão elevado número de ignições, que só podem ter origem criminosa ou negligente, daí que a maior parte do orçamento esteja alocado ao combate e não à prevenção".
Significa, como confessado, que o Governo rejeitou o adágio popular que ensina que "no prevenir é que está o ganho". Ficou-se essencialmente pelo combate. Alterou lideranças na Protecção Civil e nomeou pessoas contra pareceres. Manteve no chão helicópteros Kamov, obsoletos, que num outro Governo António Costa quis comprar. E lida com as falhas no SIRESP, que nesse mesmo Governo quis negociar.
Igualmente grave, o Governo tem metido na gaveta milhares de projectos fundamentais à limpeza capaz da floresta e ao bom ordenamento do território. Dos milhões de euros do PDR 2020, disponibilizados por Bruxelas para o sector, apenas 11,86% do montante foi utilizado. Não tem perdão.
Esta semana, o Colégio de São Fiel, construído na serra da Gardunha, prestigiado pela história e notável no património, acaba de sucumbir às chamas, nas mãos do Estado que tinha a obrigação da sua salvaguarda, depois do definhamento imposto após a ocupação decidida durante a I República. O que seria, se o Governo não tivesse feito a maior revolução que a floresta conheceu, desde os tempos de D. Dinis.
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NUNO MELO
DEPUTADO EUROPEU
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JANTAR "MONÁRQUICOS EM FÉRIAS" 2017, DIA 26 DE AGOSTO EM CAMINHA


Estimados Associados e Simpatizantes da Real Associação de Viana do Castelo

A pedido do nosso associado e membro da Direcção da RAVC, António da Rocha Páris, informamos que no dia 26 de Agosto às 20h30m, no Restaurante Remo em Caminha, terá lugar o tradicional Jantar "Monárquicos em Férias", que este nosso correlegionário vem organizando ao longo destes últimos anos.

Neste sentido convidamos os nossos associados e simpatizantes a participarem neste evento, para o que deverão contactar o organizador até ao próximo dia 24 de Agosto para o telemóvel número 968 010 777.

O preço do jantar deverá rondar os 18,00€ por pessoa e da ementa consta o bacalhau com broa.

Em anexo segue cartaz do evento.

Saudações monárquicas e continuação de boas férias

José Aníbal Marinho

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

- AVE MARIA DI SCHUBERT - MARIA CALLAS -

Assunção da Virgem Maria

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Hoje, solenemente, celebramos o facto ocorrido na vida de Maria 
de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade 
doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. 
Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a 
sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta 
em corpo e alma à glória celestial.”
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para 
o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até 
que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto 
significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada 
glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados 
em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha 
sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza 
de Belém, o desterro do Egipto, a perda prematura do Filho, a 
separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e 
perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho 
e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de 
Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como 
motivo de sua morte.
É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima 
Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 
60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, 
localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu 
Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha 
descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos.
Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado 
o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente 
foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da 
glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude 
e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu 
como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a 
Mãe de Deus.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova