quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

HOMENAGEM A PAIVA COUCEIRO NO ANIVERSÁRIO DA SUA MORTE (11/02/1944)


Henrique Mitchell de Paiva Couceiro, herói e “Benemérito da Pátria”, foi um dos nossos maiores heróis e o seu nome ficou para sempre ligado aos gloriosos feitos das nossas campanhas de África.

Demonstrando extraordinária coragem física, Paiva Couceiro ficou célebre, nomeadamente, na luta contra as forças de Gungunhana. Participou na Guerra de Pacificação de África de 1895, nos combates de Marracuene e Magul. Pelos seus feitos militares, foi alvo de diversas condecorações e homenagens, particularmente após o aprisionamento de Gungunhana.

Proclamado, em Lisboa, Benemérito da Pátria, por decisão unânime das Cortes, como reconhecimento pela detenção de Gungunhana, foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Foi o primeiro e provavelmente o único oficial Português a ser agraciado, até hoje, com três graus da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Foi ainda nomeado ajudante-de-campo honorário do Rei D. Carlos I de Portugal e seu oficial às ordens, passando a integrar a Casa Militar do Rei. Recebeu ainda, a medalha de ouro de valor militar e a Medalha de Prata Rainha D. Amélia, por ter combatido na campanha de Moçambique.

No seu livro “Pedras Que Já Não Falam” Alfredo Pereira de Lima, descreve um episódio que decorreu em Lourenço Marques, que passamos a transcrever:

“......também por esse tempo pelos “Bars” de Lourenço Marques pululava outra fauna. Eram uns tantos «correspondentes» de jornais estrangeiros que se entretinham em abocanhar nas suas gazetas o prestígio de Portugal e das nossas Forças Armadas então empenhadas na dura campanha de pacificação do território. António Enes viu-se obrigado a deportar uns tantos. Mas ficaria celebrada para sempre a tareia mestra que Paiva Couceiro deu em três dos mais peçonhentos que se ocupavam com lucubrações jornalisticas contra o nosso País. Tratava-se de um americano e de dois ingleses. A um partiu-lhe a cara dentro de um «bar». A outro amassou-o com um taco de bilhar num hotel próximo e ao terceiro arrancou-o da loja onde se encontrava, e enchendo-lhe a cara de bofetadas enfiou-o pelo estabelecimento dum alfaiate «monhé» e dobrando-o sobre a tábua de engomar esmagou-lhe a cara com socos rijos, enquanto o «monhé» gritava por socorro. O velho colono Octávio de Carvalho contou-nos em tempos que supunha que a briga ocorreu num «Bar-restaurante» que existiu «na esquina da actual Casa Cardiga». .....”

Sem comentários:

Enviar um comentário