sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Horizontes da Memória - O Paço do Conde (Ourém) - 2002

V. N. Cerveira Portugal Dji Phantom 4

LANÇAMENTO DO LIVRO "PORQUE SOU MONÁRQUICO" DE GONÇALO RIBEIRO TELLES


A Real Associação de Lisboa, através da sua recém criada chancela Razões Reais, tem o prazer de anunciar que está a preparar o lançamento do livro “Porque sou Monárquico” do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, uma antologia de textos políticos até agora dispersos, compilada por Vasco Rosa.

A cerimónia terá lugar no Centro Nacional de Cultura no próximo dia 4 de Outubro, quarta‑feira, pelas 18:30 com entrada pela Rua António Maria Cardoso nº 68 – 1º.

Esta iniciativa editorial é uma homenagem ao prestigiado homem de pensamento e doutrinador monárquico e contará com as intervenções do Doutor Guilherme d’Oliveira Martins e do Arquitecto Fernando Santos Pessoa seu biógrafo e colaborador.

Contamos com a presença dos nossos associados e amigos.

Dada a limitação de lugares na sala agradecemos o favor da sua reserva através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 21 342 81 15 ou presencialmente na nossa Sede nos horários habituais.

Com os nossos melhores cumprimentos,



A DirecçãoReal Associação de Lisboa
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Real Associação de Lisboa

DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA, PRÍNCIPE DE PORTUGAL

Foto de Associação dos Autarcas Monárquicos.

“Hoje a dívida externa portuguesa é de 130, 140 por cento do produto interno bruto, quer dizer que o país está falido. Está falido porque deram o dinheiro em excessivo e gastaram com esta gente que não soube fazer as contas, não percebeu ou não quis perceber que gastar o que não se tem em iniciativas que não produzem riqueza, (…) que com este dinheiro nós não vamos aumentar a nossa produção de riqueza. Para aumentar a nossa produção de riqueza devia ter investido em facilitar as estruturas de apoio à iniciativa privada e diminuir os custos da administração pública. 

Não faz sentido que uma percentagem elevadíssima dos nossos impostos seja gasta para sustentar uma administração pública que é pouco rentável.”


Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e príncipe de Portugal, esteve à conversa com a NO Revista este mês de Agosto, após mais uma visita ao arquipélago açoriano. A NO Revista de Setembro conta com uma entrevista exclusiva ao Duque de Bragança em que debateu a situação social e económica actual do país e da Região.

Fonte: NO Revista de Setembro.

Feira Medieval em Asseiceira, Tomar

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Real Associação da Beira Litoral: ÚLTIMO DIA PARA INSCRIÇÕES NAS JORNADAS DO PATRIMÓ...

Real Associação da Beira Litoral: ÚLTIMO DIA PARA INSCRIÇÕES NAS JORNADAS DO PATRIMÓ...: Em Setembro a JMP Porto associa-se à celebração das Jornadas Europeias do Património, este ano dedicadas à relação entre «Património e ...

CARTA A UM JOVEM AMIGO SOBRE A LIBERDADE E O REI

João Mattos e Silva


Caro Amigo,

Não nasci numa família tradicionalmente monárquica; não tive uma formação política monárquica; li na biblioteca da casa dos meus pais tanto as biografias dos Reis D. Carlos e D. Manuel II, de Rocha Martins, como a História da República, de Lopes de Oliveira; sabia que o meu pai era um republicano que fora monárquico na sua juventude e que a minha mãe era simpatizante monárquica, apesar do meu avô ter sido um republicano idealista que se desiludiu cedo com o regime. A verdadeira formação política que tive foi para a liberdade e foi usando dessa liberdade, que me foi inculcada desde criança, que cinquenta anos após a implantação da república me fiz monárquico e aderi à Causa Monárquica, como afirmação dessa liberdade.

Fiz um percurso de militância, prossegui um percurso de reforço da formação política com os doutrinadores integralistas, mas fui sempre questionando as suas proposições quanto à liberdade: apesar de ter sido com eles que aprendi que Nos liberi sumus, Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt (Nós somos livres, nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram).

O contacto com monárquicos que não se reviam na doutrina integralista, a leitura de autores, portugueses e estrangeiros, que defendiam o liberalismo monárquico, a aprendizagem da História do século XIX, levou-me a outras conclusões e a outras escolhas. Mas sempre me marcou esse “grito de Almacave”: Nós somos livres e o nosso Rei é livre.

Olhando estes cem anos, o que continuo a ver, a par de outros erros, é a falta de liberdade que tem perpassado pela sua história: a repressão contra os monárquicos e os católicos; a repressão da imprensa adversa do poder constituído em cada momento; o assassínio político; as revoluções como forma de alternância política na I República; a censura, a prisão, a tortura de oposicionistas ao regime na II República; as tentativas de controlar a imprensa e as vozes públicas discordantes e incomodativas para o Poder nesta III República, onde, apesar disso, a liberdade existe e muitos dos excessos das anteriores foram banidos, vivendo-se numa Democracia, embora imperfeita e a necessitar de ser reformada em nome das liberdades dos cidadãos, asfixiados pela partidocracia e pela plutocracia. Comum a todas as repúblicas, vejo também a falta de liberdade dos Presidentes, eleitos por sufrágio directo com o apoio de um ou mais partidos, ou escolhidos pelos directórios partidários e eleitos por maioria por colégios eleitorais, mas todos reféns de uma ideologia e de formações políticas a que estão ligados, representantes de uma facção e não de todos os cidadãos do país, parte da luta pelo Poder de uns contra os outros, presos a compromissos políticos e económicos assumidos no apoio às suas candidaturas.

Estou certo, caro amigo, que porque nasceste já num regime Democrático, nunca pensaste que no topo do edifício político do Estado, que há trinta e cinco anos foi erguido sob a bandeira da liberdade, está alguém que o representa e chefia que não é livre. E o Chefe do Estado tem de ser livre, como gerador e garantia da nossa liberdade.

Por isso, e em nome dela, te convido a fazer a escolha da liberdade ao querer e lutar pelo regresso do Rei, livre de todas as pressões políticas e económicas, de todas as ideologias, acima das facções, comprometido apenas com a nação que fomos, somos e seremos. Para que também tu possas dizer, como eu, “Nós somos livres, o nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram”.

Um abraço amigo.

João Mattos e Silva, in Diário Digital (19-Jul-2010).

Texto recuperado do blog da Real Associação de Lisboa.



DEUS - PÁTRIA - REI: Descanse em Paz, amigo João...

DEUS - PÁTRIA - REI: Descanse em Paz, amigo João...: Fazemos nossas as palavras do Presidente da Real Associação de Lisboa , João Távora: Foi com enorme consternação que ontem dia 17...

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Não há Europa sem Portugal


Foto de Nova Portugalidade.

Na longa alocução que hoje proferiu perante o Parlamento Europeu, Jean-Claude Juncker cometeu uma grave imprecisão, talvez involuntária, talvez intencional, a respeito do balizamento geográfico da Europa, afirmando estender-se esta de Vigo a Varna, da Espanha à Bulgária. Os líderes não eleitos da UE não são os representantes da Europa, pelo que a União Europeia não deve ser confundida com a Europa.
A Europa é múltipla, como sempre foi, pelo que é um erro confundi-la com esse ente regulamentador, unidimensional, seco de cultura, sem memória e sem história, desdenhoso das várias Europas de sempre, entregue a ficções autoritárias, a burocratas iletrados e a gente que nunca pôs os pés numa biblioteca ou num museu, que não sabe nem quer saber, exprime o nadir do embotamento e da ignorância. Ou seja, a UE chega, até, ser a negação da Europa.
Excluir Portugal da Europa é, afinal, o anúncio do fim da civilização que esta construiu e a recusa em aceitar o papel pioneiro de Portugal no alargamento e planetarização da nossa civilização.
A chamada União Europeia não é uma fatalidade nem o fim de Portugal. Fora ou dentro da Europa, poderemos reunir mil e uma alternativas no quadro do interesse nacional e sem jamais afrontar a unidade de destino inscrita na história desta comunidade deste o momento da sua criação, há quase novecentos anos. Portugal é, com a Dinamarca, o mais antigo Estado europeu. Tirar Portugal do mapa da União Europeia poderá, afinal, ser bem mais lesivo para a UE que para Portugal. Tirar à Europa o grande Oceano e amputá-la da gesta portuguesa será reduzir o continente a um cabo da Eurásia.
Nova Portugalidade

NÃO, PORTUGAL NÃO QUER SER ESPANHOL; PORTUGAL É ORGULHOSAMENTE PORTUGUÊS

 
I. De acordo com uma sondagem realizada pelo espanhol "Real Instituto Elcano", desejariam uma "união política" com a Espanha uns 78% dos portugueses. O "estudo" é anunciado a poucos dias do referendo sobre a independência da Catalunha e, como parece evidente, é à Catalunha que se dirige. O argumento aparente é que a secessão daquela região espanhola é tanto mais descabida quanto a liberdade nacional seria, quatrocentos anos sobre a Restauração de 1640, um fardo indesejado para os portugueses.
 
II. A Nova Portugalidade condena o "estudo", cuja pergunta é lesiva da honra nacional e o suposto resultado denunciado como falso pelo coração de todos os portugueses. Herdeiros de uma nação quatrocentos anos mais antiga que a Espanha, os portugueses pegaram repetidamente em armas em defesa da sua liberdade colectiva. Não podem, pois, deixar de sentir-se ofendidos quando organização estrangeira, prosseguindo propósitos em tudo alheios a Portugal, põe em questão liberdade que levou tanto sangue e tantos séculos a conquistar. Como sempre ao longo da sua longa História, os portugueses prezam a independência nacional acima de todas as outras coisas, e por nada a sacrificariam.
 
III. Fazer do falseamento da vontade pública portuguesa uma arma na política interna de Espanha - e, no caso, na questão catalã - é a todos os títulos intolerável. Contando o dito "Real Instituto" com SM o Rei de Espanha como seu presidente de honra e com figuras como José Maria Aznar e José Luís Rodríguez Zapatero como dirigentes destacados, exige a honra portuguesa que o governo faça chegar protesto firme a Madrid por acção que só pode ser caracterizada como pouco amigável, se não mesmo hostil.
 
Os povos da Ibéria são irmãos e genuinamente amigos. Julgamos falar por maioria larga dos portugueses quando afirmamos que, sobre o problema catalão, tudo o que Portugal deseja é que este se resolva da melhor maneira, seja ela qual for a eleita pela Catalunha e restante Reino de Espanha. O que não podemos tolerar é que o bom nome de Portugal fique manchado em querela que lhe não diz respeito e por instituição de país a que os portugueses não dirigem mais que amizade. A instrumentalização de Portugal e a falsificação da vontade nacional só podem, pelo contrário, causar indignação legítima e perigar os laços profundos que unem os povos ibéricos.
 
A Nova Portugalidade
 


Real Associação da Beira Litoral: A CIDADE DE AVEIRO EM MEADOS DO SÉCULO XVIII (E AN...

Real Associação da Beira Litoral: A CIDADE DE AVEIRO EM MEADOS DO SÉCULO XVIII (E AN...: AMPLIAR Aveiro teve muralhas durante cerca de 4 séculos (início do século XV – início do séc. XIX) Especialidade dos políti...

domingo, 17 de setembro de 2017

Real Associação da Beira Litoral: MORREU UM GRANDE MONÁRQUICO: JOÃO MATTOS E SILVA, ...

Real Associação da Beira Litoral: MORREU UM GRANDE MONÁRQUICO: JOÃO MATTOS E SILVA, ...: Morre Um dos nossos primeiros Hoje (16/09), consternadamente, soubemos da morte do João Mattos e Silva. Foi, entre tantas coisas b...

A IMPORTÂNCIA E O PATRIMÓNIO ESPIRITUAL DA PORTUGALIDADE




Publicidade enganosa


As empresas, na sua publicidade, têm que ser verdadeiras e respeitadoras da cultura nacional, em todos os seus valores, também os religiosos.
Uma cadeia de supermercados alemã, para evitar o “uso de símbolos religiosos”, decidiu suprimir, na sua publicidade, as cruzes de duas cúpulas de uma igreja ortodoxa da paradisíaca ilha grega de Santorini. Em esclarecimento posterior, pelo seu porta-voz na Bélgica, a empresa, que comercializa iogurtes e outros produtos helénicos, afirmou: “Evitamos o uso de símbolos religiosos, porque não queremos excluir nenhuma crença religiosa. Somos uma empresa que respeita a diversidade, daí o design dessas embalagens”. Caso para dizer: pior a emenda do que o soneto.
As reacções, como era de supor, não se fizeram esperar, a começar pela declaração indignada de um arcebispo grego ortodoxo, que vive no Reino Unido e que exigiu a reposição das cruzes retiradas através de Photoshop: “Eles ofenderam todos os cristãos, não apenas os gregos, embora a igreja seja grega. Espero que muitos mais se manifestem contra esta estúpida decisão”. Escusado será dizer que, nas redes sociais, a empresa foi alvo dos mais mortíferos comentários porque, como é sabido, o ridículo mata.
Que me desculpe o reverendíssimo metropolita helénico, mas concordo com a dita cadeia de supermercados quando afirma que é seu princípio não usar “símbolos religiosos” na sua publicidade, embora também lamente a incoerência de utilizarem uma igreja ortodoxa no referido anúncio. Sem ofensa do princípio da liberdade criativa e de expressão que a todos assiste, há limites éticos a respeitar na publicidade: não é legítimo utilizar crianças, sem o consentimento expresso de seus pais ou tutores; não se deve expor a fotografia de um adulto, sem a sua expressa autorização; não são admissíveis imagens chocantes, ou indecentes; etc.
Também não se devem utilizar figuras públicas, ou seja, personagens cuja carga institucional ou simbólica deva ser respeitada. Com efeito, recorrer à figura do Sumo Pontífice para publicitar um sumo, como já aconteceu, é, pelo menos, muito deselegante. Também seria ofensivo usar uma imagem do Dalai Lama, com um braço ao léu, para promover um desodorizante; ou o nosso sorridente chefe de Estado, como publicidade de um qualquer dentífrico … Outra coisa, muito diferente, é que alguma personalidade pública – um atleta, um artista, etc. – aceite, gratuitamente ou não, promover publicitariamente alguma causa ou produto comercial.
É uma contradição usar uma fotografia de uma igreja ortodoxa e, ao mesmo tempo, afirmar que não se pretende fazer “uso de símbolos religiosos” pois, salvo melhor opinião, um templo cristão é isso mesmo, um símbolo religioso por excelência! Usar uma fotografia de duas cúpulas ortodoxas é recorrer à simbologia religiosa, mesmo que se retirem as respectivas cruzes, como é óbvio.
Mais caricato foi ainda dizer que não queriam “excluir nenhuma crença religiosa. Somos uma empresa que respeita a diversidade”. Não querer “excluir nenhuma crença” significa que, doravante, vão incluir referências a todas as religiões na publicidade que fizerem?! Por exemplo, no Natal, para além das tradicionais figuras judaico-cristãs, também vão representar no presépio o Buda, ao lado de Maomé?! E, para satisfação dos hindus, vão promover a sagrada a vaca tradicional?! Deverá o burro ostentar, por maliciosa hipótese, a honrosa representação dos ateus, cuja exclusão do presépio seria não só inconstitucional, por discriminatória, como contrária a um Natal política e comercialmente correcto, ou seja, verdadeiramente inclusivo e multicultural?!
Também tem o seu quê de ridícula a suposição de que um símbolo de uma religião é, necessariamente, ofensivo para as restantes. Se este abstruso princípio vingar, onde houver uma estátua de um rei, dever-se-ia erigir um monumento a um presidente da república; junto de um herói militar, plantar um Gandhi ou um Nelson Mandela; nas imediações de um busto de um maçon, levantar um altar a um santo católico; ao lado de um memorial a um literato, erigir um obelisco em honra de algum analfabeto, não seja que os iletrados se sintam insultados … Mas, será a estátua do marquês de Pombal um ultraje à república, por ter sido o dito um feroz defensor do regime monárquico?! Ou, tendo sido Sebastião José de Carvalho e Melo um déspota, a sua efígie insulta a democracia?! Será que a mesquita de Lisboa é ofensiva para os católicos e para todos os outros crentes não muçulmanos?! Por que razão o argumento só funciona em detrimento dos católicos, mas nunca a seu favor?! Será apenas um pretexto – mais um – para impedir a presença pública da Igreja e confiná-la às sacristias?
Não é preciso que as empresas sejam ecuménicas nas suas abordagens publicitárias: basta que sejam verdadeiras e respeitadoras da cultura nacional, em todos os seus valores, também religiosos. A supressão das cruzes das cúpulas da igreja ortodoxa, antes de ser uma ofensa religiosa, é uma falsificação histórica e, portanto, uma mentira que a todos os gregos insulta e engana, não apenas aos ortodoxos. Também os partidários de um regime totalitário, de triste memória, eram peritos em retirar, das fotografias oficiais, os camaradas que iam caindo em desgraça porque, como diziam, o passado era deles e era como eles queriam que fosse. Não é aceitável, em caso nenhum, essa manipulação da verdade, quer seja por razões políticas ou por conveniências publicitárias.
Do ponto de vista científico, a falsificação da história é uma desonestidade intelectual. Em termos comerciais, a manipulação fraudulenta das imagens reais até é passível de coima porque é, pelo menos, publicidade enganosa.

Fonte: Observador

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

DUQUE DE BRAGANÇA NA TELEVISÃO ESPANHOLA (RTVE)




"Desde sempre, tenho acompanhado os portugueses, cultivando muito em especial relações com as nossas comunidades no estrangeiro, para que as futuras gerações não percam de vista o país onde estão implantadas as suas raízes.
Em Portugal, particularmente, no seu interior, tenho partilhado as alegrias e angústias das populações tantas vezes esquecidas. Tem constituído minha preocupação o desenvolvimento sustentável dessas manchas da nossa Terra, respeitando os valores culturais e espirituais das suas géneses.
A defesa da Natureza, do equilíbrio do meio ambiente e da nossa paisagem humanizada, são temas em que me tenho empenhado desde a minha infância e que necessitam do envolvimento de toda a comunidade humana.
Nestes domínios as Monarquias da Europa e do Mundo têm dado provas de eficácia através de uma proximidade com as populações, enriquecendo as democracias contemporâneas, no respeito pela dimensão onde se inscreve a existência humana."
Palavras de S.A.R. O Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança


Associação dos Autarcas Monárquicos

Lançamento do livro "Afonso de Albuquerque, o Chefe Militar, o Diplomata e o Estadista"



Fonte: O Adamastor

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

REAL DE VIANA DO CASTELO ESTÁ DE LUTO

Foto de Real Associação de Viana do Castelo.
 
Dona Maria Margarida de Jesus Castro Marinho

Faleceu hoje (12/09) a Excelentíssima Senhora Dona Maria Margarida de Jesus Castro Marinho, com 91 anos de idade, nascida a 18-10-1925, em Ponte de Lima, Associada da Real Associação de Viana do Castelo, filha do Exmo. Senhor Aníbal de Jesus Varela Marinho e de D. Albertina Pereira de Castro. Era viúva do Exmo. Senhor Manuel Joaquim Soares Gomes e mãe do Dr. José Aníbal Castro Marinho Soares Gomes, Presidente da Direcção da Real Associação de Viana do Castelo, casado com a Exma. Senhora Dr.ª D. Paula Maria Matos Gomes Leite Marinho Gomes e avó do Dr. José Diogo Leite Marinho Falcão Gomes, da Dr.ª Ana Catarina Leite Marinho Falcão Gomes e do Dr. Gonçalo Maria Leite Marinho Falcão Gomes.

 O Funeral realiza-se na próxima quinta-feira, pelas 18h30, estando o féretro depositado na Igreja da Misericórdia em Ponte de Lima.


 Ao seu filho, nora e netos apresenta a Real Associação de Viana do Castelo cumprimentos de sentido pesar.



 
 
A Real Associação da Beira Litoral associa-se à Real de Viana do Castelo neste momento de tristeza e manifesta as mais sinceras condolências à família enlutada.




Funchal at dusk aerial view - Funchal ao entardecer - Cristiano Ronaldo ...

ALBERTO II DO MÓNACO DIZ SER "IMPERIOSO" ENCONTRAR...

Real Associação da Beira Litoral: ALBERTO II DO MÓNACO DIZ SER "IMPERIOSO" ENCONTRAR...: O príncipe Alberto II do Mónaco disse hoje, no final da visita à Igreja de Nossa Senhora do Monte, no Funchal, ser imperioso encontrar &q...

O português que não quis ser Papa: o Cardeal de Alpedrinha

Foto de Nova Portugalidade.

Nascido Jorge Martins em Alpedrinha, terra das Beiras, era humilde filho do caseiro de uma quinta. Damião de Góis diz da família que seriam "gente muito baixa, popular e pobre", o que parece confirmar-se pelo destino que o rapaz, fugido da terra de origem, veio a conhecer em Santarém: foi guardador de porcos, trabalho decerto honrado, mas tão desprestigiado para um moço nascido em 1406 como nos nossos dias. Seja como for, a sorte de Jorge mudou ao ter maneira - que lhe chegou por via da Igreja, verdadeiro elevador social - de frequentar a universidade, que então se situava em Lisboa. Cumpriu lá a formação que se esperava de um homem da Igreja e foi capelão no Hospício de Santo Estói. Tornou-se reputadíssimo latinista, chegando a confessor de Dom Afonso V. O Rei enviou-o em missão a Paris, que Jorge cumpriu como diplomata e onde aproveitou para prosseguir os estudos.

Homem verdadeiramente notável, de inteligência brilhante e reconhecida, Jorge Martins tornou-se Dom Jorge da Costa ao ser elevado a Bispo de Évora, que foi por um ano após 1463. Foi depois Arcebispo de Lisboa até 1501 e, dali à sua morte, Arcebispo de Braga e, por isso, Primaz das Espanhas. Em 1476, Sisto IV fê-lo cardeal. Em 1483, contudo, Alpedrinha abandonou o Reino para lhe não mais regressar. Incompatibilizado com Dom João II, que sucedera a Dom Afonso V em 1481, o Cardeal Jorge da Costa mudou-se para Roma, de onde nunca deixaria de ir estendendo a sua influência. Ao governo de muito da Igreja portuguesa, que manteve de Roma, foi-lhe adicionado o de numerosas dioceses italianas. Ao longo da carreira, Alpedrinha, como a História o registou, foi Bispo de Évora, Porto, Viseu, Algarve e Ceuta, assim como Arcebispo de Braga e Lisboa. Em 1503, foi eleito Papa pelo Colégio dos Cardeais, mas recusou receber a Tiara papal. Fê-lo Júlio II que, diz-se, recusaria já Papa a vénia do cardeal português por entender que devia ter sido aquele a herdar os destinos da Igreja.

Vindo do nada para tornar-se um dos homens mais influentes da Igreja e da Europa do seu tempo, Dom Jorge da Costa morreu em 1508 aos 102 anos. Se a tivesse desejado, poderia ter sido o segundo filho de Portugal a sentar-se na cadeira de Pedro.
Nova Portugalidade




terça-feira, 12 de setembro de 2017

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Vímara Peres, o primeiro português (e o libertador do Porto)

Foto de Nova Portugalidade.

Filho de um Pedro Theon de Pravia, aristocrata asturiano, Vímara Peres nasceu na Corunha, hoje e então cidade galega. Pelo seu pai, membro do Conselho do Rei Afonso III das Astúrias, Vímara era, talvez, neto do rei Bermudo; em 858, recebera Pedro da Coroa asturiana a missão de parar, derrotar e expulsar uma invasão varegue - viquingue - da Galiza. Esta era, pois, família central da monarquia asturiana, com provas dadas no gabinete e no campo de batalha.

Às ordens de Afonso III das Astúrias, foi Vímara Peres quem tomou em mãos a tarefa de expulsar os mouros do vale do Douro. A região, onde se estabelecera a fronteira entre o reino cristão das Astúrias e as áreas sob domínio muçulmano, a sul, encontrava-se desertificada após muitos anos de avanços e recuos por ambas as partes em contenda. Tal era o estado da região que se lhe dá, hoje, o nome revelador de "Deserto do Douro". Vímara quebrou o impasse, devolvendo estabilidade à região e iniciando a sua repovoação. Para o efeito, libertou da presença islâmica toda a área costeira compreendida entre o Minho e o Douro. Libertou o Porto de Gale, que mais tarde viria a conhecer-se como as cidades do Porto e de Gaia e cujo nome seria, depois, o de Portugal; para marcar a dominação cristã, guarnecê-la e protegê-la de nova investida muçulmana, Vímara fundou a cidade de Guimarães (Vimaranes), a que deu o seu nome. Guimarães foi herdada por Lucídio Vimaranes, filho de Vímara, e foi sede de uma das mais notáveis casas condais - a de Vimaranes, justamente - da península.

O condado fundado por Vímara Peres foi a primeira politeia portuguesa. Sediado em Guimarães, este Condado de Portugal fez-se verdadeiro centro de poder nas monarquias asturiana e, depois, galego-leonesa. Acabaria só duzentos anos sobre a sua fundação, em 1071, pela mão de Garcia II da Galiza. Exigindo de Garcia as liberdades que a força de Portugal parecia justificar, o Conde Nuno Mendes levantou-se contra aquele. Dando-lhe batalha em Pedroso, em Janeiro de 1071, foi derrotado pelo rei e morto. Triunfante, Garcia II coroou-se Rei de Portugal - de facto, foi o primeiro homem a fazê-lo. O Condado só seria reestabelecido 20 anos mais tarde quando Afonso VI de Leão fez Raimundo de Borgonha Conde da Galiza, de Portugal e de Coimbra. Os Condados de Portugal e Coimbra seriam, depois, dados pelo mesmo Afonso VI a Henrique de Borgonha, primo de Raimundo e pai de Afonso Henriques. Vímara Peres precedeu-os a todos e colocou, duzentos anos antes de Afonso Henriques, a primeira pedra na casa que viria a ser Portugal. Pode bem dizer-se dele que foi o primeiro português.

RPB

terça-feira, 5 de setembro de 2017

OS DEVERES DO REI

Foto de Plataforma de Cidadania Monárquica.

Na obra de 1496, ‘Do Governo da República pelo Rei’, Diogo Lopes Rebelo elenca, já, quais os deveres do Rei:

'. É dever do Rei cumprir o que diz. Lembre-se que não é supremo Rei, a fim de nada fazer de indigno de tão grande nome. Acostume-se a nada dizer de indecoroso e de impróprio de si. Não ouça nem profira palavras desonestas pois que as más falas corrompem os costumes. (…)

. É ainda dever do Rei levantar a república na adversidade, conservá-la na prosperidade, e de pequena torná-la grande. Deve, também, considerar que foi colocado à frente dela, não tanto para governar, como para proveito dos cidadãos. (…)

. Compete, finalmente, ao Rei pensar na utilidade de seus cidadãos e da república, a ele confiada e entregue. (…) A todos os seus protegerá: nobres, plebeus, incultos, sábios, ricos e pobres, porque o Senhor o fez tutor e pai de muitas gentes.'

Que diferença para os dias de Hoje e para o actual regímen: POR ONDE ANDA A ALEGADA ÉTICA REPUBLICANA?!

Dão-se alvíssaras! Mandatasse o maior detective do Mundo para tal demanda – a de procurar a alegada Ética republicana - e mesmo ele teria uma dificuldade oceânica em encontrá-la! 

Assim, não precisamos de ser indivíduos de poderosa imaginação – como o maior detective do mundo – para concluir que só se pode tratar de ‘UMA AGULHA NUM PALHEIRO!’

- Plataforma de Cidadania Monárquica

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

José Pracana - Um fadista já cansado

A Drone in Portugal

Um reino de piratas portugueses no Oriente: Sundiva (1609-1616)

Foto de Nova Portugalidade.

A ilha de Sandwip (Sundiva em português) situa-se ao largo da costa leste do actual Bangladesh. Acode de quando em vez aos noticiários pelos desastres naturais que repetidamente a assolam - não há década em que ciclones e tornados ali não cobrem mortandades imensas, deixando-a devastada.

Contudo, pela sua localização privilegiada, quem a dominar pode exercer controlo sobre as rotas comerciais provenientes e destinadas às fozes do Bramaputra, do Ganges e do Meghna, rios que desaguam no Golfo de Bengala e são escoadouro das riquezas do norte da Índia, do planalto tibetano, do Nepal e da Birmânia. A sua posse assegurava a hegemonia comercial, pelo que quantos a possuíssem podiam reclamar pagamento de tributo aos ricos mercadores indianos, malaios e chineses envolvidos no comércio de longa distância ligando o Índico ao estreito de Malaca, Golfo do Sião e Mar da China Meridional. A ilha tem sido desde há milénios importante centro de pirataria e banditismo organizado, estando para a região como a Ilha de Tortuga foi durante os séculos XVII e XVIII para as Caraíbas, pelo que, ali, as potências que a dominaram ao longo da história procuraram manter fortes guarnições militares assistidas por meios navais.

Até 1609, Sundiva esteve sob a autoridade de Fateh Khan, representante local do Império Mogol que então dominava praticamente todo o subcontinente indiano. Fateh, afegão de nascimento, era um fervoroso sunita e fez inscrever no seu pavilhão de combate a divisa "Fateh Khan, pela graça de Alá senhor de Sundiva, derramador de sangue cristão e destruidor da nação portuguesa".

Não esperava tal dirigente tão cheio de si que o seu destino se cruzasse com o de um português obstinado e ambicioso, violento a extremos e sem grandes princípios chamado Sebastião Gonçalves Tibau (também grafado Tibao), o típico "português à solta" que então enxameava os mares e portos da Ásia. Supostamente nascido em S. António do Tojal, chegado à Índia como soldado numa das armadas, o jovem de dezanove anos de idade abandonou o seu posto, desertou e de pronto se dedicou ao comércio do sal, rumando a Sundiva para ali se abastecer do produto que então era muito reclamado pelo mercado indiano e do Arracão - região do extremo-ocidental da Birmânia, então um reino independente que há muito mantinha relações com os portugueses.

Familiarizado com as usanças da região, acercou-se do reinete de Bacala (Bakla, no Bangladesh), aliciando-o para um magno projecto de assalto e conquista de Sundiva a troco da partilha do saque. Tibau recrutou na região quatrocentos aventureiros portugueses e com o auxílio da flotilha de Bacala caiu sobre a frota de Fateh Khan, desembarcou na ilha e liquidou a totalidade da guarnição. Porém, na hora da vitória, não cumpriu o acordo com Bacala e reclamou para si a totalidade do espólio.

A notícia da tomada de Sundiva por aventureiros portugueses chegou a Goa. Sebastião dizia querer alargar a sua influência e tomar outras ilhas, mas envolveu-se numa intrincada embrulhada política e militar ao dar apoio a uma das facções em luta pelo trono de Arracão, precisamente aquela que se opunha ao Rei do Arracão que era aliado dos portugueses do Estado da Índia. O pretendente rebelde selou uma aliança com Tibau, oferecendo-lhe a irmã como mulher e estabeleceu-se em Sundiva. Ocorreu então uma misteriosa morte, a somar-se a tantas outras. O pretendente aliado de Tibau morreu envenenado. O facto de Tibau se ter apossado de toda a fortuna do seu aliado e cunhado pesa contra si na legítima pretensão de imaginar quem foi o autor da morte do príncipe arracanês. Seguidamente - ou antes, previsivelmente - Tibau fez as pazes com o Rei de Arracão e selaram uma aliança. O inimigo de véspera era agora um aliado.

Um aventureiro como Tibau não podia ser apoiado directamente por Portugal, mas as autoridades de Goa não o hostilizaram, posto que Tibau se mostrava um encarniçado inimigo dos holandeses e do comércio muçulmano sem cartaz (i.e. aquele sem autorização portuguesa). Entre 1609 e 1614, Sebastião exerceu um poder arbitrário, atraindo aventureiros, constituindo um exército que chegou a reunir mil portugueses, dois mil nativos, parque de artilharia, cavalaria e uma frota de oitenta embarcações. Passou a dedicar-se ao comércio de escravos, à pirataria, à captura e pedido de resgates, a raides e saque de cidades costeiras.

Deslumbrado pela eficácia do seu método, não se deu conta de que tanta habilidade e falta de palavra o estavam a empurrar para o isolamento. Em 1615, temendo que o Grão-Mogol se apossasse da costa do actual Bangladesh, Tibau propôs ao Rei do Arracão que ambas as forças - portuguesas de Sundiva e do Arracão - se apossassem da região da foz do Meghna. Contudo, no início da expedição, enquanto os exércitos de Arracão se internavam em território inimigo, Tibau, ao invés de os auxiliar como prometido, atacou a costa do Arracão, arrasando aldeias e fortes, acumulando grande espólio de templos e capturando centenas de arracaneses para, logo, os vender como escravos. Tamanha traição marcou a sua sorte.

Em 1616, o Rei de Arracão atacou Sundiva e tomou-a após dura refrega. Tibau conseguiu escapar e estabeleceu-se costa de Bengala onde, abandonado por todos. Em 1618, por intervenção do clero de Goa, Filipe II concedeu-lhe o hábito de Cristo, mas a honra não chegou ao seu destinatário. Tibau morrera um ano antes.

MCB
Fontes:
Benjamim Videira Pires, Taprobana e mais além: presenças de Portugal na Ásia. Macau: Instituto Cultural, 1995.
Maria Ana Marques Guedes, Interferência e integração dos portugueses na Birmânia: ca. 1580-1630. [Lisboa]: Fundação Oriente, 1994.
Saturnino Monteiro, Batalhas e combates da Marinha Portuguesa: 1604-1625, vol. V. Lisboa: Sá da Costa, 1994.

A GALIZA, PORTUGAL ESQUECIDO

Foto de Nova Portugalidade.

Inaugurador da liberdade portuguesa, o ano de 1139 determinou, igualmente, o divórcio – que foi involuntário e nunca plenamente aceite – entre Portugal e a Galiza. A separação foi afronta à realidade linguística, à unidade cultural, à própria justiça histórica: no século XII, a delimitação entre o Condado Portucalense e o restante Reino da Galiza – este último integrado, ele próprio, na coroa castelhano-leonesa de que Afonso Henriques decidiu apartar-se – era meramente administrativa e resultara da atribuição, por Afonso VI de Leão, de Portucale a Henrique de Borgonha. Hoje, a fronteira mantém-se tão artificial como no passado, sendo o português a língua dominante em toda a faixa ocidental da Península Ibérica.
A separação entre os dois pedaços originais da Portugalidade – de um lado, a Galiza, que foi berço da língua e o primeiro dos países portugueses; do outro, o Condado que se autonomizou, fortaleceu, manteve forte a chamada da nossa liberdade e se expandiu pelo globo – foi motivadora de incontáveis conflitos entre Portugal e o seu vizinho espanhol. Décadas sobre a tomada de Lisboa, em 1147, Afonso I tentaria capturar Tui e outras localidades galegas, intento que abandonaria após ser derrotado pelos leoneses em Badajoz. No século XIV, Fernando I seria – o que aconteceu em diversas ocasiões – aclamado como rei pela Galiza; novamente, foi a força do braço castelhano a impedir a reunificação entre os dois países portugueses da Península. Também presente esteve a Galiza na mente de D. Luís de Vasconcelos e Sousa, conde de Castelo Melhor, que pretendeu juntá-la a nós a troco da paz com a Espanha dos Habsburgo. A tentativa saiu novamente gorada, pois, ainda que avançassem vitoriosas as armas portuguesas, o governo do Conde foi derrotado nos gabinetes por políticos invejosos e homens menores.
Não se encontrando hoje aberto - pelo menos, não para a maioria dos galegos - o problema do estatuto político da Galiza, o combate a travar é, lá, fundamentalmente cultural. Com a língua galego-portuguesa perigada por um projecto de aculturação – de facto, castelhanização – que dura há séculos, o mundo português deve devotar àquela parcela de si própria a maior das atenções. É o que fará, também, a Nova Portugalidade, tão empenhada na defesa da Portugalidade na Galiza como em qualquer outro pedaço do nosso espaço civilizacional.
Portugal e Galiza são e serão um só coração.
RPB

4 de Setembro de 1913 – Casamento D. Manuel II

Casamento Real


A  4 de Setembro de 1913, após um curto noivado de 4 meses, Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Manuel II de Portugal casava-se com a Princesa Augusta Victória von Hohenzollern-Sigmaringen, na capela do Castelo de Sigmaringen. A Princesa germânica era filha do Príncipe Guilherme de Hohenzollern-Sigmaringen (ramo católico dos Hohenzollern) e da Princesa Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias. El-Rei havia ficado muito impressionado com a Princesa alemã havia um ano, num encontro orquestrado pela Infanta Dona Maria Antónia de Portugal, tia-avó do Rei e avó da Princesa. Assim, após uma pequena conversa a dois, em Abril de 1913, El-Rei pede a mão à Princesa, que aceita prontamente. Segue-se uma pequena comemoração entre noivos e Augustos Pais e, consequência do exílio, um rápido e singelo comunicado oficial:
 ‘É com a maior alegria que anúncio o ajuste do meu casamento com a Princesa D. Augusta Victória de Hohenzollern-Sigmaringen. Manuel Rei’.
Assim, com este matrimónio era cimentado meio século de aliança entre a Sereníssima Casa de Bragança e a Casa de Hohenzollern, que teve início com o casamento da Infanta Dona Maria Antónia de Bragança (irmã dos Reis D. Pedro V e D. Luís I) com o Príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen.
À cerimónia religiosa assistiram cerca de 200 convidados, entre os quais a convalescente Rainha Dona Amélia, David, Príncipe de Gales e futuro Eduard VIII (Duque de Windsor após abdicação), a Duquesa de Aosta, os Príncipes Franz Joseph e Frederik Victor, irmãos da noiva, o Marquês de Soveral e várias senhoras da aristocracia e damas portuguesas e oficiais ingleses que faziam a guarda a El-Rei – por especial deferência do primo e Rei britânico, George V.
El-Rei Dom Manuel II fez questão de casar permanecendo de pé sobre um caixote carregado de terra portuguesa, e trajou casaca, complementada com o calção da Ordem da Jarreteira de que era simultaneamente o mais jovem cavaleiro de sempre e o último português a ser agraciado com a mais distinta das Ordens Honoríficas britânica e mundiais. No calção distinguia-se a liga azul-escuro com rebordo e letras a dourado colocada no joelho esquerdo com a divisa da Ordem, ‘Honni soit qui mal y pense’. Da mesma Ordem usava a Estrela, presa ao peito esquerdo, com uma representação colorida esmaltada do escudo heráldico da Cruz de São Jorge, rodeado da Ordem da Jarreteira, cercada por um emblema de prata de oito pontos. Ao pescoço, El-Rei usava a Ordem do Tosão de Ouro, e para além de mais Ordens usava a Banda com a Placa das Três Ordens Militares Portuguesas, colocada debaixo da casaca, para o lado da anca esquerda. Já Dona Augusta Victória usou um vestido de noiva matizado a azul e branco, prestigiando as cores da Bandeira do Reino de Portugal e da Monarquia Portuguesa. Na cabeça segurando o véu que fora usado pela sua avó a Infanta Dona Antónia de Bragança quando casara com o Príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen, um diadema com motivos de flor-de-lis.
Casamento Real

Dona Augusta Vitória tornava-se Rainha consorte, mas não Rainha de Portugal, pois o Rei já se encontrava exilado. O casamento feliz durou até à trágica morte de Sua Majestade o Rei, em 1932.
Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica