sábado, 14 de novembro de 2015

DOM DUARTE DARIA POSSE A ANTÓNIO COSTA

O pretendente ao trono tem dúvidas sobre a estabilidade que os acordos da esquerda possam dar ao país, mas vê como "saudável" que diferentes partidos se entendam. Sobre o Bloco de Esquerda, Duarte Pio de Bragança não manifesta opinião, mas tem "confiança na seriedade do Partido Comunista".

O pretendente ao trono, D. Duarte Pio de Bragança, diz que, no lugar de Cavaco Silva, daria posse ao governo minoritário do PS, embora entenda que há riscos.

Em declarações à Renascença, o chefe da Casa de Bragança não dá uma resposta imediata à questão sobre o que faria na posição do Presidente da República: “De facto, não sei… Bem...Certamente, daria posse a António Costa.”

“Certamente, daria posse a António Costa. Podemos não concordar com a situação, mas a lei é lei”, reforça, mais adiante, argumentando que, "se os partidos que se juntaram ao PS garantirem uma governação estável, a Constituição expressa o direito de formarem um Governo”.

Embora a solução que se desenha possa deixar "a comunidade internacional e sobretudo, os meios financeiros, preocupados e assustados, por parecer que estamos a seguir a utopia e a falta de realismo, como aconteceu com a Grécia” D. Duarte não vê perigo nos acordos da esquerda por entender que “é saudável para a democracia portuguesa que um grupo de partidos, com ideias diferentes e que, desde a sua existência, só estiveram na oposição, sejam capazes de se responsabilizar” por um novo Governo.

D. Duarte Pio tem esperança que os acordos partidários à esquerda originem a estabilidade política de que o país precisa e manifesta a sua confiança, em particular, no PCP: “Eu tenho confiança na seriedade do Partido Comunista, embora tenham umas teorias que estão bastante longe da realidade. No entanto, o sentido pragmático pode levá-los a dar a estabilidade ao Governo. Do Bloco de Esquerda, não sei.”.

A solução de um governo de gestão não agrada ao Duque de Bragança, porque há uma maioria parlamentar a suportar o Governo. “Eu acho que, se não houvesse uma maioria que garantisse a estabilidade governativa, faria todo o sentido recorrer a um governo de gestão”, declara.

Nestas declarações, o pretendente ao trono lembra ainda que, "na Bélgica, aconteceu uma situação semelhante", de impasse político, e "durante um ano e tal, não houve um acordo para um Governo", mas "com a orientação do rei, o país andou muito bem e não houve problemas de maior”.

Resultado de imagem para RADIO RENASCENÇA

Àqueles que criticam o posicionamento do Senhor D. Duarte em face da actual crise: O Rei não pode ser o reflexo dos desejos e sensibilidades de cada um. O Rei não pode entrar em conflito com os partidos do parlamento de que não gosta - o cidadão pode. Não faz política partidária - o cidadão deve. Quem não percebe isto, quem quer o "seu" rei, é simplesmente republicano. Só tem de apoiar o candidato do seu partido a ver se ele ganha. O magistério do rei é muito superior a estas questiúnculas. O Rei só se deve pronunciar sobre questões que toquem a sua consciência ou naquelas em que pressentir choque com a cultura social predominante.O seu principal capital tem de ser a independência e o exemplo de vida.

Publicado por João Távora 
CAUSA REAL  

Sem comentários:

Enviar um comentário