domingo, 12 de janeiro de 2020

O PANteísmo e a Liberdade Religiosa

DEUS - PÁTRIA - REI: O PANteísmo e a Liberdade Religiosa: Por este andar, qualquer dia exige-se que os católicos usem um distintivo, como o nazismo impôs, aos judeus, o uso da estrela de David....

sábado, 11 de janeiro de 2020

Aconteceu a 11 de janeiro de 1890 Ultimato britânico a Portugal

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A 11 de janeiro de 1890, o governo britânico entrega a Portugal um memorando exigindo a retirada das forças militares existentes no território compreendido entre Moçambique e Angola.

Esta zona era reclamada por Portugal, que a havia incluído no célebre Mapa cor-de-rosa.

O Ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelo governo inglês, chefiado pelo primeiro ministro, Lord Salisbury, entregue a 11 de Janeiro de 1890. A missiva exigia a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Esses territórios correspondem aos actuais Zimbabwe e Malawi. Caso a exigência não fosse acarretada por Portugal, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar.Na segunda metade do século XIX, a Europa conheceu um elevado crescimento económico. Esta situação exigiria novos mercados e novas fontes de matéria-prima. Daí o forte expansionismo europeu em África durante este período. A Conferência de Berlim (1884-85) criara um novo ordenamento jurídico baseado na ocupação efectiva; ou seja, as pretensões portuguesas baseadas no direito histórico só se tornariam válidas se Portugal se apoiasse numa autoridade que fizesse respeitar os direitos adquiridos e a liberdade de comércio e trânsito.Para Portugal, as colónias africanas tinham, sob o ponto de vista económico, um papel quase irrelevante. Porém, convinha salvaguardar os direitos históricos de Portugal. Portugal tinha pretensões a criar um novo Brasil, um autêntico império colonial africano, e esta era a sua última oportunidade para o conseguir. Multiplicam-se então as expedições científicas ao continente africano e redobram-se os esforços diplomáticos.Assim, em 1886, Portugal dá a conhecer as suas pretensões coloniais sob a forma do "Mapa cor-de-rosa"; tratava-se de um projecto de ligação da costa angolana à costa moçambicana. O governo português dá início a várias tentativas de ocupação efectiva, numa disputa colonial com a Inglaterra, nomeadamente com o plano de Cecil Rhodes, que pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico.A uma dessas tentativas a Inglaterra responde com o Ultimato. A notícia do mesmo e o posterior acatamento por parte das autoridades portuguesas provocariam em todo o reino uma gigantesca onda de indignação popular. Este sentimento é habilmente explorado pelas hostes republicanas; prova disso é a tentativa de derrube da monarquia e instauração da república um ano depois, no Porto, na revolta de 31 de Janeiro de 1891.Em termos estritamente coloniais, o ultimato não teve consequências muito negativas, pois, se é um facto que Portugal foi obrigado a desistir do "Mapa cor-de-rosa", não é menos verdade que o tratado assinado em 1891 confere a Portugal a soberania sobre extensos territórios, alguns dos quais até então nunca haviam sido reivindicados.


Quando os muçulmanos se convertiam ao cristianismo

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No emaranhado de crenças que obscurecem o conhecimento das relações entre o mundo islâmico e o mundo cristão, avulta aquela que nos pretende fazer crer que havia portugueses que se convertiam ao Islão, vulgarmente chamados de renegados (ou arrenegados). Havia arrenegados, pois, mas esquece-se amiúde que havia conversões em sentido contrário, ou seja, de muçulmanos que expostos à cultura e usanças portuguesas exprimiam vontade em conhecer a doutrina cristã e a ela se converterem.

Tais mouros, sobretudo norte-africanos e, com mais precisão, marroquinos, começaram a aderir à religião dos portugueses por alturas das primeiras conquistas de praças no norte de Marrocos, no século XV, mas nos séculos que se seguiram, o seu número aumentou, exigindo-se das autoridades eclesiásticas portuguesas especial acompanhamento de tais conversos.

Ali para os lados de S. Roque, entrando pelo Bairro Alto, chega-se à Rua dos Calafates. A cerca de trinta metros da esquina da Travessa da Queimada, situa-se o Colégio Real dos Catecúmenos, fundado em 1579 por ordem do Cardeal Rei Dom Henrique e destinado a mouros aliados de Portugal e que haviam participado na Jornada de África nas hostes de Dom Sebastião na malograda batalha de Alcácer Quibir. Inicialmente destinado a catorze mouros, a instituição foi acolhendo levas de novos refugiados que iam chegando a Lisboa e manifestavam vontade de se familiarizarem com a doutrina católica. Esse constante movimento prolongou-se pelos séculos XVII e XVIII e exigia dos pretendentes a conversos que aprendessem a língua portuguesa e alguns rudimentos de latim antes de iniciarem a frequência da catequese, processo lento de aprendizagem que só terminava quando os catequistas confirmavam a plena aptidão dos seus alunos para conscientemente receberem o baptismo.

No dia da cerimónia de conversão pública, realizava-se uma procissão que atravessava solenemente as ruas da capital. Os neófitos faziam-se acompanhar dos seus padrinhos de baptismo, habitualmente grandes do Reino que a partir desse momento os acolheriam como membros das suas famílias, tratando-os como se filhos seus fossem. Posto tratarem-se de jovens adultos no pleno das suas faculdades, os conversos escolhiam um nome de baptismo, a que juntavam o nome da família de adopção, eram baptizados e recebiam a comunhão.

Ainda hoje, volvidos quase quinhentos anos, remanesce o edifício desse Colégio dos Catecúmenos, felizmente poupado aos estragos e intolerâncias do século XIX. Encimado pelas armas reais portuguesas, o pórtico lembra aos viandantes: "Este Colégio ordenou Sua Majestade para nele serem instruídos os catecúmenos que se convertem à nossa Santa Fé Católica".

MCB


Fonte: Nova Portugalidade

Um grande admirador da nação portuguesa

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Faleceu esta madrugada e foi certamente um dos maiores estadistas do nosso tempo. Rei revolucionário a quem coube superar em cinco décadas de governação ilustrada o grande atraso do seu país, raros são os governantes que entram pela porta grande do além com tamanha obra material, social e espiritual realizada em benefício do seu povo e da paz no mundo. Dele só encontramos par no Rei Bhumibol Adulyadej da Tailândia, falecido há três anos. Paz à sua alma e que Deus, o Misericordioso, o acolha à Sua presença.

O novo sultão omanita, Haitham bin Tariq Al Said, primo do falecido monarca, foi o ministro da Cultura a quem coube reconstruir, restaurar e preservar o património português em Oman e que confessa a grande admiração pela nação portuguesa. Será o 13º monarca da dinastia Said, no trono desde 1783 e o 15º imã ebadita do terceiro ramo do Islão.

Fonte: Nova Portugalidade

Atenuar exageros e superar mitos

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A criação do Estado Moderno, não só esbateu a velha ordem social trifuncional - as três ordens do imaginário feudal do clero, da nobreza e do povo - como tendeu a absorver grupos sociais marginais, nacionalizando-os e conferindo-lhes grande protagonismo.

Ouve-se com frequência que no Antigo Regime, a nobreza confiscava a totalidade dos cargos de relevo, relegando os restantes estamentos para funções menores. Ora, assim sendo, por que razão se desenvolveu uma prática sistemática de discriminação positiva visando assegurar a certos grupos sociais relevância? Tal prática começou a definir-se no último quartel do século XVI quando, por determinação real, à nobreza foi vedado o acesso a alguns cargos em benefício do braço popular. Por exemplo, em 1572, Dom Sebastião determinava que "daqui em diante, haja na Câmara [de Lisboa] um presidente fidalgo e três vereadores que sejam meus desembargadores e sirvam os cargos que adiante vereis". Esses três vereadores todo-poderosos eram homens qualificados saídos do braço popular, cabendo ao presidente apenas funções de representação.

Por forma a evitar a discriminação de cristãos-novos - judeus convertidos ao catolicismo - estabelecia-se nesse mesmo ano que antigos judeus ocupassem funções na vereação camarária, decisão bem expressa no Regimento dos Oficiais Mecânicos da mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa. No regimento precisava-se que, para a eleição dos ourives e lapidadores (de pedras preciosas), o corpo eleitoral corporativo compor-se-ia de "seis cristãos-velhos e seis da nação dos cristãos-novos". Tal factor democrático acabou por se tornar extensivo à totalidade do território português, europeu como ultramarino, e em finais do século XVII, os factores origem social, origem étnica e "limpeza de sangue", se ainda fossem referidos, eram, de facto, menorizados pela invocação do mérito dos indivíduos. Em meados do século XVII, mercadores, banqueiros, mas igualmente um "estado do meio" - a classe média do Antigo Regime - ocupavam a parte de leão da administração, e nos concelhos os mestres de ofícios até aí considerados "vis" (sapateiros, curtidores, açougueiro, ferreiros) passaram a ter direito a ocupar lugares nas vereações camarárias.

MCB


Fonte: Nova Portugalidade

DEUS - PÁTRIA - REI

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

A maçonaria: dividir para vencer

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“A seita apresentou-se ao mundo como sociedade filantrópica e filosófica. Mas, logrados alguns triunfos, arrancou a máscara. Glorifica-se de todas as revoluções sociais que sacudiram a Europa, especialmente da francesa; de todas as leis contra o clero e as Ordens religiosas; da laicização das escolas; da retirada dos Crucifixos dos hospitais e dos tribunais; da lei do divórcio e tudo quanto descristianiza a família e debilita a autoridade do pai, para a substituir por um Governo ateu.
Pratica o adágio: dividir para vencer.”

Reginald Garrigou-Lagrange em “La vida eterna y la profundidad del alma”.

Fonte: Causa Tradicionalista

DEUS - PÁTRIA - REI

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

SAR, O Senhor Dom Duarte de Bragança na Festa de Reis da Fundação Oureana


O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, esteve presente, conjuntamente com o presidente da Assembleia Municipal de Ourém, João Moura, na XII Festa de Reis da Fundação Oureana, evento que decorreu este domingo, dia 5 de janeiro, no Restaurante Medieval da Vila Medieval de Ourém.

Esta iniciativa, que para além do tradicional almoço, teve ainda a Missa da Solenidade da Epifania e a Benção dos Reis, contou com a presença de Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e Conde de Ourém.
A Fundação Oureana é uma instituição criada por John Haffert (fundador do Exército Azul de Nossa Senhora de Fátima e grande amigo da Irmã Lúcia), que nos anos 40 se fixou em Ourém e tem procurado promover o seu património histórico.
Fonte: mediotejo.net

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