quarta-feira, 17 de setembro de 2014

DOM AFONSO, INVESTIDO "LIURAI" NUMA VISITA A TIMOR

DOM AFONSO, FILHO DOS DUQUES DE BRAGANÇA, INVESTIDO ‘LIURAI’ NUMA VISITA A TIMOR

Activo promotor das tradições timorenses, D. Duarte esteve com a família em Baucau, onde participou numa cerimónia “liurai”. 


D. Duarte com o filho, D. Afonso

Grande defensor dos direitos do povo timorense, D. Duarte de Bragança tem mantido uma relação estreita com aquele país e em 2012 recebeu mesmo a dupla nacionalidade, assim como uma condecoração da Ordem de Mérito atribuída pelo então presidente José Ramos-Horta. Este verão, o duque de Bragança viajou com a mulher, D. Isabel, e os três filhos, Afonso, Francisca e Dinis, de 18, 17 e 14 anos, para Timor, onde assistiram à abertura da segunda reunião da associação do Senado dos Liurais na cidade de Baucau (os liurais governavam os reinos em que se dividia Timor-Leste antes da administração portuguesa e são ainda muito respeitados pela população, assegurando a manutenção dos usos e costumes tradicionais).

Por ter atingido a maioridade, Afonso de Bragança foi investido liurai honorário, numa cerimónia em que envergou as vestes tradicionais e o característico kaibauk, a coroa liurai. A família foi depois recebida em parada pelos organizadores do encontro, juntamente com grupos de moradores, dançarinos e tocadoras de babadok (um pequeno tambor tradicional). A cerimónia prosseguiu no interior do antigo mercado municipal português, com intervenções de figuras ligadas à associação e também do próprio D. Duarte.
Os duques de Bragança tiveram ainda oportunidade de conhecer algumas das praias de Baucau e depois D. Isabel seguiu com os filhos para o Brasil.




SS. AA. RR. D. Duarte e D. Isabel com os filhos




Fonte: Caras

terça-feira, 16 de setembro de 2014

FESTIVAL COLOMBO 2014



18 de Setembro – Quinta-feira
 
Feira Quinhentista:
19H00 - Arruada pelas ruas e praças do Burgo - Início na Av. Infante D.Henrique até à Alameda Infante D. Henrique e Praça do Barqueiro
- Abertura e vivência do Mercado
- Alameda Infante D. Henrique 
- Exposição de artefactos bélicos, panejamento e acampamento castrense
20H00 - Desembarque de CristovãoColombo – Nau Santa Maria – Praiafrente à Praça do Barqueiro
20H30 - Cortejo histórico de receção a Cristóvão Colombo
                                                
Itinerário:
Praça do Barqueiro, Av. Dr. Manuel Gregório Pestana Júnior, Av. Henrique Viera de Castro, Largo do Pelourinho, passagem pela Casa de Colombo, Rua Dr.Nuno S. Teixeira, Rua Bartolomeu Perestrelo, Av. Dr. Manuel Gregório PestanaJúnior e Av. Infante D. Henrique
 
Praça doBarqueiro (palco):
22H00 - Workshop de Danças Tardo-Medieval
23H00 - “Allatantou” | Concerto Música e Dança Africana
Espetáculo de Malabares de Fogo: “O Tesouro do Barco Assombrado”
 
19 de Setembro –Sexta-feira
 
Feira Quinhentista:
19H00 - Arruada pelas ruas e praças do Burgo – Início na Av. Infante D. Henriqueaté à Alameda Infante D. Henrique e Praça do Barqueiro
- Abertura e vivência do Mercado
20H00 - Acampamento Castrense: Workshop de Tiro ao Arco
20H30 -Cortejo do Capitão Donatário que sai a mostrar a vila ao visitante Cristóvão Colombo
23H00 -Concerto de Música de índole Quinhentista: “Gallandum”
Espetáculo de Malabares de Fogo: “Mare Tenebrum”
 
20 de Setembro – Sábado
 
Abertura da Feira Quinhentista:
19H00 - Arruada pelas ruas e praças do Burgo – Início na Av. Infante D.Henrique até à Alameda Infante D. Henrique e Praça do Barqueiro
- Abertura e vivência do Mercado
20H00 - Cortejo pelas ruas do burgo
21H00 - Anúncio dos banhos e do noivado entre afilha do Capitão Donatário e Cristóvão Colombo
 
Praça do Barqueiro (palco):
22H00 - Concerto Musical numa evocação da epopeiatrágico-marítima com recurso a musicalidades das sete partidas do mundo.
 
Em permanência no espaço do evento:
-  Exposição de Fotografia -“Viver Hoje Quinhentista”
- Animação Itinerante
 
Alameda Infante D. Henrique:
- “No Mundo de Cristovão Colombo” - Instalação/Cenário para fotografias
- Mercado Quinhentista
- Exposição de artefactos bélicos, panejamento e acampamento castrense

terça-feira, 9 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

PORTUGAL NA CAPELA SIXTINA

PORTUGAL NA CAPELA SIXTINA - O RESGATE DOS ESCRAVOS E O ROSÁRIO
"Os dois homens pendurados no rosário do fresco mais famoso da Capela Sixtina,
O Juízo Final, de Miguel Ângelo, simboliza a evangelização portuguesa na Índia e em África."

Os feitos portugueses causaram muita admiração em Roma; e Deus quis que Miguel Ângelo desse testemunho disso, para os que haveriam de vir, no painel principal da Capela Sixtina (sobre o altar mor), pintando a cena "o resgate dos escravos" (na qual Portugal com um longo rosário faz subir a África e a Índia).

Portugal lançando um rosário
"Entre as dezenas de figuras desenhadas por Miguel Ângelo na famosa pintura "Juízo Final" - almas perdidas, anjos, demónios, apóstolos e santos - destacam-se dois homens pendentes num Rosário, em movimento ascendente de salvação.

Eles estabelecem uma relação simbólica com Portugal. São um negro e um indiano agarrados a um terço. O primeiro representa o continente africano, o segundo o mundo oriental e o rosário a oração.

Falta um índio da América - facto que talvez se possa atribuir à animosidade que então reinava contra os espanhóis. Mas a mensagem é clara: levado pelos missionários portugueses, o Evangelho salvaria o novo mundo do fim dos tempos." (Vera Moura - blogue Cavalo Selvagem)

Será que foi aqui respeitada a ordem cronológica e o índio é aquela figura na nuvem, de mãos postas, que olha para Portugal mas ainda não está a ser puxado?


Fonte: ASCENDENS

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A PRAÇA DO IMPÉRIO

Lá se vai a Praça do Império: mais uma pouca vergonha da Câmara Municipal "costeira"
 
Profunda e arrogantemente imbecil, o tal Zé que não faz falta alguma, alegadamente escarra mais umas tantas sandices a respeito do património que "urge não preservar". Segundo aquilo que o texto do Público alega, para esta coisa ..."os brasões são sinais do colonialismo". Refere-se ao simulacro de brasões que  só com muita imaginação turística, ainda conseguem passar por tal na Praça do Império.

Há muito desapareceram, apenas restando uns raquíticos vestígios que estão muito longe daquilo que os canteiros durante décadas mostraram aos visitantes daquela zona da capital. A verdade é outra, pois uma rápida passeata pelas imediações, é mais que suficiente para verificar-se a progressiva degradação de todo o conjunto. O jardim  não passa de um baldio semi-abandonado. Fonte luminosa? Onde? Quando, em que dias? A passagem subterrânea sempre sujíssima, borrada com porcarias garatujadas. O Padrão dos Descobrimentos, enegrecido. O prolongamento arrelvado em direcção à casa oficial do Sr. Silva das marquises, com obras de Sta. Engrácia, papelada por recolher; a prenda tailandesa, desprotegida e à mercê da gandulagem da Urban "Art". A lista a cargo da incompetência camarária é vasta, perfeitamente safernandizada e bem ao gosto salgado-costista.

A obliteração de uma História ainda bem presente e por sinal vivida in loco - na África e na Ásia - por uma boa parte da população portuguesa, deveria então ser acompanhada pela destruição de outros elementos do extinto império. Nem as palmeiras lisboetas escapam, agora condenadas pela praga de um mortífero besouro ao qual a CML não prestou qualquer atenção. Assim sendo, há que demolir o Mosteiro dos Jerónimos, erguido para comemorar a gesta no Oriente e que para cúmulo, também ostenta catatuas brasileiras, esferas armilares, brasões reais e túmulos dos Aviz que devem ser imediatamente despejados "à francesa-St. Denis" pós-1789; a Torre de Belém, carregada de símbolos imperiais manuelinos; há que mandar picar as Armas do Reino em todos os principais edifícios públicos - os únicos de valor, foram erguidos pela Monarquia -, assim como na generalidade de palácios e mosteiros, na estátua de D. José, no Arco da Rua Augusta e na Estação do Rossio, nos chafarizes e fontanários, nas igrejas, actuais museus, etc. Também podem queimar os coches, já que o "novo espaço" ainda está e previsivelmente ficará às moscas. Há quem ainda não tenha percebido que o império outrora exposto em mapas nas salas de aula, continua a existir de outra forma. Arribou à Europa, desde a nossa alimentação até às músicas que ouvimos, às gentes que connosco se cruzam nas ruas de uma Lisboa que há cinco séculos habituava-se às partidas e às chegadas. As pedras e os símbolos de outrora, são, ao contrário daquilo que um passageiro autarca possa julgar, elos que não se rompem por apetites ou isoladas manias. 

Esta é uma das piores Câmaras Municipais de sempre e dela Lisboa guardará triste memória. Comparado com esta gente, o catastrófico Abecassis era um Ludovice, um Mardel. 

Interessante seria, se este bufante indivíduo fosse obrigado a indemnizar o município pelos milhões de prejuízo que causou, quando politicamente embargou a abertura do túnel do Marquês.

Nesta republiqueta de sarjeta a impunidade dita a regra, é imperial. Imperial, mas sem brasões.

 ***
Adenda: há algumas semanas, levei uns amigos estrangeiros a passear em Belém e diante dos fanados brasões, expliquei-lhes o que ali existira e o que significavam. Ficaram surpreendidos pelo desleixo e obliteração da história e ainda lhes garanti que a situação não era recente, tinha muitos anos. No entanto, a verdade é que eu, como tantos outros, deveria ter agido atempadamente, alertando a Câmara e os jornais. A culpa também é minha, pois nada fiz e critico agora, aquilo que podia ter sido evitado. Realmente, é fácil falar.

Estamos uma vez mais perante um facto consumado, até porque o grunhido de resposta dado pelo Zé ao jornalista, leva a questão para o patamar da política. Já ganhou o caso, pois agora com ele terá os mesmos incondicionais de sempre. Querem apostar?

Nuno Castelo-Branco